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Para cada funcionário, a sua televisão! E a produtividade, como fica?

publicado por Brenno Maeji

Em uma era de competição global, a única forma de sobreviver é aumentar continuamente a produtividade, seja de equipamentos, processos ou de funcionários. Sobre a produtividade, é bom lembrar que as forças que existem hoje contra ela são enormes: internet, e-mails, spam, sites recreativos e, mais recentemente, as assim chamadas, mídias sociais. Poucas empresas aceitariam dar uma TV para cada funcionário, mas pagam para que eles naveguem alegremente e escrevam inutilidades em sites de mídia social, como o Facebook, o LinkedIn, o Twitter, o Skype.

Além da perda da produtividade, há que se pensar também que esta navegação ‘livre’ pode comprometer a performance e principalmente, a segurança das informações corporativas. Regular o acesso se tornou essencial para evitar malwares e vazamento de informações. De acordo com pesquisas de 2012 do Barracuda Labs sobre o uso, segurança e privacidade das redes sociais, realizadas em 21 países, 86% sentem que o comportamento das pessoas nas redes sociais pode trazer perigo à segurança da empresa. Apesar desse sentimento, 75% das empresas participantes permitem o uso do Twitter e 69% permitem o uso do Facebook.

O mercado conta com soluções de gerenciamento de conteúdo bastante eficientes. Algumas com ótimo custo-benefício; conjunto completo de funcionalidades para segurança web e garantia de cumprimento de políticas organizacionais. Conhecidas como Web Filters, elas protegem redes corporativas contra malwares e, no mesmo produto, contam com recursos para regular o acesso às mídias sociais.

Mesmo que o objetivo principal seja a seleção do conteúdo que trafega pela rede corporativa, protegendo-a contra vírus, spyware e diversas outras ameaças da internet, simplesmente bloquear conteúdo inapropriado e malwares em geral já não são suficientes. Já que as mídias sociais estão cada vez mais integradas ao ambiente de trabalho, as empresas precisam focar em o quê pode ser permitido, sem perder a segurança do ambiente de trabalho. Estamos falando em restrições de acesso por períodos, por tempo, por área ou outros parâmetros que sejam identificados como relevantes para cada rede corporativa.

Os Web Filters mais modernos permitem que os administradores regulem o uso das mídias sociais. Permite, inclusive, que uma taxa de dados fixa seja dedicada para aplicativos como o Youtube e o Skype, impedindo que o uso indiscriminado desses serviços não essenciais para a empresa comprometa a qualidade. Para se ter uma ideia há sistemas que garantem a adoção de política granular, monitoramento de aplicativos web, arquivamento e inspeção SSL. É possível, por exemplo, permitir que os usuários façam login no Facebook somente para visualizar atualizações de status, mas sem acesso aos jogos, com bloqueio a atualizações pessoais, compartilhamentos e aplicativos mal intencionados. Esse tipo de controle está disponível para redes como o Google, Yahoo! e outros. A evolução dessas soluções avançou tanto, que um fabricante fechou parceria com o Youtube for Schools, que só permite busca e visualização de vídeos educativos.

Podemos afirmar, sem medo de errar, que quando o assunto é produtividade e uso das mídias sociais, a palavra de ordem é ‘flexibilidade’, possível com tecnologia já existente e bastante avançada. Retomando nossa analogia do início, claro que não se vai dar uma televisão para cada funcionário, mas a empresa pode dosar o uso de acordo com período, taxa de dados, tempo de utilização, departamentos, cargo, recursos disponíveis ou não e o ‘programa’, que seria o tipo de conteúdo a ser acessado etc.

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Autor

Brenno Maeji é Gerente de Produtos Barracuda na CLM, distribuidora de valor agregado

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