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Como chefes incompetentes destroem profissionais talentosos

publicado por Alberto Parada

Toda mudança na vida de uma pessoa provoca stress, a mudança de chefia na vida de um profissional provoca um stress que em alguns casos o leva a beira da loucura.

Diferentes da época dos nossos Pais onde as mudanças organizacionais aconteciam com promoções advindas por aposentadoria ou raramente por mudança de emprego, e o stress era pontual e na maioria das vezes inexistente, todos sabiam quem assumiria a posição de chefia; atualmente o mercado é assustadoramente dinâmico, as mudanças organizacionais ocorrem todos os dias, o que antigamente era  exceção, hoje viver em estado de stress é uma regra.

A maioria dos profissionais buscam a todo momento uma maneira de diminuir e até eliminar o estado constante de stress, normalmente ter como chefe imediato um velho amigo ou pessoas que já se tem afinidade é um bom caminho.

Pergunte para os mais velhos, qual foi o momento profissional onde eles mais performaram, em que momento da carreira a satisfação era maior, onde o prazer de trabalhar era pleno, as respostas não estarão ligadas a dinheiro,  e sim a respaldo, parceria, cumplicidade e tranquilidade.

Existem diversas maneiras de medir o desempenho de um profissional , você conhece algum que consegue avaliar o porque o profissional de um momento para o outro deixou de ser um high skill e passa a ser um problema?

Infelizmente a maioria dos RHs ainda não possuem ferramentas ou processo que apurem e identifiquem os porquês destas mudanças, é uma pena, na maioria das vezes estão mais preocupados com punições e premiações do que com o futuro dos profissionais.

O que é difícil de identificar para alguns é simples para outros, os gestores mais experientes e preocupados com o desenvolvimento dos profissionais conseguem diagnosticar estas mudanças repentinas de performance com facilidade, ou são problemas pessoais ou mudança de chefia direta.

Nos casos de problemas pessoais a maioria das empresam precisam aprender que é mais barato e lucrativo amparar um profissional em um momento difícil da sua vida do que simplesmente troca-lo.

E quando o problema esta ligado a mudança de chefia imediata, o que fazer e o pior como identificar?

Como dissemos no inicio deste artigo hoje o convívio com o stress faz parte do dia a dia de todos os profissionais, e isso não é um privilégio para quem esta na base da pirâmide, o aumento do stress é diretamente proporcional com a subida no organograma; se antigamente o stress era quase inexistentes porque todos sabiam quem assumiria a chefia, o postulante a chefe era preparado durante anos para o posto, e para ele também o stress era pequeno até porque pouco mudaria na sua vida.

O medo de assumir uma área é tão grande que os profissionais chegam normalmente com dois pensamentos: esta tudo errado, preciso mudar tudo ou se eu não me impor vão puxar o meu tapete.

Como a maioria dos executivos estão absolutamente focados em resultados pelo resultado e vale mais o numero do mês do que o futuro da empresa, poucos vão pensar no bem estar de uma área ou de pessoas o que importa é o numero.

Mediante a este cenário o novo chefe não tem muita alternativa e chega fazendo estragos, quer identificar quem era ligado a antiga chefia, mudar por mudar, buscar economia em cada grampo, tudo sem muito planejamento e sem muito sentido, afinal a cobrança sobre ele é gigantesca e ele tem que apresentar os números gerados com a mudança.

Os estragos são enormes em busca de aumento de lucratividade ou de faturamento, a pressão é tão grande que hoje em dia é muito comum encontrar profissionais tomando calmantes fortíssimos, afastados por depressão e destruídos profissionalmente .

Infelizmente o resultado desta situação raramente é o esperado, o aumento da margem raramente acontece e o faturamento acaba se perdendo.

Obviamente não temos como mudar de uma hora para a outra este cenário, afinal ele vem piorando a cada dia, mas podemos contribuir para o inicio de uma mudança.

Olhe desde o inicio da sua carreira o que você gosta e o que não gosta nos inúmeros chefes que terá e o dia que for chefe tenha a responsabilidade de repetir o bom e eliminar o ruim.

Mandar é a parte mais fácil do cargo o importante é aprender a liderar, muito pouco ou quase nada das cobranças muitas vezes impensadas da diretoria deve ser passado para o time diariamente, acredite no dia seguinte tudo que era terror hoje nem será lembrado amanha.

Se não gostamos para nós não podemos repetir para os outros, mudar o ambiente de trabalho como a própria vida é uma ação continua e planejada, comece hoje a melhorar seu amanhã.

