Carreira

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O Capital Humano (ou Capital Individual)

publicado por José Eduardo Slompo

O Capital Humano, também chamado de capital individual, é o conjunto de competências e conhecimentos que um trabalhador adquire através da educação e experiência de trabalho e que pode ser direcionado em uma companhia de forma a gerar lucros. A princípio essa ideia pode parecer materialista demais, já que considera o trabalhador como mera forma de gerar capital para a empresa, certo?

Não. O que acontece na verdade é exatamente o contrário: quando um empregador – seja ele presidente, diretor, gerente ou simplesmente o RH da empresa – reconhece genuinamente o quão verdadeiro e ao mesmo tempo simples é esse conceito, ele passa a ver o seu funcionário sob outra ótica, valorizando-o e reconhecendo que o que há de mais valioso na sua empresa não são as instalações, nem o maquinário, nem os computadores, e sim os seus FUNCIONÁRIOS.

Na minha carreira profissional já trabalhei em quatro companhias no Brasil (duas delas multinacionais), três meses em um projeto em Shanghai, China, e agora estou no segundo trabalho em Sydney, Austrália, o que totaliza sete diferentes empresas, sete diferentes culturas, sete diferentes equipes. Uma coisa que eu cansei de ouvir de alguns desses empregadores (não de todos, faço questão de deixar isso bem claro) é que meu salário estava “na média, adaptado à realidade salarial do mercado, compatível com o padrão”. Ou seja: eu não era o bem mais valioso da companhia. Uma empresa que diz isso ao seu funcionário está fadada a ter trabalhadores “na média”, pois o seu salário também está “na média”. Não falei no parágrafo anterior que o conceito era simples? Pois é, mais óbvio impossível: salário na média, funcionário na média; salário diferenciado, funcionário diferenciado.

Muitas vezes o empregador já ouviu falar de capital humano, mas não assimilou a idéia. Ou talvez ele ouviu mas fez questão de não dar atenção, talvez porque tenha se sentido incomodado por sua veracidade. O resultado disso a gente vê em todo canto: empresas que contam com instalações de ponta, computadores de última geração, infra-estrutura impecável, mas possuem funcionários simplesmente comuns, medianos. Em outras palavras, o que a companhia tem de mais valioso, seu trabalhador, é simplesmente comum, enquanto os outros itens são de primeira linha. Como você quer ver sua empresa no topo se o que há de mais importante nela está sendo renegado ao segundo plano? O seu concorrente provavelmente também tem instalações de ponta, computadores de última geração e infra-estrutura impecável. O que pode fazer a diferença são justamente os seus funcionários, que são, repito, o que há de mais valioso na sua companhia.

Portanto você, coordenador, gerente, diretor ou presidente, se nunca parou para refletir sobre o que realmente é o capital humano, pense sobre isso e talvez resolva mudar sua atitude com relação a seus subordinados. Ou então continue do mesmo jeito, pagando um salário “na média”, e o resultado será óbvio: o desempenho da sua empresa será, usando suas próprias palavras, “na média”.

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Autor

PARA SABER MAIS SOBRE O DIA-A-DIA E O MERCADO DE TRABALHO NA AUSTRÁLIA OU ATÉ MESMO PARA TIRAR DÚVIDAS SOBRE O VISTO, SINTA-SE À VONTADE PARA ME MANDAR UM EMAIL: duslompo@yahoo.com.br E NÃO DEIXE DE ACESSAR MEU BLOG: http://baririensenaaustralia.blogspot.com. Desenvolvedor de aplicações Java EE, formado em Engenharia de Computação pela UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) em 2006, já passei por 4 empresas no Brasil (uma pequena, uma média e duas multinacionais), morei 3 meses em Shanghai, China, onde fui líder do time brasileiro em um projeto, e atualmente estou morando em Sydney, Austrália, com visto de residência e como consultor de desenvolvimento Java EE.

José Eduardo Slompo

Comentários

3 Comments

  • Excelente artigo. A questão crucial é justamente o alto escalão enxergar em seus colaboradores como a principal engrenagem da corporação.

    Imagino, neste momento, enviando este artigo para meu superior e, aposto, que a resposta será a seguinte: Não está satisfeito? Busque outro local que não seja aqui.

    Infelizmente, a mentalidade de gestões mais velhas está fadada a este raciocínio. É preciso inovar e, por que não, renovar, para que possamos ser valorizados de acordo com o nosso diferencial.

  • Pois é, Garcia, concordo com você. Uma pessoa sozinha corre o risco de ser tratada como um idiota se quiser falar sobre isso com seu superior.

    No entanto, acredito que se houver uma conscientização de vários funcionários sobre o assunto e todos se propuserem a expor o tema ao pessoal do nível gerencial, algo de bom acontecerá. Não será da noite pro dia, afinal estamos falando da cultura da empresa, e isso não é algo trivial de se mudar, mas dá prá chegar lá sim.

    E também há o outro lado: se você é bom no que faz, não vai faltar emprego prá você, principalmente quando falamos em TI, então se o seu chefe disser prá você buscar outro emprego, faça-o! 🙂

    Abraço!

    • É NECESSÁRIO QUALIFICAR ESSA MÃO DE OBRA E SER ESSE DIFERENCIAL DO CAPITAL INDIVIDUAL, PARA ADQUIRIR O RESPEITOS DE SEUS SUPERIORES.

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