Desenvolvimento

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Por que o SCRUM vem sendo cada vez mais adotado nas empresas?

publicado por Adriano Filadoro

Depois de se adaptar plenamente a termos como CRM, ERP e BI – só para citar os mais comuns – as empresas começam a conhecer e a adotar o SCRUM. Diferentemente das siglas citadas, não se trata de um acrônimo, mas de uma palavra com vida própria que, na prática, está relacionada ao desenvolvimento e gerenciamento de projetos de software com agilidade e interatividade. A metodologia SCRUM fornece uma estrutura para resolução de problemas com a mesma velocidade com que eles ‘brotam’ nas organizações. Ou seja, provê um menu de ferramentas e diretrizes para garantir que um projeto siga adiante sem interrupções drásticas nem prejuízo das partes interessadas. Tanto é assim que, apesar de ter sido originalmente destinado a projetos de software, passou a ser utilizado também na manutenção deles ou ainda no gerenciamento de projetos em geral.

Tamanha popularidade se deve, em parte, à sua democrática interatividade, já que essa metodologia prevê a participação de profissionais da empresa contratante (cliente), da criação e desenvolvimento (empresa contratada), além da equipe que faz a manutenção (interna ou externa). A comunicação diária entre as partes é fundamental para o sucesso desse processo. Mas, por ser uma metodologia ágil, as reuniões não devem se prolongar mais do que 15 minutos – a não ser quando problemas mais estratégicos são levados à discussão com o “SCRUM master” e exigem um esforço maior de todo o time.

Fazendo uso de gráficos em lugar de planilhas – já que são de fácil e rápida compreensão –, o time envolvido também adota um quadro de trabalho, em que as atividades e atribuições individuais são organizadas. Senso assim, basta um olhar atento para saber o que é preciso fazer, o que já está em andamento, o que precisa ser verificado e o que já está concluído. Na eventualidade de algo não sair como esperado, é possível localizar de imediato onde está o problema. Isso é especialmente importante quando se está lidando com situações em que é difícil prever tudo o que pode fugir do controle.

Quando o assunto é “fábrica de software”, vale a pena conhecer o SCRUM mais detalhadamente. Sua agilidade é responsável, em grande parte, pela inovação apresentada. Tudo é feito a partir das necessidades dos clientes e não a partir de soluções pré-programadas. Também por isso, não há excessos. Ou seja, a solução traz o que é necessário e ponto final. Não impõe um sem-número de possibilidades que nunca serão usadas – e que, normalmente, acabam onerando muito a contratação do serviço. O cliente terá aquilo de que precisa e valoriza no curto prazo e com facilidade de implantação e manutenção. Também em termos de comprometimento da equipe, trata-se de uma metodologia inovadora, já que desperta o sentimento de pertencimento, de responsabilidade pelo sucesso coletivo. Como todas as fases do processo são transparentes, o profissional sabe que faz toda a diferença naquele projeto, se empenha e orgulha-se disso. Conclusão: cliente sempre mais satisfeito; aumento de investimentos; economia em alta.

[Crédito da Imagem: Scrum – ShutterStock]

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Autor

Diretor de Tecnologia Graduado em Programação e Webdesign pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul). Certificações Linux Red Hat (RHCE). Diretor de tecnologia da Online Brasil desde 2005. Acumula vasta experiência em desenvolvimento de projetos de infraestrutura de TI.

Adriano Filadoro

Comentários

1 Comment

  • Excelente artigo Sr. Fiadoro.
    Só acrescentaria que o Scrum começou em uma fabrica de automóveis japonesa e não diretamente em projetos de software. E que essa associação de que Scrum é um framework especifico da área de desenvolvimento de software têm que mudar.

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