Gestão de Conhecimento

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Uma gestão do conhecimento para se aprender, o Automóvel

publicado por Jorge Eiti Okazaki

Uma gestão do conhecimento para se aprender, o AutomóvelAutomóvel um produto que todos nós conhecemos, razão das ambições, alavanca do progresso e da economia, tem sobrevivido a séculos, mas nunca paramos para pensar sobre a estratégia e inteligências envolvidas. Caso entendermos e digerirmos esta inteligência, podemos aplicá la no nosso cotidiano e nas empresas onde trabalhamos.

A cena é cheia de expectativas pois em questão de alguns minutos o veículo QOROS totalmente equipado com sensores e cabos para coleta de dados entrará na pista de crashtest. O teste que não vai durar não mais que alguns milisegundos vai mostrar a segurança que o veículo oferece para os passageiros. Prontos, o aviso é dado e…bum…!…o carro chega na barreira de teste, totalmente amassado mas com a área do habitáculo dos passageiros totalmente protegidos por air bags. Após alguns dias o mundo conheceria o carro mais bem posicionado no teste EURO N Cap, quanto a oferta de segurança passiva da Europa. A origem deste automóvel…China.

Inferência, semelhança, comparação, observação, enfim palavras não faltam para explicar como o homem evoluiu através de tentativas e erros, ou ainda analisando o resultado empírico e mais tarde o desenvolvimento acadêmico da teoria sobre os resultados. Mas podemos simplificar e dizer que a evolução do conhecimento, se deu com o homem olhando, copiando e finalmente repetindo essa situação de sucesso, esse conhecimento tem levado grandes empresas ao sucesso. Mas, recentemente, dominar esse conhecimento de maneira estratégica, isto é, fazer realmente uma gestão do conhecimento de maneira inteligente tem tornado as empresas competitivas

Podemos divagar sobre vários conhecimentos e experiências que tem evoluído para o sucesso, mas pretendo dissertar sobre o automóvel, um produto que todos conhecemos e que comprovadamente é o campeão absoluto dos produtos de consumo.

Foi Henry Ford quem incrementou a filosofia de trabalho de Frederick Winslow Taylor (divisão de uma tarefa complexa em mini etapas) na montagem de um automóvel, com a utilização de uma esteira para montagem, onde os operários após executarem suas mini-tarefas, devolviam à esteira que transportavam, parte do trabalho total para o operário seguinte para executar a próxima tarefa, assim sucessivamente, sempre acrescentando parte do automóvel, até a montagem final do automóvel pronto para ser vendido.

Mais tarde denominou se de FORDISMO este processo de fabricação que parte do princípio de que um artesão ao fabricar a sua arte sozinho, da matéria prima até a arte acabada, demoraria dias, meses até anos. Porém, se esta obra, por mais pessoal que seja, for dividido em pequenas tarefas ou etapas, e treinar pessoas para executá las, após, juntando se vários especialistas poderá chegar se a mesma obra-prima completa do artesão.

A lição aprendida neste caso é: por mais complicado que seja um trabalho, executá lo com vários operários é possível aprimorar se a sua fabricação, e mais, nunca o corpo operativo de uma empresa deve conhecer por completo o processo de fabricação, somente o empresário, que no caso faz a gestão desse conhecimento.

Foi a partir da industrialização do automóvel que produtos como geladeiras, fogões, bens de consumo que resultaram em conforto do lar. Produtos que tem sido produzidos da mesma forma, numa linha de montagem de alta velocidade, possibilitando no fabrico de um televisor a cada minuto.

A inteligência e a gestão do conhecimento ao longo desses anos sempre tem evoluído. Os empresários e a fábrica com todos os especialistas passaram a perseguir e desenvolver outras necessidades como a qualidadepesquisa de satisfação do cliente com o produto, a globalização da produção e por fim as grandes joint ventures de empresas fabricantes.

A qualidade garantida pelos inspetores de qualidade, que andavam e observavam pela indústria cada passo da fabricação do automóvel, após a terceirização da fabricação dos componentes do carro foi também excluída, e a responsabilidade de assegurar esta qualidade dentro da fábrica, passou às mãos do fabricante de peças, é a famosa Qualidade Assegurada.

O produto após lançado no mercado envelhece e fica desatualizado, a pesquisa de satisfação do consumidor mostra como essa desatualização atinge o público comprador, o que demerita e pontua quantificando qual item necessita ser melhorado.

