Carreira

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O profissional proficiente do século XXI

publicado por Thalvaner Moreira Dolabella

Vivemos numa era em que cobrar escanteio e cabecear para o gol, com índice de aproveitamento próximo de 95%, já se tornou default. As empresas, principalmente as prestadoras de serviço têm, em seus profissionais, colaboradores – se me permitem, polivalentes em competências de atuação e em ciências afins, tais como psiquiatria e/ou psicologia, pois o stress gerado por esta “polivalência” gera indivíduos cada vez mais “zumbilizados”. Junte-se a isso os anseios patronais para que todos possam lidar com tranqüilidade com este status quo, como se esta parafernália de novas responsabilidades – incluindo-se aí o fantasma prazos/qualidade curtos – fizesse parte da cada vez mais globalizada natureza humana.

É cada vem maior o número de pacientes em clínicas de saúde emocional. O nível de exigência está cada vez maior, assim como o turnover, esse às avessas, uma vez que nem todo profissional que sai é substituído, gerando uma sobrecarga no setor ou área. Será que os nossos japoneses já não são assim tão melhores que os japoneses dos outros?

É fato que as empresas precisam lidar cada vez com mais agilidade com as exigências de clientes cujo mercado lhes oferece inúmeras possibilidades. A fidelização é o desafio a ser vencido. As coisas vão acontecendo como trocas de pneus na Fórmula Um e nem sempre o cara da mangueira de combustível vai saber lidar com a mesma capacidade com a maquina de apertar e soltar parafusos. Mas, se a necessidade é de um trocador de roda, com NSA (nível de serviço acordado) contratado, que se troque o pneu.

Metáforas a parte, o velho e bom profissional de carreira é um indivíduo em extinção, pelo menos nesse segmento de mercado. A transição precisa ser mais bem estudada pelos Recursos Humanos de plantão. Existe um hiato entre os mais experientes – que não “engolem” com naturalidade essas pressões pós concorrência acirrada (com ingredientes como trabalho rápido x registros x evidências x certificações/certificados x versões e guarda de documentação x processos e procedimentos) e os novatos, que lidam melhor com os novos ingredientes, mas que ainda têm um imenso arsenal de conhecimento para adquirir.

Fica a questão: como o mercado e o profissional da saúde mental não querem saber quem pintou a zebra, o que fazer com o restante da tinta? Vai saber.

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Autor

Pós-graduado em Gestão Estratégica de Processos de Negócios, pelo IEC-PUC/MG, e formado em Letras, pela mesma Universidade. Consultor na área da Qualidade na IBM do Brasil. Certificado ITIL Foundation V2 e V3. Atuação em certificações ISO 9001, 20.000 e 27.000. Atualmente, como autodidata, estou estudando (Livros) - TQC Controle da Qualidade Total no estilo Japonês - Falconi; Integração das Ferramentas da Qualidade ao PDCA e ao Programa Seis Sigma - Silvio Aguiar; e Qualidade: Enfoques e Ferramentas - Paulo Augusto Cauchick Miguel.

Thalvaner Moreira Dolabella

Comentários

3 Comments

  • Muito bom! Algo interessante no estudo de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos no Brasil 2011 do PMI, é que o gerente de projetos peca no tópico comunicação, ocupando o primeiro lugar, como um problema, nas aproximadamente 700 empresas participantes. Uma responsabilidade desse profissional é atuar cerca de 90% do tempo em ações de comunicação. Porém, a cobrança para que sejam equilibrados “pratinhos” de escopo/entregas, tempo, custo e qualidade, além da sobrecarga das rotinas e acumulo de funções, em função do turnover e esforços anuais por redução de custos e quadro de profissionais, fazem com que sua atuação mude o foco, da comunicação (gestão) para a execução, daí alguns problemas.
    Acredito que colocar mais pessoas, mesmo que notáveis, não resolva essa equação. Acredito na evolução da maturidade em gestão e automação dos processos (das atividades que exigem esforço sobre humano). Um exemplo de automação é este meu comentário, onde o botão ‘Curtir’ e ‘Twittar’, deste portal de internet, interligado à rede mundial de computadores, dará maior abrangência ao seu artigo no que tange o processo de comunicação. Este é um exemplo de redução dos esforços nas equipes de comunicação se comparado há 10 anos. Devem-se evoluir também utilizando a tecnologia para benéfico do trabalho, da criação de produtos, serviços e do esforço das pessoas na execução dos trabalhos.

    • Marco, por questões várias, somente agora vi seu comentário. Muitíssimo obrigado por ter agregado com tanta qualidade um case quase que default nas empresas. Gerentes de Projetos são quase super heróis, assim como vendedores, designers de solução e o resto da troupe. Isso sempre sob os olhos de lince dos gloriosos auditores internos da Qualidade (rsrsrs). Fiz um recorte, quando disse “vendedores” por trabalhar numa das maiores empresas de TI do planeta. IBM.

      Grande e fraterno abraço.

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