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Certificações ou graduação universitária, o que devo fazer?

publicado por Luiz Eduardo Improta

Realmente uma polêmica que se sentarmos para discutir, vai virar a noite e dificilmente chegaremos a um consenso. Contudo vale a pena dissertar um pouco sobre este belo assunto.

Recentemente saiu uma reportagem em um veículo de mídia de grande circulação, que o salário de uma pessoa que tem nível superior é cerca de 80% maior do que o não possui.

Por mais reconhecida que seja a certificação, nunca irá se comparar ao esforço que cada um faz para receber o tão sonhado e suado (só quem faz é que sabe) do nível superior. Muito mais que o salário é a satisfação de ter conseguido, pois na universidade você adquiri muito mais que conhecimento técnico, aprende as regras de convivência, sociabilidade, de gestão de pessoas, companheirismo, solução de conflitos, aprende a respeitar as diferenças (muitos ainda não aprendem, mas com certeza, deram o primeiro passo ali, ainda que não concordem) e tantas outras qualidades que se fosse mencionar aqui ficaria até amanhã e não acabaria. Em média uma certificação é tirada em seis meses e uma graduação em pelo menos quatro anos. Não há comparação! E aí vem o argumento: é mais tem pessoas que tem a graduação e estão desempregadas. Tem advogado exercendo funções do ensino básico, logo isso não serve para nada. Meu contra-argumento é: porque não olha para o advogado que hoje, pelo seu esforço é um magistrado, ou de um Administrador que é um Presidente de uma grande empresa…qual o exemplo que deseja para você? Nós colhemos o que plantamos e se plantamos preguiça e desânimo, seu fruto não será doce, acredite.

Na verdade a certificação é um complemento, em minha visão, da graduação superior. Quem já fez uma graduação tem muito mais facilidade de entender os assuntos abordados nas certificações e digo, pode ser a Universidade menos conceituada no mercado (pois nem sempre as menos conceituadas são as piores) te dará com certeza uma base de entendimento muito melhor, do que se não tivesse. Contudo aconselho tomar cuidado na escolha de sua Universidade particular, pois algumas não estão com registro do MEC válido e isso pode causar problemas no fim do curso.

Resumindo e espero que tenha ajudado em sua decisão: em minha visão, deve-se fazer uma graduação Universitária e depois partir para certificação. Há exceções de profissionais que não possuem nível Universitário e são gerentes e estão bem colocados no mercado por serem excelentes profissionais, eu mesmo conheço alguns, mas são poucos e mesmo esses, uma grande parte está cursando uma graduação, pois sabem que senão o fizerem, ficam reféns da empresa que trabalham, pois dificilmente se mudarem de emprego, mesmo com a experiência que possuem, sem graduação superior, conseguirão galgar posições melhores, até porque na maioria das empresas de grande porte, graduação superior é “pré-requisito” para se tornar um gestor. Não adianta ter as melhores certificações do mercado, senão tiver nível superior será sempre um “técnico” muito bem qualificado.

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Autor

Sou profissional com mais de 22 anos de experiência desenvolvida em empresas do setor "outsourcing" em TI e Segurança da Informação. Com 2 Pós graduações e 1 MBA na área de TI e diversas Certificações em Segurança e Tecnologia da Informação, dentre elas: COBIT 4.1, ITIL v2 e v3, ISO27002 e CCSA/CCSE. Meu link no "linkedIn": http://br.linkedin.com/in/limprota007

Luiz Eduardo Improta

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3 Comments

  • Bom relatar um fato que aconteceu comigo, em 2010 ganhei uma bolsa do Pró-uni na maior universidade na cidade de Jundiaí-SP, o tão sonhado curso universitário estava em minhas mãos só restava agora suar a camisa. Comecei a estudar e em meados do curso tive uma surpresa, fui procurar informações com a coordenadora do curso, de quantas horas de estágio era necessário para a conclusão do curso foi quando eu fiquei sabendo que meu curso não era exigido estágio supervisionado pelo MEC, somente um projeto de um sistema, de alguma ONG ou negocio particular que teríamos que fazer e apresentar em bancada como TCC que contaria como estágio. Salvo o aprendizado que tivemos com está experiência em pesquisar uma ONG ou negócio particular que necessitasse de um sistema, e fazer este sistema do começo ao fim. Não ajudaria numa indicação para uma empresa, pois só quem viu nosso software foram nossos tutores, coordenador, colegas de sala e o proprietário do negocio que nos deu a oportunidade de desenvolver o sistema.
    Neste momento começaram minha dor de cabeça como que uma pessoa de baixa renda que sempre sonhou em trabalhar na TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação), mas não tinha se quer a condição de colocar a mão em um teclado de computador até 2007 quando comprei meu primeiro micro, poderia começar a mostra seu trabalho e ser recomendado para efetivação ou para outra empresa se nem ao mesmo ter a chance de mostra seu trabalho em uma organização e trabalhar numa equipe com todas aquelas pessoas experientes…
    Nem sempre saber se o curso é recomendado pelo MEC é garantia de empregabilidade, pesquise informe-se sobre estágio é obrigatório (mandatório) ou não, caso você já tenha uma carreira na área de TIC não tenha medo.
    Isso faz parte do senário de nossa educação no Brasil, uma falta de planejamento do próprio governo em como inserir os formandos no mercado de trabalho, não adianta só qualificar temos que pesar após como será e que caminhos se abrirão… Não adianta ter os melhores carros se não temos as melhores estradas.
    Já contornado este problema me formei em outubro de 2012 como Tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, mudei de empresa hoje trabalho como operador de centro de usinagem em uma grande multinacional também sou técnico de infraestrutura nas horas vagas desde 2008 que aprendi pela Web. A função que desempenho nesta empresa não tem muito haver com a área que me formei, mas o importante é olhar para frente, ganhei experiência, vivencia e visão que muitos administradores não têm hoje na era da informação.
    Hoje faço pós-graduação de ADM em uma universidade de renome internacional, buscando qualificação para uma possível vaga de liderança nesta empresa nos próximos dois anos.
    TIC pode mudar nossas vivas assim como mudou a minha, mas temos que pesquisar muito e não cair nas primeiras oportunidades que nos aparece. Nossos sonhos movem nossas vidas e o futuro da humanidade…
    Obrigado pelo espaço e até aproxima!
    Att, William.

  • Concordo que o estágio é importante na maturação do processo de formação profissional, sendo regulamentado pela lei 11788/2008, saliento que não existe somente o estágio obrigatório, você pode fazer o estágio não obrigatório.

    Sds
    Joaquim

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