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Tecnologia terá impacto na segurança pública em 2015

publicado por Marcelo Ponte

Tecnologia terá impacto na segurança pública em 2015No Brasil, existem aproximadamente 271 policiais para cada 100 mil habitantes, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2013. O país figura entre as últimas colocações no ranking de policiais por habitantes dentre os países latino-americanos. Com os crescentes índices de criminalidade em alguns estados, a baixa proporção entre número de policiais e habitantes foi alvo de críticas. Mas a solução não é necessariamente aumentar o quadro.

Mais relevante do que o número de policiais é a eficiência da atuação desses profissionais. Câmeras de segurança, principalmente aquelas com visão 360° e qualidade de imagem full HD, têm o poder de expandir a atuação policial pois aumentam a capacidade de monitoramento – maior áreas supervisionada – com o mesmo efetivo. Um conjunto reduzido de policiais pode ser responsável pela visualização de vídeos na sala de videomonitoramento, acompanhando as imagens geradas 24 horas por dia. Essa equipe não precisa sequer ficar de olho em tudo o tempo todo. Basta contar com os recursos inteligentes de alguns modelos de câmeras que identificam comportamentos suspeitos, veículos na contramão e placas de carros roubados.

Tais recursos identificam suspeitos e geram alarmes quando ocorrem situações atípicas, anulando a necessidade de se estar presente no local do incidente ou mesmo acompanhar todas as câmeras. As autoridades já se deram conta disso e começaram a investir em câmeras de videomonitoramento IP – ligadas em rede – que permitem a instalação dos recursos.

No ano passado, o Estado de São Paulo assinou um protocolo para aumentar a segurança por meio do videomonitoramento entre a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e associações de empresas de segurança privada firmando parcerias para receber imagens e informações que contribuam no combate ao crime. Recentemente, passou a funcionar em Bogotá, na Colômbia, um programa semelhante que recebe imagens de câmeras privadas para complementar as públicas no trabalho de monitoramento urbano. Espera-se que essas iniciativas se multipliquem ao longo de 2015.

Outra tendência que deve crescer são as Parcerias Público-Privadas para o compartilhamento de câmeras privadas instaladas em peças do mobiliário urbano. Por exemplo: caso uma empresa receba permissão para instalar um relógio digital no canteiro central de uma avenida e instale uma câmera para evitar atos de vandalismo, essas imagens poderão ser enviadas em tempo real à central da polícia para complementar o sistema público de segurança eletrônica.

A adoção de um conjunto amplo de câmeras de alta qualidade de imagem é o primeiro passo para que uma cidade se torne inteligente – as chamadas smart cities, um dos conceitos mais discutidos quando se fala no futuro das cidades. As mesmas imagens públicas e privadas acessadas pela Polícia podem ser compartilhadas com outros órgãos, como Corpo de Bombeiros, SAMU e Detran. Elas são capazes de reduzir o número de chamados falsos ou dimensionar a gravidade de um chamado para o envio de atendimento adequado. Isso permite uma gestão muito mais eficaz dos recursos disponíveis para atender à população e garantir uma melhor qualidade de vida em centros urbanos, e deve representar outra tendência para este ano.

Para que isso seja possível, a qualidade de imagem em qualquer condição ambiental ou de luz é imprescindível. Afinal, de nada adianta ter acesso a centenas de câmeras que mostram imagens pixeladas, que impedem a identificação de pessoas e o esclarecimento de crimes. A inovação nesta área será um dos principais impulsionadores da indústria. As principais tendências são a tecnologia 4K – equivalente a quatro vezes a resolução de uma imagem Full HD –, e duas tecnologias que surgiram nos últimos anos e devem ganhar popularidade: a Lightfinder, que permite captar imagens coloridas mesmo no escuro (já que normalmente as câmeras mudam para a função preto-e-branco à noite) e a Captura Forense, um tipo de compensação automática de contraste de luz que produz imagens cheias de detalhes mesmo de objetos à contraluz.

A facilitação de acesso a esses recursos é outra tendência do setor. Novos modelos de negócios como o videomonitoramento como serviço (VSaaS) permitem o aluguel de câmeras e sua constante atualização para acompanhar as novidades ao longo dos anos. Essa modalidade deverá ser a solução para municípios que não dispõem de recursos para comprar um sistema avançado, mas que podem pagar um valor mensal para a instalação e uso durante o contrato.

Podemos esperar para 2015 uma intensificação de toda essa evolução tecnológica, criando as bases para um ambiente urbano de contínua e intensa troca de dados. As futuras cidades permitirão ao poder público não apenas responder adequadamente a eventos, mas sobretudo se antecipar a eles.

[Crédito da Imagem: Segurança Pública – ShutterStock]

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Autor

Marcelo Ponte é gerente de marketing da Axis Communications na América do Sul.

Marcelo Ponte

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