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Dói mais contratar ou demitir?

publicado por Alberto Parada

Dói mais contratar ou demitir?De bate-pronto a resposta é: demitir, afinal irá mudar a vida da pessoa, mexe com família, filhos e isso não pode ser tratado de maneira leviana (apesar de muitas vezes ser). Contratar, como muitos dizem, é fácil e se não der certo, demite. Está é sem dúvida ainda a maneira de pensar da maioria dos gestores no momento da contratação.

As atividades para se iniciar um processo de contratação, na maioria das empresas, são semelhantes: o gestor possui uma vaga, solicita ao RH ao menos três candidatos que atendam as duas paginas de pré-requisitos que ele elaborou, disponibiliza algumas datas para realizar as entrevistas e ficam aguardando os candidatos.

No dia e horário previamente disponibilizados para o RH, o candidato aparece para a entrevista dentro do protocolo, sempre 15 minutos antes e, depois de uma espera que pode ultrapassar uma hora, ele passa por uma entrevista com uma pessoa absolutamente despreparada para fazê-la, recebe um pedido de desculpas, afinal a vida do gestor é sempre ocupada e, por causa de tantos problemas na empresa, havia esquecido da entrevista.

O resultado da entrevista é o pior possível, a escolha do candidato é, na maioria das vezes, realizada por avaliações subjetivas ou apontamentos sem critério (vantagem para o candidato bom de entrevista, que tirou a sorte grande e soube falar o que o entrevistado queria ouvir). O resultado disso? Prejuízos, atrasos, desmotivações e no final: demissões!

Quem nunca ouviu aquele velho ditado que uma maçã podre acaba com o cesto das maçãs boas?

Os grandes gestores, quando perguntados qual é a atividade mais difícil da liderança, respondem com convicção que são dois momentos: o de contratar e o de demitir, porque nos dois casos a chance de errar e mudar a vida das pessoas e da empresa é muito grande.

Uma boa contratação começa na análise correta das necessidades do time, identificar inicialmente se ninguém que já está na equipe pode ocupar a posição. Se eventualmente alguém na empresa possa ser alçado à vaga, olhar para dentro de casa é o primeiro passo para manter um time motivado e uma empresa coesa (não vamos discutir os ciúmes nem as vaidades humanas existente nos gestores e nas equipes).

Não existindo o perfil dentro da empresa, definir (com assertividade) o que realmente se precisa. Não é bom colocar na solicitação a necessidade de um profissional sênior com muitos títulos e experiência para uma vaga de pleno querendo pagar salário de júnior. Este é um erro grave, só atrai aventureiros ou desesperados, além de desqualificar a companhia para os huntings e empresas especializadas em recrutamento.

Ter o conhecimento do perfil dos profissionais que trabalham no time é fundamental para a escolha do candidato. Um time unido e fechado com algumas particularidades deve ser respeitado em prol do sucesso da empresa. Pode parecer um exemplo menos importante, mas se a equipe faz um happy hour periodicamente e se o gestor resolver escolher um candidato que odeia relacionamentos pessoais depois do expediente terá uma grande possibilidade de ter problemas para integrar o novo contratado.

Com uma lista de particularidades pessoais e profissionais da empresa e da equipe, prepare-se para a entrevista sabendo qual é o perfil pessoal e profissional que deseja do candidato; durante a conversa, olhe fundo nos olhos para entender o que realmente o candidato está querendo contar. Parece coisa de psicólogo (pois é mesmo), mas uma das habilidades importantes a ser desenvolvida pelo gestor é o conhecimento de psicologia para liderar uma equipe.

Entenda seu momento profissional, o porquê ele se candidatou à vaga, se foi por desespero ou por oportunidade, e analise! Muitas vezes é melhor contratar um desesperado que desempenhará muito bem as atividades do que um que precisa ser empurrado e só faz aquilo pelo que foi contratado.

A conversa deve durar ao menos 30 minutos e o candidato tem que ficar à vontade o suficiente para errar. O objetivo é tira-lo do estado de concentração, aquele onde o candidato está tão duro e tão concentrado que não fala nada mais do que aquilo que está no script. A ideia não é derruba-lo ou desclassifica-lo, pelo contrário, é conhecê-lo e entender o seu momento pessoal e profissional, se ele é o que se precisa ou que a empresa não é aquela que ele procura.

Gasta-se tempo e preparo com a contratação? Sim, mas com certeza o investimento é muito menor do que contratar alguém que não desempenha direito, desagrega a equipe, não entrega no prazo e ainda transmite para o cliente a impressão errada sobre a empresa, causando além de prejuízos financeiros, institucionais.

E agora, pensando bem, o que é mais difícil: contratar ou demitir?

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Autor

Fundador do : descomplicandocarreiras.com.br

Alberto Parada

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