Num mundo onde os produtos se atualizam e caem de moda a cada momento, fez com que as grandes empresas tenham fábricas em vários países e neles fabricarem um único modelo resumindo as exigências daqueles países onde tem as fábricas, chama se globalização de um produto.

Da mesma forma, o mercado consumidor também tem contribuído e tornando se exigente na relação custo/benefício…nascendo assim a globalização na produção e consequentemente globalização da legislação do produto.. Um único produto desenvolvido para satisfazer e preencher a necessidade de consumo de vários países. A vantagem deste tipo de produto ajuda e faz evoluir o nível de qualidade do produto.

Exemplificando, um modelo sedan da Europa (onde as leis de segurança e o gosto popular é mais apurado) é possível ser consumido na América do Sul, onde os níveis de exigência de qualidade e segurança são brandas. A consequência é a América do Sul ter o produto do primeiro mundo…!

Lição aprendida: o direito do ser humano é igual em qualquer lugar do mundo, logo qualidade, segurança e outras necessidades deverão ser globais.

Finalizando, no final do milênio passado iniciou se uma nova era de estratégias a das joint ventures, fábricas e empresas associando se para juntos se fortalecerem e lançarem produtos cada vez mais competitivos.

China país ascendente ao mercado automobilístico tem ingressado a este segmento da economia na década de 80 com a Abertura da Econômica da China (República Popular da China) que se deu a partir 1976 quando Mao Tse-Tung morre e Deng Xiaoping conquista o poder político. As mudanças praticadas por este governo, vão até o final dos anos de 1990.

Em 1991, a FAW, empresa governamental chinesa que significa First Automotive Works celebrou uma Joint Venture com a Volkswagen, inicialmente, para produzir o Santana (a versão sedan do Passat Mk II) e mais tarde o Audi 100, o Jetta eo Golf.

Timidamente, os Made in China tem melhorado, o mundo é testemunho de uma evolução de sua qualidade ao longo dos anos, mas um modelo surpreendeu este mercado supercompetitivo, recentemente.

É o caso da empresa QOROS e de seu produto homônimo que atingiu a melhor nota de segurança veicular Euro Ncap. Vejam,… um carro chinês atingindo as marcas de um produto do primeiro mundo…!

Trata se de um produto chinês, que, normalmente tem um péssimo ranqueamento na qualidade e segurança veicular, mas enfim, inteligentemente, resolveu pôr um fim nesta ineficiência.

A lição aprendida no caso: Nada é conseguido sem a contribuição do ser humano, homens, e especialistas.

A solução, uma joint venture foi iniciada com o ingresso de investimento israelense na empresa chinesa Chery que contratou os melhores especialistas e profissionais do mundo automobilístico, para daí iniciar a construção de uma empresa a partir do chão de fábrica até o desenho de um modelo de carro sedan de primeiríssima qualidade o QOROS.

Um excelente exemplo de gestão do conhecimento, onde a evolução da necessidade agilizou as ações administrativas. No princípio a gestão do conhecimento foi construída com tentativas e erros, evoluindo se para aprendizado de novas tecnologias, o self made, treinamento para a capacitação. Recentemente na China, no caso, no projeto QOROS resolveu-se comprar o conhecimento, trazendo para dentro dos portões de suas empresas.

A lição aprendida: Se não tiver capacitação para executar, mas necessita ter sucesso, compre o conhecimento, e lance a sua marca.

Inteligentemente, profissionais especializados de todos os países foram recrutados na empresa QOROS, para desenvolverem o melhor automóvel, para, no final do processo de fabricação, somente carimbarem MADE IN CHINA.

[Crédito da Imagem: Automóvel – ShutterStock]

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Autor

Administrador por formação acadêmica, iniciou a carreira profissional em 1973 como desenhista técnico na indústria, após algumas Multinacionais, e residencias em 4 países (Alemanha, Inglaterra, Espanha e China) permaneceu na Volkswagen do Brasil até 2003, por 25 anos. A decisão por seguir uma carreira solo como Consultor em planejamento, desenvolvimento e gestor de negócios na área de produtos, trouxe lhe grandes experiências de mercado. De posse deste conhecimento consolidado milita junto às Empresas assessorando na gestão e atuando na área de produtos, bem como dissemina este Knowledge em palestras e artigos sobre o tema Criatividade no Produto. - Site: criatividadecrachacores.blogspot.com.br/

Jorge Eiti Okazaki

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