Carreira

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Podemos liderar de forma justa e respeitosa, valorizar a diversidade existente nas equipes de projeto e atingir os objetivos?

publicado por Guilherme Rigolon

Quem trabalha com projetos (Tecnologia da Informação, Engenharia, Marketing etc) sempre responderá pelo desempenho e resultado (custo, prazo, escopo, qualidade etc) obtidos. Neste cenário de intensa pressão ocorrem problemas de diferentes naturezas e muitos conflitos de interesse que precisam ser tratados logo que surgem. Muitas vezes, a primeira tendência é a de se buscar padronizar as ações e comportamentos das pessoas que constituem as equipes de projetos, mas essa atitude pode desconsiderar os diferentes saberes, experiências e conhecimentos individuais daqueles que estão trabalhando coletivamente.

O líder deve enxergar a diferenciação entre liderar pessoas e gerir atividades. Estas duas responsabilidades do gestor são cruciais para o sucesso de qualquer projeto, sendo que para um eficiente trato destas responsabilidades, o gestor deve saber diferenciar habilidades e competências.

Como a gestão de atividades são bem mais simples, irei dar foco à liderança das pessoas.

Os projetos, em geral, se desenvolvem em meio a uma teia de tensões, conflitos e interesses, faz-se necessário em primeiro lugar, diferenciar os fatos dos problemas. Para tanto, é necessário que aqueles que fazem parte da equipe sintam-se ouvidos e respeitados, para que possam trabalhar de forma coletiva e propositiva.

Conhecer bem a equipe ajudará o líder a acompanhar e apoiar as ações de todos e de cada um. Tal conhecimento facilitará as mediações necessárias, pois assim simplificam-se as negociações, caso haja necessidade de reconduzir ações inicialmente planejadas, pois todos sabemos que os planejamentos, no decorrer do processo, precisam abrir novas trilhas, devidos as intempéries que surgem.

Nessa perspectiva, conhecer e contar com as habilidades e competências de cada um dos profissionais da equipe é importante, mas não o suficiente para mediar as relações entre as equipes de trabalho, outros aspectos também contam nas relações estabelecidas entre os pares, para além destes atributos. Porém, primeiramente vale a pena retomarmos a noção de habilidade e competência. Vou fazer uso de uma analogia para expressá-la de forma mais simplificada.

Quando alguém decide obter a Carteira Nacional de Habilitação, faz o curso em uma autoescola, ao concluí-lo recebe a carteira de habilitação, que indica que aquela pessoa tem habilidade para dirigir, mas para se tornar motorista apenas essa habilidade não é suficiente, já que para se enfrentar o trânsito outros saberes são necessários, há que se conjugar ao mesmo tempo muito deles, não só a habilidade de dirigir o carro, mas ler a sinalização existente, mover-se entre outros carros, ônibus, caminhões, motocicletas, bicicletas, pedestres e ao mesmo tempo seguir o caminho certo, enquanto se calcula mentalmente a velocidade necessária e demais procedimentos envolvidos nesta ação. Você certamente deve conhecer alguém, que embora tenha obtido a Carteira Nacional de Habilitação não consegue dirigir, isso ocorre porque o ato de dirigir exige uma competência para além da habilidade de mover o carro adequadamente.

Agora vamos analisar o seguinte, quantas pessoas que você conhece dominaram as habilidades e desenvolveram a competência de dirigir, mas que transgridem todo tempo as regras de trânsito, colocando em risco a própria vida e a de outros? Ter habilidade e competências são atributos importantes, porém sem a ética de pouco servem.

É de certa forma fácil encontrar profissionais hábeis e competentes, mas quando as coisas se complicam, é necessário muito mais, como por exemplo sentido de equipe e de coletividade. Há que se ter companheirismo, respeito às diferenças, abertura ao diálogo, solidariedade e tolerância, pois quando as coisas começam a sair dos trilhos esses atributos ou a falta deles terão certamente um grande impacto nos resultados a serem alcançados.

Os projetos de sucesso certamente contaram com um alto grau de comprometimento dos integrantes da equipe. O nível de aderência da equipe ao planejamento de um projeto é vital para o alcance dos objetivos. Quando nos sentimos verdadeiramente parte de algo construído coletivamente, de forma acordada, mantemos nossa motivação em dia. Ninguém se esforça pelo que não acredita ou por algo com o qual não compartilha, nesse sentido a trilogia: uns planejam, outros excutam e outros avaliam dificilmente surte o resultado esperado e acaba desencadeando uma torre de babel, onde quem planejou critica os executores, que criticam aqueles que avaliam, que provavelmente criticarão ambos.

Cabe ao gestor, dar vez e voz à sua equipe, valorizando os saberes, vivências e experiências de todos. Pense nisso…

Esses aspectos terão alto impacto nos projetos…

(este artigo é a íntegra da publicação no e-news do PMI São Paulo de outubro de 2012.)

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Autor

• 33 anos de experiência na área de Tecnologia da Informação e no Gerenciamento de Projetos locais e globais. • 17 anos de experiência na utilização das melhores práticas do PMBOK (PMI®). • Certificado como Project Management Professional pelo Project Management Institute (USA). • Mestre em Administração/Gerenciamento de Projetos (Foco em Gestão de Pessoas). • Pedagogo. • Experiência em empresas Nacionais e Multinacionais. • Palestrante em cursos e workshops de temáticas corporativas (Ética, Comunicação, Liderança, Mudanças e Planejamento). • Vários artigos publicados sobre Gerenciamento de Projetos, Terceirização em TI e Gestão do Conhecimento.

Guilherme Rigolon

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