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Qual é o framework?

publicado por Davambe

José Yksi era alegre, o primeiro a chegar e o último a sair do escritório. Andava de um lado a outro com seu tablet a defender os seus projetos em todos os âmbitos. Havia riscos que ele fazia questão de elencar de tempos em tempos. Era de certa forma biblioteca ambulante que nutria com informações todas as células da organização, seja de negócio ou tecnologia. Também assistiu a implantação da primeira filial na América latina, pelos suecos. Que depois venderam para os Japoneses, que venderam para os americanos, que cansados repassaram para os alemães. O tempo foi passando e ele a absorver o conhecimento com a mesma avidez do início, sobrevivendo a constantes mudanças:
– Como ele sobreviveu a tanto tiroteio?
– Deve ser bailarino.
– O quê?
– Um bruxo, sei lá?
– Bruxo não. O Brasil não tem tradição de bruxaria, isso é para países nórdicos, como Suécia, Dinamarca, Finlândia, etc. Quando muito só podia ser Macumbeiro.
– Macumbeiro dos bons.
Ele era muito dedicado, e tinha facilidade para aprender muito rapidamente, além de esforço para absorver a língua do gestor.
– Qual é o framework que devemos seguir?
– Pergunte ao José.
Em seguida alguém se encostava para extrair informação, mas há sempre alguém com disposição para tirar do trilho o trem em pleno tráfego. Foi o que Ana Maria estava pronta a fazer quando percebeu que seu colega era o mais querido. Sem piedade, durante a distração, escondeu o tablet do seu Yksi.
Quando perguntado sobre a implantação do próximo projeto, se deu conta de que estava sem o seu aparelho. Procurou em todos os cantos possíveis, sem sucesso. Ele que era o homem mais calmo da empresa, senão do mundo, se desesperou, andou a murmurar algumas palavras, que ninguém conseguia decifrar.
Jose Yksi não tinha hábito de fazer cópia de segurança, de modo que ficar sem tablet significava perder dados importantes da companhia, e inclusive do que aparentemente sabia, seu conhecimento estava em evidência. Sua voz foi mudando, suou frio. Ficou uma semana de cama.
– Você não tinha backup do bicho? Perguntou o colega.
Ana Maria desesperada, com medo do estrago que operou na vida do colega, ficou com receio de devolver o equipamento. Não devolveu. Uma sindicância foi aberta, mas ela assustada pediu demissão.

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Consultor de TI, com mais de 25 anos de experiência, Escritor. Autor de "O Segredo da Felismina", "Tanto Lá Quanto Cá" e "A Sereia de Tupa". Email: geraldo.nhalungo@davambe.com.br www.davambe.com.br

Davambe

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