Governança

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Uma nova perspectiva para o planejamento de TI

publicado por Marcos de Araujo

Muitos executivos acreditam que o planejamento estratégico da Tecnologia da Informação não pode ser feito devido as constantes modificações dos negócios bem como a rápida obsolescência da tecnologia impacta diretamente estas definições. A recomendação então é adequar este planejamento aos tempos que vivemos e não usar um tradicional plano estratégico, adequando através da colaboração/participação, tanto das áreas de negócios quanto da área de TI, o planejamento estratégico baseado nas metas e na eficiente alocação de recursos.

Primeiramente, estabelecer o papel da TI baseado na estratégia do negócio, definindo o quão agressiva a aplicação da TI deve ser para a empresa, permitindo assim estabelecer claramente uma filosofia de trabalho e a implementação da infra-estrutura necessária ao suporte do negócio. Num segundo momento, alocar inteligentemente os recursos disponíveis para a concretização dos projetos que em primeira instância trarão os melhores resultados para a cia. Neste caso, uma priorização é necessária, que deve ser baseada em critérios relevantes e pré-definidos de avaliação.

Em seqüência, selecionar a tecnologia à ser implementada através da análise dos padrões corporativos, interoperabilidade e custos envolvidos. Fases tais como o estabelecimento da missão, a análise da situação atual, os recursos à serem utilizados e a determinação dos passos para atingir os objetivos acordados são as mais efetivas no desenvolvimento de um plano estratégico.

Critérios tais como o retorno dos investimentos, impacto nos negócios e risco envolvido devem ser levados em consideração. A arquitetura tecnológica empresarial deve ser avaliada focando a situação atual, a previsão de crescimento para os próximos anos e também o que deve ser usado para os próximos projetos. Três (3) anos é atualmente considerado um período razoável para a implementação de um planejamento estratégico uma vez que a realidade é extremamente dinâmica.

Cenários devem ser criados, do pessimista ao otimista, visando a antecipação de possíveis rotas alternativas para a execução das determinações estratégicas. Não devemos também descartar nossos antigos aprendizados. Devemos buscar agregar valor nas atividades, priorizar os recursos e escolher sempre tecnologias flexíveis e facilmente operacionalizáveis Um bom planejamento de TI só ocorre quando um alinhamento claro é estabelecido entre as áreas de negócios e a área de TI da empresa, ou seja, a estratégia de TI deriva da estratégia do negócio, direcionando os investimentos e a tecnologia a ser utilizada.

Tudo isso dependerá também dos fatores externos, tal como concorrência e economia, determinando prioridades de investimento para a redução de custos, aumento da produtividade ou criação de vantagem competitiva. A análise final para a canalização dos investimentos deverá respeitar as regras de negócio, os princípios da organização, processos e tecnologia existentes, padrões corporativo e tendências.

Clássicas preocupações, tais como o custo operacional, performance dos negócios, otimização do uso de recursos e o estabelecimento inteligente de parcerias também tornam-se parte das responsabilidades da área de TI para o aumento das receitas da empresa. Obter vantagem competitiva é em primeira instância um ato de planejamento. Detalhes não são importantes, mas é essencial a confecção da linha mestra de atuação da área de TI através do planejamento estratégico.

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Autor

Marcos de Araújo - Executivo Sênior, possui 34 anos de experiência profissional, dos quais 17 anos em posições executivas, gerenciando áreas tais quais Gestão de Demandas/Portfólio, Escritório de Projetos e Programas, Tecnologia da Informação, Governança de TI, Mapeamento e Gestão de Processos, Planejamento, Relacionamento com o Negócio, Desenvolvimento de Produtos, Consultoria, Outsourcing, Security & Risk e Data Analytics. Atuou em projetos nacionais e internacionais relacionados à implantação de sistemas, processos e novos produtos, bem como a mudanças organizacionais em empresas multinacionais tais como EY, Deloitte, Fidelity, Hewlett Packard, Deutsche Bank (Maxblue), American Express, Paramount Lansul, Ciba-Geigy, dentre outras. Como consultor empresarial, atendeu clientes tais como McDonald's, C&A, Petrobras, Machado Meyer, Fotoptica(Grandvision), TSYS, Telefônica, Anglo American, Billabong, Tecsis, Hewlett Packard, Dow Chemical, Unilever, Bimbo, Nestlé, AVX Electronics, dentre muitos outros. É graduado em Administração de Empresas com ênfase em Análise de Sistemas (FASP-1993), especializado em metodologia do ensino (FECAP-1996) e pós-graduado em Administração da Qualidade (FECAP-1997). Especializou-se também em Management (Mauá-1998) e MBA Executivo em e-Business (ESPM-2003). Especializado em Project Management pela Bentley University (2017) e Mestrando em Administração de Empresas com foco em Gestão de Portfólio, Programas e Projetos e o Alinhamento Estratégico Organizacional (2017-2018). Consultor empresarial e instrutor de diversos cursos gerenciais e técnicos ministrados no Brasil, atuou também como professor na pós-graduação em Gestão de Projetos do SENAC e na pós-graduação em Gestão de TI da Uni-Anhanguera. É ex-professor universitário da FIT, FASP, Uninove e Trevisan Escola de Negócios.

Marcos de Araujo

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