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Fundador do : descomplicandocarreiras.com.br

Alberto Parada

Comentários

8 Comments

  • […] Leia o post original […]

  • Entre os vários pontos passíveis de ponderações,destaco:
    “fácil mandar”.Isto é relativo às características de quem está a frente da função, pois para algumas pessoas é muito difícil “mandar”,às vezes são excelentes líderes e péssimos mandantes.A questão da assertividade é o aspecto fundamental nessa relação de gestão;
    O segundo ponto,se há numa empresa alguém que chega com esta atuação de “sair mudando tudo sem planejamento”,no mínimo, é uma empresa de fundo de quintal ou com características de,porque numa empresa estruturada como tal, profissionalmente,até a liderança escolhida,seja por critérios eletivos ou de confiança,meritocracia ou não,quem estiver a frente vai ter o cuidado de observar antes tais características.Isso entre naquele quesito que os RH exploram: as características do candidato e os interesses(missão tb)da empresa.Pensemos,se a empresa não tem qualquer preocupação com a dimensão social no processo de geração de produtos,colocar um profissional com enorme experiência voltada para produtos com esta dimensão, ou um profissional que apresenta esta preocupação o tempo todo,só pode dar errado e queimar o profissional, a não ser que a meta da empresa seja partir para tal responsabilidade.
    Quanto ao aspecto “parceria”,por exemplo,isso tem sido um nó nas relações no campo educacional,porque muitas vezes o sujeito em situação de liderança só quer parceria se ela trouxer para ele vantagens e de preferência imediatas,dispensando o aspecto formativo embutido em qualquer iniciativa a ser construída.E isso não é parceria,porque tal tipo de relacionamento em meio profissional exige de ambas as partes envolvidas.As parcerias que tenho visto são aquelas que privilegiam as individualidades em sua forma mais individualista e personalística.
    Tive um situação em que o cidadão dizia que eu era “inorientável”,depois compreendi que ele não queria mesmo era fazer qualquer ponte.Curioso que quem me alertou para tanto,tinha um procedimento semelhante em vida privada.
    Aprendi mais sobre o que é ser individualista do que estabelecer parcerias,mesmo buscando-as continuamente.
    E por fim,é preciso observar o quanto se está preparado para relações de complementariedade e suplementariedade nos diferentes momentos das performances profissionais.
    Saudações.

  • Post muito corajoso e realista!
    Realmente o mercado esta num ciclo vicioso. Onde todos sabem que o que foi descrito acima não é o melhor. Nem para a empresa e nem colaboradores. Contudo todos cedem a pressão e procuram apenas fazer o “mais do mesmo”.
    Excelente colocação!

  • Sugestão – comentar sobre a Síndrome de Burnout – Caracterizada por ser o ponto máximo do estresse profissional, pode ser encontrada em qualquer profissão, mas em especial nos trabalhos em que há impacto direto na vida de outras pessoas. É o que acontece, por exemplo, com profissionais da saúde em geral, jornalistas, advogados, professores e até mesmo voluntários.

    O termo burnout significa que o desgaste emocional danifica os aspectos físicos e emocionais da pessoa, pois, traduzindo do inglês, burn quer dizer queima e out exterior. Embora já se venha falando sobre o assunto há décadas, no Brasil as discussões em torno da síndrome tornaram-se mais fortes nos últimos anos.

  • […] Fonte: TI ESPECIALISTAS […]

  • Bom artigo. Na empresa que trabalho já vi tanta gente boa de serviço pedir demissão por causa da incompetência dos “chefes” e vejo tanta gente incompetente sugando dinheiro da empresa. Aliás, aqui é a empresa que mais tem “gerentes” por metro quadrado, não contribuem em nada para produção e sempre ganham os parabéns dos bajuladores pelos serviços que não foram eles quem fizeram. São altamente dispensáveis. A empresa ia lucrar e produzir muito mais sem a maioria deles aqui.

  • Luiz Antonio Braz, concordo plenamente com vc. Quando as pessoas lidam com “chefes” mau caráter, mentirosos, que não assumem suas responsabilidades, que participa de corrupções nos bastidores com seus amigos de empresas terceirizadas para substituir a equipe interna lucrando com isso e que só querem as glórias para si quando a equipe se esforça e cumpre até além das metas previstas, essa teoria deixa de ser bonita e cai por terra. Sem contar que muitos resultados de metas apresentados não são reais e são manipulados para a diretoria de acordo com a conveniência de quem as apresenta.

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