Inteligência Artificial

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Watson a nova plataforma de desenvolvimento para sistemas cognitivos

publicado por Aline Rodrigheri Ioste

Watson a nova plataforma de desenvolvimento para sistemas cognitivosEm meu último artigo sobre a nova era da computação citei que estamos caminhando para um novo ecossistema de provedores com aplicativos baseados na computação cognitiva. E para quem imaginava que esta tecnologia estava muito distante da nossa realidade atual a IBM anunciou que abrirá uma plataforma de desenvolvimento para estimular as inovações e impulsionar uma nova geração de aplicações baseadas na cognição.

Este grande desafio tem motivado as comunidades da computação à explorarem novos limites fazendo com que os computadores adquiram conhecimento através da percepção.

Criando uma nova geração de sistemas cognitivos nasceu o Watson, que é um supercomputador desenvolvido pela IBM com um sofisticado sistema de inteligência artificial.
Com o título do computador mais potente do mundo com quinze trilhões de bytes. O Watson é capaz de criar um leque de possibilidades partindo de uma determinada informação com alta capacidade de processamento e respostas quase instantâneas.

A inteligência por trás deste supercomputador está na interpretação da linguagem humana. Ele é capaz de gerar hipóteses e reconhecer as diferenças de probabilidades de resultados usando a sua capacidade de “aprender” através dos sucessos e fracassos registrados em sua memória, melhorando cada vez mais suas respostas futuras.

Com um compromisso histórico com a área de pesquisas a IBM investe 6 bilhões de dólares por ano em pesquisas, e o Watson nasceu destes investimentos através do projeto “Deep QA” que teve o seu inicio em 2006 com uma equipe de pesquisadores da IBM juntamente com algumas universidades.

A capacidade deste supercomputador foi demonstrada em um programa de televisão americano chamado Jeopardy mostrando-se com muitas habilidades cognitivas.

Com habilidades de discernir duplos sentidos das palavras, trocadilhos, rimas, dicas e apresentando respostas extremamente rápidas com alto processamento de informações, ele foi visto como um computador muito superior aos computadores tradicionais.

No teste uma das perguntas feitas ao Watson foi “Qual cidade é conhecida como a cidade do pecado, que o centro é Glitter Gulch?“. Com uma surpreendente capacidade de processamento o Watson respondeu “Las Vegas”, e com a mesma velocidade respondeu outras dezenas de perguntas.

Segundo Ray Kurzweil isso não ocorreu porque um cientista colocou as respostas certas ali, este supercomputador realmente foi capaz de fazer conexões processando as informações de milhares de livros e enciclopédias registradas em sua memória e as usou para responder as perguntas usando o processo de conexão similar ao cérebro humano.

“Existe agora um grande projeto envolvendo milhares de cientistas e engenheiros que trabalham para entender o melhor exemplo que temos de um processo inteligente: o cérebro humano. É sem dúvida o esforço mais importante na história da civilização homem-máquina.” diz Ray Kurzweil.

Em nós, seres humanos, o processo de aprendizagem ocorre devido às inúmeras interações que temos durante toda a nossa vida.

Nosso cérebro é um sistema projetado para aprender, para se moldar na interação com o ambiente“, diz o psicólogo Steven Pinker, de Harvard, um dos maiores especialistas no funcionamento do cérebro.

O desafio da equipe Watson era implementar esta habilidade de aprendizado, ou seja, fazer com que as máquinas aprendam a cada interação.

Replicar este recurso foi um enorme desafio, pois teriam que ir além da lógica de palavras chaves e consultas de dados estruturados.

O objetivo era fazer com que as perguntas fossem avaliadas em grandes quantidades de dados não estruturados encontrando as melhores respostas.

Com intuito de atingir este objetivo a equipe ficou focada em três principais recursos: Processamento de linguagem natural, Geração de hipóteses e Aprendizagem baseada em evidências. Estas técnicas evoluíram muito no campo da inteligência artificial que são simulares às técnicas do nosso cérebro, ou seja, capacidades que permitiram que máquinas como o Watson fossem capazes de aprender, assim como fazemos ao estudar algo.

Em uma visão cronológica o projeto começou em 2006 e estima-se que a sua disponibilização para o desenvolvimento externo aconteça este ano (2014).

R&D (Pesquisa e Desenvolvimento)> 2006 – Projeto da IBM Research;
Demonstração > 2011 (Fevereiro) – Jeopardy – Grande desafio;
Comercialização > 2011 (Agosto)  – Watson para Saúde;
Expansão > 2012  (Março) – Watson para Serviços financeiros;
Aplicação para indústria > 2012 – Watson para Soluções Industriais.
Previsão para liberação para desenvolvimento externo> 2014

Os desenvolvedores poderão acessar esta máquina e desenvolver suas aplicações em cima do banco de dados deste supercomputador com habilidades da interpretação da linguagem humana.

Será liberada uma plataforma “Watson Developer Cloud” que dará ao desenvolvedor o controle total sobre o seu front-end com uma participação mínima do time Watson da IBM.

As empresas terão que contratar uma instância de Watson e os seus programas serão capazes de acessar perguntas e respostas do supercomputador em tempo real.

Existem alguns parceiros interessados no projeto, porém não foram revelados muitos detalhes de como este acesso acontecerá, o que foi divulgado é que este processo está sendo expandido gradualmente e a IBM está experimentando diversas maneiras da liberação de acesso ao Watson.

“Acreditamos que isso é uma evolução significativa para o futuro da computação e queremos mais gente envolvida. Queremos deixar nossos parceiros saberem que a computação cognitiva está evoluindo”, disse o diretor de tecnologia da IBM, Rob High.

Estes sistemas aprenderão por meio de interações e entregarão respostas baseadas em evidências registradas com os melhores resultados, nos conduzindo às melhores respostas. Sistemas criados à partir desta tecnologia transformarão a maneira de pensar, agir e operar das organizações futuramente mudando a forma do uso das informações e tomadas de decisões, tornando nosso planeta mais inteligente.

Referências:
IBM: http://www-03.ibm.com/innovation/us/watson/index.shtml
How to Create a Mind: Ray Kurzweil, Penguin, 2012.

[Crédito da Imagem: inteligência Artificial – ShutterStock]

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Autor

Doutoranda em Ciência da Computação no Instituto de Matemática e Estatística- USP. Mestra em Tecnologia da Inteligência e Design Digital - PUC-SP Pós graduada em Engenharia de Software com ênfase em SOA, Graduada em Tecnologia da informação com ênfase em Desenvolvimento de Sistema para Web, pelo Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada - IBTA. Formada em Informática Industrial- CREA. Atuo há mais de dez anos no mercado de tecnologia com foco em análise e desenvolvimento de soluções de TI. Especialista em Arquitetura Orientada a Serviços com experiência em análise, qualidade de software e soluções ágeis.

Aline Rodrigheri Ioste

Comentários

1 Comment

  • gostei muito da matéria com ênfase ao Watson vou pesquisar mais obrigado.

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