Cloud Computing

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O CIO e a Nuvem … parte 2/2

publicado por Marcos A. Silva

Já é sabido que os CFOs estão cada vez mais participando das decisões que envolvem TI. Muitos deles, a exemplo dos cientistas da indústria farmaceutica que foram aprender marketing para redigir bulas de medicamentos, estão se familiarizando com o assunto Tecnologia, e isso é muito bom e bem vindo para a alta administração, pois muitas empresas ainda não entenderam os custos do Bug do Milênio.

A tal da “caixa preta” tem que ser mencionada sim. E ela existe até para o CIO, que muitas vezes não usa ferramentas adequadas para “gerir sua área como negócio”. Os indicadores são outros.

É o momento dos nossos CIOs pensarem sobre o “negócio empresa”, e para isso é  obrigatório buscar conhecimento sobre outras áreas, afinal adquirir conhecimento é diferente de adquirir licenças ou storage, porque não ocupa espaço, a segurança está sob controle, o backup pode ser produzido na forma de resultados, além de ser elástico, escalável e de fácil disponibilização/multiplicação – exatamente como cloud computing.

O assunto computação em nuvem tem ressucitado alguns pontos que pareciam estar definitivamente enterrados, e a segurança dos dados na infra-estrutura própria é um deles. De que adianta a nuvem ser pública ou privada quando falamos em “consumerização”?

Apartir o momento em que os dados são disponibilizados para o profissional num device móvel, pouco importa a origem. Temos então mais alguns ingredientes que não são físicos, passíveis de investimento material. Será que aqui devemos envolver também o pessoal de RH?

Quem pode responder com absoluta certeza que invadir um datacenter é mais fácil que invadir um servidor de e-mail interno ?

No ano passado, num evento em São Paulo, o Cassio Dreifuss, VP do Gartner, divulgou  uma pesquisa que colocava o Brasil no topo das aplicações de cloud computing em uso já em 2011…… Isso não aconteceu.

Da mesma forma, leio todos os dias que um percentual considerável de empresas brasileiras já adotaram cloud !……Pura balela.

Como isso é possível se todo mundo continua com os sistemas básicos comuns a todos, instalados nos PCs ?

A maioria dos aplicativos e sistemas no mundo está na plataforma Windows, e a Microsoft ainda engatinha quando o assunto é cloud computing corporativo.

Quantas destas empresas trocaram seus PCs por thin clients para acesso exclusivo ao datacenter via web?

Será que continuam utilizando a mesma rede interna com cabeamento estruturado  que utilizavam a 10 anos atrás e apenas trocaram o nome para “nuvem privada”, da mesma forma que alguns datacenters mudaram o nome de seus serviços para Cloud Isso ou Cloud Aquilo?

A bem da verdade, no mundo real é impossível saber o que está instalado em cada máquina de usuário final, quanto há de espaço em disco disponível realmente em toda a empresa (PCs + servidores + storage), e dai pra frente….

Algumas afirmações estariam corretas se cloud computing significasse apenas ter um serviço de e-mail fora de casa, ou acesso a um ou outro aplicativo específico via web como um CRM por exemplo.

Acontece que cloud computing significa algo muito além de onde estão os dados e sistemas, e de como vamos acessá-los. O conceito gira em torno de praticidade, de velocidade de implementação, de controle de recursos, de custo-benefício total em relação ao modelo tradicional. Trata-se trazer toda empresa para opinar e, de certa forma, co-responsabilizar todos os profissionais em torno da implementação do conceito.

Afinal de contas, todos querem mobilidade, todos querem velocidade, alguns querem retorno imediato, outros querem mais informações e muitos já querem utilizar o seu próprio device…vejam só isso !

Até pouco tempo atrás não imaginávamos comprar um equipamento pessoal e colocá-lo a serviço da empresa. Com o modelo atual de investimento em hardware já  estamos utilizando algo obsoleto quando nos é disponibilizado um smatphone ou um tablet, porque poucas empresas no mundo vão trocando os equipamentos na medida em que são lançadas novas opções no mercado. E tem gente que ainda reclama da tal “consumerização” !

Concluindo, a fila de coisas para os CIOs resolverem está cada vez maior, e a algum tempo tais coisas estão exigindo conhecer e considerar os processos e principalmente os  resultados almejados pelas outras áreas da empresa……. O que não vale é dizer para o Cássio Dreifuss o que foi dito em 2010.

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Minimum Way

Autor

Na área de TI trabalhou nas Indústrias Müller e na Volkswagem do Brasil; foi consultor na BDO para vários projetos no Brasil e América Latina ; atuou na Diretoria de Marketing no Banco Excel Economico. Como empresário já esteve à frente de negócios ligados a Tecnologia da Informação, Comunicaçao e Marketing. Atualmente é sócio-diretor da Free Enterprise, uma consultoria voltada para inovação e tendências mercadológicas que envolvem novas tecnologias, e representa a MIPC Informática, empresa de tecnologia da informação, como diretor de desenvolvimento de novos negócios. Formado em administração de empresas e MBA em Marketing (INPG / NSU-Flórida), Marcos A. Silva sempre usou tecnologia de ponta para agregar valor ao negócio das empresas por onde passou. É especialista em acompanhar os movimentos do mercado, analisar cenários e tendencias para criar e transformar produtos e serviços agregando diferenciais tecnológicos. Na MIPC iniciou sua trajetória em 2005 desenhando serviços sob o conceito de cloud computing, e acabou assumindo a área de novos negócios. As suas responsabilidades também envolvem alianças com parceiros tecnológicos e projetos especiais.

Marcos A. Silva

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