Carreira

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Proficiência na língua inglesa e a empregabilidade na área de TI

publicado por Renata Vezzetti

Ultimamente, em minhas experiências como recrutadora para a área de TI, tenho tido bastante dificuldade no preenchimento das posições vistas como as “boas oportunidades do mercado”.

O que as boas oportunidades do mercado oferecem?

Na minha opinião, elas oferecem ascensão de carreira, vivência em ambiente multicultural, atuação em projetos de outras regiões, enfim, intercâmbio de conhecimento entre diversos países e  a possibilidade de agregar uma gama de novas competências sociais.

A maioria dos profissionais de TI gosta desse tipo de desafio. Trocar experiências agrega conhecimento. No entanto, como ser assertivo na comunicação, sem dominar o idioma inglês?

A proficiência no idioma inglês ainda é um problema para nós brasileiros. De acordo com o estudo feito pela Escola e Agência de Intercâmbios Education First (EF), o Brasil ostenta um dos piores índices de proficiência na língua inglesa do mundo.

Para os profissionais “PJ”  – contratados como Pessoa Jurídica – é comum trabalhar em ambientes diferentes em um curto espaço de tempo. Essa experiência é muito rica e, ao mesmo tempo,  superficial.Por exemplo: Em um projeto o qual envolve outras regiões, quando o consultor PJ inicia a troca de informações e experiências  utilizando o idioma inglês, o seu contrato chega ao fim. Portanto, seu segundo idioma permanece no nível intermediário, ou como conhecemos: “intermediário-avançado”. Além disso, seu próximo projeto pode ser em uma indústria brasileira e a evolução do idioma fica comprometida.

Para os profissionais “CLT” – contratados diretamente pela empresa sobre o regime da constituição trabalhista-  o  intercâmbio de informações nas multinacionais é maior, mas as exigências também. Teoricamente ele poderia se dedicar por mais tempo ao aprendizado do idioma e até usufruir de alguns pacotes de benefícios que contemplam aulas particulares de inglês. Contudo, sabemos que a evolução rápida nem sempre acontece. Há sempre algo muito mais importante que surge bem na hora da aula de inglês…

Como reagir a essa problemática na era do conhecimento?

Quais medidas estão sendo tomadas para que isso não afete ainda mais a sua empregabilidade?

Se eu pudesse dar um conselho para quem está iniciando na área, principalmente no segmento SAP, é:
Tenha um alicerce que te permita entrar em qualquer projeto ou oportunidade de carreira em multinacional.

Tenha o idioma inglês no nível avançado para conversação.

Com um bom inglês, você carrega consigo a chave para abrir diversas portas no mercado de trabalho. Realidade: As empresas que não conseguem encontrar bons talentos de forma rápida, disponibilizam tempo e dinheiro para treiná-los tecnicamente, desde que os profissionais já estejam preparados para se relacionarem com todas as áreas de negócios. O inglês abre portas para os juniores.

Se eu pudesse dar um conselho para quem já está na área a bastante tempo, mas nunca precisou usar   idioma e agora sente os efeitos da empregabilidade, é: Corra atrás do prejuízo fazendo um intercâmbio, ou cursos particulares de inglês. Esqueça as aulinhas na escola de idiomas. Toma tempo, dinheiro e nem todas praticam a conversação de acordo com o vocabulário que você precisa.

Boa sorte!

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Autor

Formada em Administração de Empresas pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC-SP, estudante da Fundação Getúlio Vargas - MBA Gestão Estratégica de pessoas. Possui mais de sete anos de experiência na área de RH com foco em Desenvolvimento Organizacional e Recurtamento para diversas áreas. No momento é Consultora de Recrutamento focada no mercado de TI. Contatos: msn: re_vezzetti@hotmail.com Linkedin profile: http://br.linkedin.com/in/renatavezzetti

Renata Vezzetti

Comentários

3 Comments

  • Renata,

    Parabéns, excelente artigo!

    Acompanho outros indicadores relacionados à educação no Brasil, porém eu desconhecia o EF.

    Iniciei meu inglês aos 11 em aulas particulares, e finalizei o curso completo aos 14. A falta de prática empobreceu meu vocabulário e desapareceu com minha sintaxe. Tive de “correr atrás do prejuízo”. Está dando certo! Porém, meu trabalho não exige conversação, apenas leitura.

    Anualmente, eu adquiro aulas particulares ou entro num curso por seis meses – isso mantém meu vocabulário menos enferrujado. O mesmo faço para o espanhol.

    Sua dica de intercâmbio é excelente, e funciona. Cabe a nós o esforço.

    Abraço.
    Ramon

  • Olá Renata,

    Muito claras as tuas colocação neste artigo, parabéns!

    Temos muitos profissionais no mercado com grande experiência e domínio nas mais diversas áreas de atuação. Porém, ainda sofremos com o déficit causado por nossa politica educacional que, diferente de outros países, não investiu no ensino de idiomas. Assim, ocorre justamente o referido por você: Muitas empresas preferem profissionais de nível júnior, mas com o idioma inglês avançado e os qualificam tecnicamente.

    De fato, aulas particulares ou mesmo cursos e-learning, ambos customizados às necessidades de cada pessoa, geram um aprendizado muito mais rápido se comparados às escolas tradicionais de idiomas. Digo isto por experiência própria.

    Obrigado pelo artigo.
    Valério

  • Inglês é essencial. Inclusive falo sobre isso no meu romance “Redes Sensuais”. Na minha opinião e na minha vivência, é como não ter carteira de motorista. Não te assegura emprego, não te ajuda a subir mais rápido na empresa, mas sem ela………

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