Carreira

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Como ser promovido?

publicado por Abner Biasotto

Figura - Como ser promovido?Para aqueles que acham que há um passo-a-passo ou uma receita prontinha que devem seguir para serem promovidos, me desculpem… Estão muito enganados. É impossível dizer exatamente o que fazer para ser promovido em sua empresa.

Baseando-me em experiências profissionais, observações e alguma leitura, cheguei à conclusão que há  princípios e requerimentos para a promoção. Não sou expert, não procurei literatura especializada no assunto, apenas quero deixar claro que é um conceito individual e 100% pessoal que eu gostaria de compartilhar.

Costumo dizer que a promoção é baseada em 3 princípios:

  1. Ser a melhor opção para a posição/vaga
  2. Surgimento da oportunidade
  3. Timing

Como ser a melhor opção?

Em certo momento de minha carreira, um diretor me disse: “Se você quer ser um gerente, aja como tal”. Claro que em meio a meus vinte e poucos anos aquilo me pareceu a coisa mais estúpida que eu já tinha ouvido. “Agir como um gerente? Sou um mero analista de suporte que não tem poderes para tomar decisão, muito menos conhecimento do budget ou empowerement para executar alguma melhoria.” Mas nunca deixei de tentar entender o que ele realmente queria me dizer.

Os anos passam, as experiências se acumulam. Observava ao meu redor as pessoas que eram promovidas e os motivos pelos quais tinham sido reconhecidas. A peça que faltava para eu entender o significado real daquela frase me foi dada por meu pai: “Não faça apenas o arroz com feijão”.

Tudo se encaixou… Pude, então, criar meu próprio conceito unindo as duas informações: “Se quer ser promovido, um dos passos é estar preparado para a sua próxima função, mas sem deixar de executar as tarefas que lhe são incumbidas”. Em resumo: Fazer muito bem o arroz com feijão, mas não apenas isso: procurar também participar da produção do bife com as batatas fritas.

Há uma linha tênue entre “fazer além do que se é contratado para fazer” e “fazer SOMENTE ALÉM do que se é contratado para fazer”.  Somos contratados para executar determinadas tarefas. Pessoas diferentes com atribuições diferentes em busca de um mesmo resultado. Se deixamos de fazer o que nos é atribuído e passamos a fazer apenas o  “bife com batatas fritas” o efeito é completamente reverso. Em termos práticos, isso deixa um buraco na organização. É como um zagueiro que quer ser atacante, mas deixa a zaga descoberta.

Fazer além do que sou contratado para fazer, me garante a promoção? De forma alguma. Isso garante visibilidade como profissional eficiente e pode te deixar um passo à frente de outras opções que, eventualmente, sua linha gerencial tenha em mente para aquela tão esperada vaga. Quem já faz isso no dia-a-dia torna-se, mais comumente, a melhor opção para a vaga.

Reitero a expressão “MAIS COMUMENTE”. Não é somente o fato de fazer além do que se é contratado que lhe garante ser a melhor opção. O fator relacionamento também é determinante, mas não tenho “envergadura moral” para descrever o relacionamento humano no ambiente profissional. Deixo isso para os estudiosos da área.

Cabe lembrar que nunca há uma pessoa 100% preparada para a nova posição. Entretanto, estar na metade do caminho o torna elegível.

Surgimento da oportunidade

Oportunidade = uma vaga na organização que precisa ser preenchida. Não pense que serão criadas vagas pelo fato de haver pessoas preparadas para tais posições. Das duas, uma: ou a organização está crescendo e precisa de pessoas para assumir novos cargos; ou uma pessoa que antes ocupava tal cargo não faz mais parte do quadro de funcionários da empresa. Não há milagres!!

Timing

Por mais preparado que você esteja e por mais que surja a oportunidade, ambos tem que ocorrer ao mesmo tempo. Estar no lugar certo e no momento certo. Aquela vaga apareceu no exato momento em que as pessoas que tomam a decisão estão muito contentes com o seu trabalho. Você vem demonstrando sua eficiência constantemente e está visível para a organização. Não adianta se preparar DEPOIS que a vaga apareceu. A preparação tem que ser contínua e anterior ao surgimento da oportunidade.

Em algumas empresas, há um tempo determinado para que haja ações (promoção, alteração de salário, etc). No momento em que surge a oportunidade, não estar nesse período de “carência” também é levado em conta. Tudo depende da política da empresa. Entendê-la é fundamental.

