Cloud Computing

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Quem tem medo da Nuvem?

publicado por Diogo Goebel

change_jfk_quoteLembro que meu primeiro contato com o que viria a ser Computação em Nuvem foi por volta de 2006-2007, quando montei uma infraestrutura usando meia dúzia de servidores, storage iSCSI, switches redundantes e VmWare ESXi. Uma boa infra para começo, mas nessa época nem pensava em nuvem.

Passei a me dedicar ao assunto em tempo integral a partir de 2010, cheguei a fazer testes com Enomaly, Eucalyptus, OpenStack e por último o CloudStack, onde escolhemos o CloudStack para montar uma infraestrutura de nuvem com o objetivo da venda do serviço – IaaS – aqui deixo os crédito para o profissional Diego Castro, meu parceiro em vários projetos.

Nessa época atuava na área de infraestrutura e meu foco era na construção de nuvem e não no seu consumo, hoje é o inverso.

Parece meio absurda a ideia de uma empresa ter medo de adotar Nuvem atualmente, mas como consultor nessa área posso garantir que não só existe como é bem presente. As razões variam, mas uma em particular parece estar mais presente, vem da psique humana em fugir de mudanças e manter o status quo. O medo de profissionais em perder o emprego, de serem substituídos pela máquina também é bastante frequente, embora nunca revelado. Há também o fator cautela, o que faz sentido, mas firmar o pé e optar por não surfar essa onda pode representar um atraso e deixar sua empresa em grande desvantagem em seis anos ou menos.

As mudanças dentro das empresas, de uma forma ou de outra, tem sido norteada pelas mudanças da tecnologia. A tecnologia sempre esteve em constante alteração e a maior diferença, no caso da computação em nuvem, está em abrir mão do controle da tecnologia, da propriedade, dos sistemas e ainda assim continuar responsável por eles.

Os apelos da nuvem são muito fortes para resistir. O profissional da área de TI que resistir irá perder competitividade, entrar nessa onda irá trazer novas habilidades e garantir uma melhor posição no mercado. Para as empresas se fala muito na redução de custos, que existe, mas eu acredito mais no ganho de agilidade, em sistemas melhores e na maior resiliência a falhas de infraestrutura.

O medo de perder o emprego existe apenas para aqueles que resistirem a mudança, ainda serão necessários profissionais para interagir com fornecedores, nas tomadas de decisão, análise das soluções e por fim na integração com os processos e necessidades da empresa. O gerenciamento de infraestrutura não deixará de existir, apenas tomará outra forma, você ainda terá que pensar na gestão, nas políticas de backup, na análise de logs dos sistemas. As tarefas cotidianas de um profissional de TI ganham uma nova roupagem, você perceberá as coisas acontencendo de forma mais rápida, simples, descomplicada. Eu aposto no surgimento de uma TI com mais tempo livre para pensar, com mais foco na inovação e nas necessidades da companhia.

Com a nuvem o provisionamento de um novo ambiente não precisa levar semanas, meses. Em horas você pode ter a disposição ambientes para desenvolvimento, homologação e produção. Bancos de dados podem ser colocados em produção e replicados facilmente, sem falar que você pode armazenar a quantidade que quiser de dados sem pensar em comprar outro storage e esperar pelo menos 30 dias pela entrega.

A mudança é a lei da vida. E aqueles que olham apenas para o passado ou presente, certamente perderão o futuro.
J. F. Kennedy.

Eu particularmente gosto de mudanças, nos tira da zona de conforto e nos faz aprender coisas novas.

[Crédito da Imagem: Computação em Nuvem – ShutterStock]

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Autor

Evangelista de Computação em Nuvem, atua como consultor em projetos web de grandes volumes de tráfego, ligado em empreendedorismo e mentoria de startups.

Diogo Goebel

Comentários

6 Comments

  • Diogo, muito bom seu artigo, porém um fato que ninguém leva em consideração que usamos serviços em nuvem há um bom tempo (eu uso desde 1999, com o falecido hotmail).
    Concordo plenamente co você que o futuro é Cloud, por isso gostaria de saber: o que estudar, o que conhecer para se tornar um profissional apto a entrar nesse mercado, seja prestando serviço ou seja vendendo soluções em nuvem?

    • É verdade Alexandre, dá para dizer que o email foi o primeiro ou um dos primeiros a aparecer dentro do conceito de SaaS.
      Bom, o que focar quando estudar nuvem depende um pouco da sua área de atuação, se você é um desenvolvedor ou um sysadmin (ainda é assim que se chama?:))
      Se você é um sysadmin e procura trabalhar com infraestrutura de nuvem, eu sugiro começar por virtualização (Xen, KVM, VMWare) e depois nos orquestradores de nuvem (CloudStak e OpenStack). Se você quer trabalhar na camada acima da infra, entender os conceitos da AWS é uma boa opção. A amazon é de longe a líder no mercado e dominar seus componentes (ClodFormation, RDS, CloudFront, Route53, …) ajudará você a se posicionar com um bom profissional de gestão de servidores na nuvem. O plus é ter domínio de ferramentas de automatização como Puppet e Chef.
      Se você é desenvolvedor, recomendo focar em desenvolvimento de software usando PaaS (Getup Cloud, OpenShift Online, Heroku, …) e desenvolvendo o que eu chamo de Cloud Ready Application, aplicações web escritas para rodar e escalar na nuvem.

      abraços e obrigado pelo comentário

  • Bom, na empresa que trabalho estamos pensando em migrar para a nuvem. Nós não temos problema por “medo” de usar ela. O maior problema é que como estamos no interior do Brasil, o grande problema é a conexão com a internet, pois vamos nos tornar totalmente dependentes dela. E como a infra brasileira é ruim, isso é um grande problema. Outra coisa que esta travando é o valor mensal da Cloud.

  • Oi Diogo, a passagem

    “Os apelos da nuvem são muito fortes para resistir. O profissional da área de TI que resistir irá perder competitividade, entrar nessa onda irá trazer novas habilidades e garantir uma melhor posição no mercado. Para as empresas se fala muito na redução de custos, que existe, mas eu acredito mais no ganho de agilidade, em sistemas melhores e na maior resiliência a falhas de infraestrutura.”

    Falou tudo, agilidade e resilência. Assistindo um video do CloudFoundry vi que eles mesmos conseguiram recuperar, com a própria solução deles, toda a malha de hosts deles em poucas horas quando fizeram uma mudança completa de provedor cloud! Simplesmente espetácular!

    • Oi Cristian.
      Não sei o que foi adotado pela Pivotal para esse Disaster Recovery, compartilhe a url do vídeo por favor.
      É bastante comum o uso de Puppet ou Chef associado a alguma ferramenta de automação na nuvem em que se está trabalhando.

  • Não encontrei agora aqui, verei mais tarde novamente e se encontrar eu postarei!

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