Tecnologia na Copa será apenas na linha do gol

por Mariano Gordinho
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Já pensando em todas as conversas sobre futebol que vão acontecer de forma ainda mais intensa na plataforma por conta da #Copa, o Twitter preparou um infográfico para mostrar três formações de "times dos sonhos" dos usuários: o time dos sonhos da atualidade.

Tecnologia na Copa será apenas na linha do golUma notícia no site da FIFA chama atenção: Mundial no Brasil será o primeiro na história a oferecer tecnologia na linha do gol. O Programa de Qualidade da FIFA está trabalhando na instalação do sistema em cada um dos 12 estádios da competição, e seu funcionamento será a principal tarefa de agora até o início do torneio.

Mas para nós, que atuamos no mercado de TI, essa informação traz outra mensagem: A única tecnologia na copa que estará devidamente pronta será aquela que treme no braço do árbitro se a bola entrar na meta do goleiro.

Com o anúncio do maior torneio de seleções para o país, muito foi visionado para a infraestrutura tecnológica das cidades: câmeras de segurança de alta definição, cabeamento estruturado, tecnologia wireless, sinais 3G e 4G de qualidade.

Mas tudo o que se vê é a preocupação, e tudo ainda nebuloso, para dentro dos estádios. O projeto do Mineirão, por exemplo, abrange vigilância por câmeras, iluminação, sonorização, acesso, refrigeração, detecção e alarme de incêndio, conexão, circuito fechado de TV, telão, entre outros itens.

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Enquanto isso, Porto Alegre vive a tensão das estruturas complementares próximas ao estádio exigidas pela FIFA. Governo, prefeitura e clube empurram de um lado para o outro a responsabilidade de quem arca com os investimentos, e por conta disso, a capital gaúcha correu riscos de ser excluída do torneio.

Entre as estruturas tecnológicas complementares necessárias para a realização da Copa do Mundo estão infraestruturas de rede e serviços de telecomunicações, dispositivos como raio-x, entre outros.

Observando os entraves acima, concordo com o presidente da ALETI que disse que o tratamento de TI foi comparado ao tratamento dispensado aos móveis e decoração dos estádios e demais locais envolvidos na Copa, onde somente depois de todas as obras civis prontas e inauguradas é que esses gastos são autorizados, e a entrega se dá em curto prazo, impedindo qualquer desenvolvimento correto e domínio da tecnologia.

[Crédito da Imagem: Tecnologia na Copa – ShutterStock]

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