Gerência de Projetos

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Planejamento, o segredo do sucesso! Parte 1

publicado por Uilson Souza

Saudações,

Falar em “planejamento” na execução de projetos em TI pode ser algo óbvio. Sim, concordo. Mas, isso acaba ficando muito no campo teórico.

Devido à falta de planejamento na implementação, ou, um planejamento bem elaborado, já tive que tomar atitudes drásticas, tais como, a reinstalação de um ambiente ou a perda de horas no troubleshooting de um problema qualquer.

Algo mal planejado gera chamados desnecessários, queda do SLA acordado e gera desconfiança de seu consumidor e/ou usuário final.

Nesta primeira parte do tema “Planejamento”, quero destacar a infame “economia burra”, que corta custos aonde não deve e gera outros maiores aonde não deveria haver, atrapalhando o planejamento inicial e os passos posteriores.

Imaginem uma infra-estrutura de servidores de aplicação que faz troca de informações com a Receita Federal. A Receita (que só é boba quando lhe convém) manda anualmente Auditores, dos mais rigorosos possíveis, para avaliar o ambiente em todos os aspectos imaginários. Um desses aspectos é a infra-estrutura de servidores de aplicação. Pontos importantíssimos são disponibilidade, tolerância a falhas, localização dos equipamentos, acesso aos servidores, tanto lógico quanto físico, onde se localizam os equipamentos, qual o plano de contingenciamento em caso da perda de uma das máquinas, backup (periodicidade, local onde as fitas são armazenadas, plano de restore em caso do uso deste backup) e outras mais que agora não me lembro.

Fomos chamados para desenhar uma infra-estrutura que estivesse de acordo com as normas da Receita. Servidores de aplicação e banco em cluster, sendo que os nodes ficariam em sites diferentes, para cobrir o item de tolerância a falhas e disaster recovery. Além disso, uma estrutura de networking e firewall totalmente dentro daquilo que foi solicitado.

Recebemos um sonoro “não” por conta dos valores. Argumentamos sobre os requisitos da receita e mesmo assim tivemos que montar uma estrutura mais barata.

Lembrando que, se a Receita define que o cliente estava fora do padrão mínimo solicitado, eles perderiam o direito de importar produtos. Causando um prejuízo de milhões. Um valor infinitamente maior do que aquilo que pagariam pela estrutura inicialmente desenhada.

Com a demora no aceite e a necessidade de implementar algo mais barato, tivemos que pensar em algo que atendesse os requisitos da Receita e estivesse de acordo com  aquilo que o cliente estava disposto a pagar.

Implementamos os dois clusters (aplicação e banco de dados) no mesmo site. Storage para armazenamento de informações, que deveria estar também em alta disponibilidade, também está funcionando no mesmo site.

O backup continuou como o de costume, sem abranger o item de disaster recovery.

Com uma boa conversa, a Receita aceitou a infra montada e o cliente agora tem um ano para repensar se esta atitude é a mais correta, levando em conta os milhões que opera semanalmente e o prejuízo que uma parada na comunicação coma Receita federal pode gerar.

Acho que a maioria aqui sabe que, a falha de comunicação com a Receita pode acarretar em uma multa altíssima para a empresa e a perda da licença aduaneira para quem lida muito com importação.

No caso deste cliente, o risco de problemas é considerável, pois, não temos disaster recovery implementado e os servidores ficam todos no mesmo site, apesar de estarem em salas diferentes. No caso de um sinistro no local, não creio que somente uma das salas seja atingida.

As dicas que quero deixar aqui para casos como este são:

  • Tenha um landscape detalhado do seu ambiente, saiba onde ele começa e onde termina (parece bobo, mas, não é).
  • Avalie o tamanho (em $$$) do que este ambiente movimenta e assim terá uma visão do que pode acarretar uma parada no mesmo, ou uma multa por descumprimento de requisitos.
  • Estar em dia com normas, sejam elas quais forem, nunca é exagerado e nem caro demais. Pode custar sua operação como um todo.
  • Não quero incutir na mente de ninguém, que custos não devam ser avaliados, mas, em casos como o citado nesta parte do artigo, eles são mais do que necessários, aliás, custos com adequação de estruturas para este tipo de acesso (Receita Federal), já devem constar do planejamento de custos dos gestores, mas nem sempre estão.

Na Parte 2 deste artigo, quero compartilhar com vocês o que ocorre quando um projeto é implementado na pressa, sem planejamento e análise prévias.

Abraços

Uilson

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Autor

Formado em Tecnologia em Processamento de Dados pela UNIBAN. Analista de Projetos de TI, atua no design, planejamento e implementação de projetos de tecnologias Microsoft, tais como ISA Server, Forefront TMG, servidores Windows, Windows Clustering e Hyper-V. Também trabalhou como IT Specialist na IBM e como Consultor de TI em empresas como Alcoa, Credicard, Bradesco Seguros, Unilever, Caterpillar e Banco Merril Lynch. Profissional certificado como MCTS em ISA Server, participa do grupo MTAC (Microsoft Technical Audience Contributor), publica artigos técnicos em seu blog no endereço http://uilson76.wordpress.com e também no portal TechNet Wiki (http://social.technet.microsoft.com/wiki) Linkedin: http://www.linkedin.com/in/uilsonsouza Twitter - http://twitter.com/usouzajr

Uilson Souza

Comentários

2 Comments

  • Uilson,

    realmente falta de planejamento pode causar vários problemas. Mas, economia burra é pior, pois não é dado o valor necessário a continuidade do negócio quando o assunto são ativos ou serviços de TI.

    Abraços,
    Paulo Oliveira.

    • Tem razão Paulo! Isso têm sido um grande problema nos clientes que tenho passado…mas, vamos continuar a luta! A hora em que tivermos as pessoas certas gerindo TI, isso muda!
      Abraços e estou no aguardo do seu próximo artigo aqui!

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