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O óbvio

publicado por Flávio Steffens

O óbvioVocê já parou para pensar quantas vezes você se pegou falando o óbvio? Isso é bastante comum. Inclusive é normal termos a sensação ao ouvir outras pessoas que elas só estão falando o óbvio. Mas, se existe tanta obviedade neste mundo, por que continuamos cometendo os mesmos erros? Este post apenas analisa uma situação que ocorreu recentemente no trabalho comigo, e que me fez pensar um pouco sobre isso.

Recentemente tive que realizar uma cobrança a um de nossos funcionários. Qual a maior obviedade quando falamos em feedback? Falar ao vivo, a sós. É óbvio.

Tão óbvio, que eu não fiz. Tive a infeliz idéia de tentar “economizar tempo” falando com a pessoa pelo Messenger do nosso trabalho. Pensei: “Vou tentar fazer uma abordagem mais leve, sem cobrança, por aqui”. E conversei com a pessoa.

Aconteceu o óbvio. A pessoa entendeu o assunto de uma forma completamente diferente. Achou que se tratava de uma cobrança descabida, e logo se postou em uma posição defensiva e também já falando sobre a forma rude (?!) como eu falei.

Chamei a pessoa para conversar, a sós. E em cinco minutos de conversa, tudo foi esclarecido. A cobrança foi feita, a mensagem foi assimilada, e a situação foi totalmente contornada. Ambos vimos os dois lados, ponderamos e tudo se resolveu.

Era óbvio que eu a cobrança pelo Messenger seria mal interpretada. Era óbvio que falar seria o mais correto.

Ainda assim, eu cometi o erro de fazer tudo errado.

As vezes, meus amigos leitores, as obviedades existem porque tantas outras pessoas como eu, você e seus conhecidos, já vivenciaram situações similares. O conhecimento empírico, aquele adquirido através da experiência, construiu grande parte das obviedades no mundo corporativo. Se achamos que podemos quebrar paradigmas de formas tão simples, seja por qualquer razão, vamos ter que levar na cabeça até aprender.

É óbvio.

[Crédito da Imagem: Alvo – ShutterStock]

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Autor

Flávio Steffens de Castro é empreendedor na Woompa (www.woompa.com.br), criador do crowdfunding Bicharia (www.bicharia.com.br) e gerente de projetos desde 2006. Trabalha com métodos ágeis de gerenciamento de projetos desde 2007, sendo CSM e autor do blog Agileway (www.agileway.com.br).

Flávio Steffens

Comentários

1 Comment

  • Olá Flavio,
    Muito legal seu relato pois traz para nós algo que ocorre praticamente todos os dias, chamando a atenção para algo muito delicado, mas que faz toda a diferença no sucesso de tudo que fazemos (não somente na Gestão de Projetos): A comunicação.

    Achamos mais prático abrir uma janela de mensagens instantaneas ou de e-mail para escrever, ´quando muito mais prático é pegar o telefone e ligar. Mas, temos 2 problemas aí: Primeiro, é muito mais rápido mesmo falar do que escrever. Segundo: No escrito não há entonação e corremos o risco de nosso interlocutor interpretar a mensagem segundo seu humor no momento, o que foi o que deve ter acontecido com você.

    Temos que lembrar a importância da comunicação paraverbal sempre, que também é relevante neste processo. Ao escrever perdemos muito deste aspecto, mesmo com recursos textuais como “carinhas”, onomatopéias, que, por razões óbvias, não são muito utilizados no mundo corporativo, a entonação quase nunca é recebida da forma que pensamos.

    Realmente, o mais indicado na maioria das vezes é mesmo o telefone ou, em casos mais complexos, a conversa. Veja, você em cinco minutos de diálogo conseguiu resolver o mal estar que deve ter durado muito mais do que isto.

    Fica a lição de seu relato: Quando precisamos FALAR algo importante com uma pessoa, que FALEMOS!

    Obrigada por compartilhar seu caso e nos ensinar mais esta!

    ABS

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