Carreira

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Vaga tem, mas qualificação tá difícil

publicado por Luiz Eduardo Improta

Tudo mundo está comentando a nova realidade do mercado e, realmente, a mais inusitada dos últimos tempos: existem mais vagas do que profissionais qualificados. Repare no que escrevi: “…profissionais qualificados”. É isso mesmo, e não é só na área de TI, mas em todas as demais. Talvez um erro estratégico do governo, onde a política econômica criou condições para que as empresas investirem em seus negócios, mas esqueceu ele próprio que há um “déficit” muito grande de qualificação profissional, por motivos que vão além deste artigo.

Voltando a puxar a sardinha para TI, quando começo a olhar os principais sites de anúncios de emprego e conversando com vários amigos que trabalham em RH, a conversa é só uma: “tenho uma vaga na área X de TI, tem alguém para indicar? Não acho ninguém qualificado há uns dois meses”. E o pior que realmente não tem. Os qualificados já estão empregados e as empresas, sabedoras desta situação, criam políticas de retenção cada vez mais elaboradas para manter estes funcionários. As que não fazem isso perdem seus funcionários qualificados, às vezes nem é por salário e sim por benefícios indiretos e propostas de trabalho atraentes, como por exemplo, crescimento profissional.

Mas quando falamos em qualificação profissional muita gente se pergunta: “mas o que tenho de fazer para me qualificar?”. Existe uma série de ações que com certeza todo o profissional deveria tomar para se manter com um bom índice de empregabilidade, isto é, ser qualificado atualmente. A primeira é a mais básica: se manter atualizado em sua área, indo a palestras, encontros e muita leitura de bons autores. Aí vai uma dica:  freqüente vários fóruns de sua área, que você veja que são interessantes. Isso é de muita valia. A segunda ação é procurar se certificar em sua área de atuação. Sei que a certificação não quer dizer muita coisa, mas a maioria das empresas dá muito valor a elas, inclusive para entrar em licitações de serviços, hoje se pede um percentual de profissionais certificados. Existem muitas dicas para passar nas provas, mas sem dúvida tem de se esforçar para ter sucesso. A terceira ação é estar com seu inglês em dia. Ser profissional de TI e não saber inglês é um desafio que muitas empresas, talvez a grande maioria, não estão dispostas a enfrentar. A quarta é a graduação em TI  preferencialmente, pois faz uma grande diferença na hora da seleção. Mas devemos lembrar que a velocidade inovação da TI está muito grande, logo o processo de qualificação é dinâmico, não pára nunca. Quem está qualificado hoje, daqui a uma semana pode não estar. Devemos estar atentos.

A grande saída é sem dúvida a qualificação interna. As empresas qualificam seus funcionários através de treinamentos internos e externos. Mas esbarram em um grande medo: de preparar o profissional para o mercado e não somente para a empresa. Infelizmente é um risco o qual não podemos descartar. A saída é criar um ambiente que o funcionário tenha prazer em trabalhar. Já se foi o tempo que a relação entre empregado e empresa era apenas salário. Hoje como já disse acima, os benefícios diretos e indiretos, valem muito e são o “fiel” da balança na hora da escolha. Quando o investimento é alto, geralmente a empresa usa os acordos formais de permanência, para assim não só resguardar seu investimento, como também assegurar um bom desempenho do profissional naquilo o qual foi treinado, inclusive replicando o que aprendeu em sua equipe. Mesmo assim, a demanda de novos negócios é maior que a de profissionais qualificados.

Moral da história: a qualificação em TI não pára nunca. E então, vai fazer o que agora? Sugiro pesquisar e estudar, pois com certeza já saiu alguma coisa nova que você não conhece.

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Autor

Sou profissional com mais de 22 anos de experiência desenvolvida em empresas do setor "outsourcing" em TI e Segurança da Informação. Com 2 Pós graduações e 1 MBA na área de TI e diversas Certificações em Segurança e Tecnologia da Informação, dentre elas: COBIT 4.1, ITIL v2 e v3, ISO27002 e CCSA/CCSE. Meu link no "linkedIn": http://br.linkedin.com/in/limprota007

Luiz Eduardo Improta

Comentários

3 Comments

  • Luiz,

    Lendo seu artigo, lembrei de um texto que vi nos fóruns do LinkedIn, veja: (não vou comentar, tire suas conclusões, rsrs)

    E se motoristas fossem contratados como o pessoal da TI?

    Cargo: Motorista.
    Exigências do trabalho: Competência profissional em condução de veículos leves como carros e pesados como ônibus e caminhões, ônibus articulados, bondes, metrô, tratores, escavadoras e pás carregadoras, e tanques pesados atualmente em uso pelos países da OTAN.
    Habilidades em Rali e de condução extremas são obrigatórios!
    Experiência na Fórmula-1 é um diferencial.
    Conhecimento e experiência em reparação de motores de pistão e rotor, transmissões automáticas e manuais, sistemas de ignição, computador de bordo, ABS, ABD, GPS e sistemas de áudio automotivo dos fabricantes conhecidos mundialmente ? obrigatória!
    Experiência em tarefas de pintura e funilaria de automóveis é um diferencial.
    Os candidatos devem ser certificados pela BMW, General Motors e Bosch, mas não por mais de dois anos.
    Compensação: R$ 15 – R$ 20/hora, dependendo do resultado da entrevista.
    Exigências da instrução: Bacharel em Engenharia Mecânica

    Abraços.

    Gideão

    • Com tantas incertezas e melhor ser investidor da bolsa trabalhando com ações de auto-risco do que trabalhar com TI. Você estuda, não sabe se vai ter emprego, se tem vai ganhar pouco, vai ter muito cabelos brancos e stress, sem falar que sua mulher vai te larga, já que você quase não passeia com ela, devidos todos aqueles livros que você tem que estudar a noite. Há seu patrão vai dizer que o departamento de TI e despesa e não investimento. Além disso de fez em quanto o Jornal nacional e certos profissionais de outras áreas, vão dizer que se ganha muito no mercado de TI e que falta gente para o trabalho.

  • Bom Sou formado em Tecnólogo Analise de sistemas.
    Quando estava cursando a faculdade foi muito difícil encontrar um estagio de desenvolvimento ou ate mesmo um emprego efetivo na área,mas consegui um emprego efetivo numa empresa nacional que estava em expansão ,o serviço era de suporte,pra quem não tinha experiência era uma grande avalia .Esta empresa deu o treinamento mas este treinamento era especifico em seu sistema para que o profissional possa ter noção.
    Após um ano e meio na mesma função pedi um aumento de remuneração ou transferência para outro setor no qual a diretoria me enrolava sabendo que eu iria fazer falta no setor,(mas não insubstituível),sendo assim fiquei descontente com a empresa e comecei a faltar e chegar atrasado e a fazer entrevista em outras empresas.Numa bela sexta feira fui demitido .
    Hoje procuro emprego por dia enviou mais de 20 currículos por dia e nenhum contato há por parte das empresas.
    O que eu vejo é que as empresas já pedem que os profissionais já entrem sabem de tudo ate se vacilar faxinar eles querem. E outra quando acaba a entrevista eles não dão o devido retorno nem negativo .
    É ridículo estes profissionais de RH.
    Att.
    Diogo

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