Reforço que esses conceitos são puramente pessoais. Não há testes ou estudos que foram realizados para garantir a acuracidade dessa informação nem colocá-la em termos estatísticos. É uma visão bem simplista de uma ação muito mais complexa que depende de fatores humanos.

Aos experts de plantão, se há informações detalhadas e estudos a respeito, me interesso muito em tê-los.

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Autor

Abner Biasotto trabalha há 17 anos com TI. Atualmente é gerente de TI para clientes globais numa multinacional americana de telecomunicações. Estudante de MBA em Gestão Estratégica de TI na Fundação Getúlio Vargas e pós-graduado em Administração de Empresas também pela FGV. Certificado ITIL v3, Six Sigma Green Belt (voltada a gestão de serviços), IT Service Management baseado na ISO/IEC 20000 e MOF 4.0 (Microsoft Operations Framework) e com forte conhecimento em segurança da informação baseada na ISO/IEC 27002. Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/abner-biasotto/0/953/31/

Abner Biasotto

Comentários

7 Comments

  • O colaborador que deseja ser promovido deve identificar e considerar se o valor do seu talento não pode ser de interesse de outra empresa (concorrente, por que não?) ou mesmo de uma ação empreendedora, muito frequente em especialistas técnicos. Se ele fizer a diferença na equipe e o gerente não promovê-lo, assuma o risco e escale o assunto, se a empresa for de uma estrutura hieráquica convencional. O gerente terá que abrir os olhos ou…

    • José Eugênio,

      você tem razão em seus comentários. Um gerente que não faz a correta gestão das pessoas do seu time acaba perdendo grandes talentos facilmente. Aumento de rotatividade e queda de produtividade são os resultados imediatos dessa falha.

      Obrigado por seu comentário.

      Abraços,

      Abner

  • Ótimo artigo! A colocação feita no que diz respeito ao Timing é muito pertinente.

  • Boa Tarde, primeiramente parabéns pelo artigo.
    Acredito que o profissional deve entender estes tres fundamentos aqui apresentados, não há milagres, mesmo quando o desânimo nos atingi por falta de oportunidades devemos continuar a agir como profissionais e então partir em busca de algo melhor, infelizmente há gerentes que não tem a competência para estar nesta função então surge o velho medo de perder o lugar, o que faz com que os bons profissionais sejam propositalmente desprezados, algo como uma auto defesa, mas isso ocorre desde que o mundo é mundo, então é preciso estar no lugar certo e na hora certa !
    Abraços

    • Alex,

      Muito obrigado pelo seu feedback.

      Realmente é uma pena haver gerentes que tenham essa mentalidade de deixar talentos “na geladeira” por medo de perderem seus lugares.
      Creio que os grandes gestores têm sempre em mente que devem preparar alguém para assumir seus lugares. Dessa forma eles também podem crescer.

      Grande abraço…

  • Abner, gostei muito do seu artigo. Você colocou de uma forma simples e objetiva algo que por vezes é mal interpretado. Muitos profissionais em busca de reconhecimento querem fazer o tal “bife com batatas fritas” e esquecem de fazer corretamente o seu “arroz com feijão”.

    Uma coisa que adicionaria à lista é treinamento e educação. Pode ser o diferencial, e acho que complementa o “Ser a melhor opção”. A TI e o mercado evolui muito rapidamente, e se o profissional não buscar treinamento e capacitação, poderá ficar para trás.

    Abraços.

    • Parabéns pelo Post Abner

      Com certeza hoje para o profissional ser bem sucedido dentro da organização temos que levar como base estes 3 fundamentos, muitas vezes os profissionais não entende o “fazer além do que se é contratado para fazer”, tem que saber interpretar pois existe maneiras distintas de compreender está frase, fazer aquilo onde você possa passar uma confiança e visibilidade de reconhecimento do trabalho e podendo se destacar, que exatamente isso que a TI espera dos profissionais, ou se tornar um profissional sufocante, ou seja, fazendo tudo além do que é pedido e deixando seu trabalho que é o “Arroz com feijão” de lado.

      Infelizmente nem todas as organizações valorizam TI corretamente, hoje em dia existem muitas das empresas que acabam quebrando por falta de um planejamento estratégico de TI, hoje podemos levar em consideração que TI está em tudo dentro da organização, e com isso, nos profissionais devemos estar por dentro de tudo, através de Cursos, Treinamentos, Workshop, Internet, ou seja, algo que possa nos fortalecer e nos manter no mercado de trabalho.

      Abraços

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