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SharePoint e a Arquitetura Corporativa

publicado por Marcelo Duarte

SharePoint  e a Arquitetura CorporativaO SharePoint é hoje em dia, sem dúvida alguma, uma poderosa ferramenta, com diversas features disponíveis para as corporações e com um valor muito atrativo de licenciamento. Internamente, para as corporações, é interessante por motivos óbvios, como facilidade de uso e nenhuma necessidade de configurações complexas para “rodar” dentro da empresa, sendo o tipo de instalação que parece bastar seguir o Wizard de “Next” “Next” até chegar ao “Finish”. Em resumo, qualquer leigo consegue instalar o SharePoint, criar novos sites, novas bibliotecas, listas e habilitar Apps. Um leigo avançado, com um pouco mais de experiência no SharePoint, consegue aplicar novos estilos visuais e criar pequenas funcionalidades no SharePoint utilizando Listas e Workflow. Alguns conseguem até mesmo criar aplicações de cadastros com operações CRUD mais simples usando o Office InfoPath.

É natural que assim o seja, pois a Microsoft idealizou o produto buscando justamente isso, que ele seja altamente aplicável aos escritórios e de fácil uso pelos usuários desse ambiente, tornando o altamente atrativo com várias características comuns aos usuários, como a grande integração com o Microsoft Office – Inclusive, no início o SharePoint fazia parte da estratégia Office, e não de uma estratégia de produto de servidor da Microsoft, chamada Office Servers. Imagino que coisas desse tipo derivem mais das estratégias do Marketing – que são sensacionais, e os números sugerem isso. Para se ter uma vaga ideia sobre esses números – ao final de 2008, o Gartner Group colocou a plataforma SharePoint no quadrante dos “leaders” em três dos seus Magic Quadrants (nos de “search”, “portals”, e “enterprise content management”). Ao final de 2009 o SharePoint era usado por 78% das companhias Fortune 500 e vinte mil licenças de usuários eram habilitadas em média por dia, tornando-se o mais popular entre os sistemas de ECM de todos os tempos com vendas de 1,3 bilhão de dólares ao ano, e mais de 100 milhões de licenças vendidas entre 2006 e o final de 2009. Estima-se em 140 milhões o número de licenças vendidas até 2014. Infelizmente existem vantagens e desvantagens nesse cenário. As Vantagens são que o SharePoint é visto como um ECM de respeito e altamente amigável para implementação, os usuários não se assustam com o produto, e as principais features estão praticamente disponíveis após o Setup inicial, que é o ECM e o WCM. As desvantagens são que o SharePoint fica estigmatizado como um “ECM” e portal de colaboração. Como mencionou Oliver Marks “O desafio maior é mudar a percepção do usuário final do que as ferramentas (do SharePoint) são para a empresa, e o que você pode fazer com elas. Gerenciamento de documentos e arquivo tem um legado que remonta aos primórdios da burocracia, que é ao mesmo tempo uma bênção e uma maldição para o SharePoint, que está intimamente associado com o pacote de criação de documentos do Microsoft Office”.

Figura 1- Gartner Magic Quadrant - ECM 2014

Com a popularização do SharePoint os arquitetos ficaram literalmente desesperados, nas mãos dos usuários finais, pois muitas vezes nem foram consultados ou quando não foram completamente ignorados – afinal, são eles, os usuários finais, o maior ativo das corporações. Na maioria das corporações que adquiriram o SharePoint, os padrões foram para o espaço, a infraestrutura foi ignorada, o design foi esquecido e a segurança confiada aos deuses do Olimpo. As preocupações de muitos profissionais de TI aumentam quando veem como seus ambientes, cuidadosamente arquitetados, são frequentemente invadidos por um sistema que é muito desejado pelo usuário final, mas que é um problema para a TI devido as inúmeras features e serviços por ela disponibilizadas. Você não pode culpar o SharePoint – ou qualquer outra tecnologia que faça algo parecido (a exemplo do BYOD) – mas a realidade é que as empresas que possuem funcionários que utilizam bem e de forma eficiente esses sistemas empresariais possuem de cara uma grande vantagem competitiva, que pode ser a diferença entre a vida e a morte no mercado competitivo e global.

Os Seis Pilares

O SharePoint 2013 está hoje dividido em seis pilares que compreendem um ou diversos serviços disponíveis. São eles: Collaboration, Portal, Search, Content Management, Business Process e Business Intelligence. Para cada um desses pilares são disponíveis diversas features e serviços disponíveis. Isso certamente faz do SharePoint o produto de aplicação mais complexo da Microsoft.

Figura 2- Os seis Pilares

Para os arquitetos de TI, o grande desafio é evitar que práticas ineficientes sejam perpetuadas e que alguns pilares com suas features e serviços ainda não usados do sistema sejam desperdiçados – citando de novo Oliver Mark – “O desafio maior é mudar a percepção do usuário final do que as ferramentas (do SharePoint) são para a empresa, e o que você pode fazer com elas”.

Quando falamos de infraestrutura do SharePoint, a verdade é que existem no Microsoft Technet vários documentos de propostas arquiteturais para o produto, com foco em tamanho de Farm, tipo de features e serviço utilizado (ECM, Enterprise Search, Social Network e outros). Mas quando falamos de aplicações, as coisas se complicam e não ficam muito claras por parte da Microsoft, por motivos óbvios – o Roadmap para desenvolvimento de aplicações é enorme no SharePoint – e maior ainda no SharePoint 2013. Para o desenvolvimento de sistemas, o SharePoint pode literalmente funcionar como um Framework Black-Box de Desenvolvimento que pode ser operado in-code (usando o Visual Studio e o C#) ou através de ferramentas para usuários avançados.

Enfim, o SharePoint 2013 é realmente a melhor das versões já liberadas do produto, mas por ser uma plataforma existem prós e contras – que não foram abordados nesse artigo – que podem definir a abordagem das corporações que fazem uso dessa plataforma para o bem ou para o mal. Tudo vai depender de como os arquitetos vão lidar com os desafios de liberação das features e customizações solicitadas pelos usuários finais. Em um próximo artigo vamos abordar esses aspectos de forma sucinta dentro das corporações para que se chegue a uma resposta realística sobre a antiga questão: Quais os Prós e Contras de se ter uma plataforma como SharePoint 2013 dentro de minha corporação?

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Autor

Sou um arquiteto de solução multi-qualificado com ampla experiência na concepção, desenvolvimento e implementação de sistemas em arquiteturas corporativas e soluções para aplicações de software. Tenho 17 anos de experiência, sou instrutor certificado Microsoft desde 2000, e tenho como missão prover os clientes de maneira que eles utilizem ao máximo o seu potencial através de soluções e serviços de arquitetura bem estabelecidos.

Marcelo Duarte

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