Segurança da Informação

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Papa Francisco no Confessionário Digital

publicado por Antônio Sérgio Borba Cangiano

Papa Francisco no Confessionário DigitalHoje é consenso geral que a vida é mais fácil com a internet. Estamos vivendo a era da conectividade e a consequente mobilidade. Amigos, entretenimento, serviços, produtos, dados, informações e conhecimentos estão ao alcance a qualquer tempo e lugar. Tudo pode estar na nuvem de computadores. É tão fácil o acesso que toda uma indústria de espionagem digital está em curso e agora em destaque na mídia mundial.  A manchete de capa da revista semanal Carta Capital (edição 6 de Novembro de 2013) , trata da espionagem sobre o Papa Francisco e o Vaticano, pela agencia NSA e a CIA americana.  A tese americana de espionagem contra o terrorismo cai por terra. Não podemos crer que qualquer ato terrorista venha do Papa ou do Vaticano.  Essa crença não pode ser apenas católica. O objetivo americano com essa espionagem, e supomos também em outras é financeiro. Nesse caso o Banco do Vaticano. Pode ser também em decorrência de possíveis ameaças ao hegemônico Modus Vivendi capitalista consumista americano,  que talvez possa estar ameaçado por novas doutrinas da conservadora igreja católica, personificada por Franscisco, resultado do último conclave.

Na era da informação, a humanidade redescobriu que informação é poder, e poder é mais dinheiro. Agora na era da conectividade  a informação está acessível em todo lugar,  viajando na velocidade da luz e em frequências variadas pelo ar. Portanto muito mais vulnerável do que se ela estivesse fechada e sem comunicação externa, como nos antigos CPD’s (Centros de Processamento de Dados), com terminais corporativos .  A nação mais avançada nessa nova tecnologia, e a maior produtora de inovação usada mundialmente na rede, é também a responsável pela espionagem, que convenhamos é feita em seu quintal. Ou melhor, é feita sob o seu domínio “quase total”. As recentes reportagens mostram que as agências CIA e NSA tem conseguido quebrar algoritmos criptográficos que cifram informações em “tempo” de   abri-las e poder acessa-las sem que elas percam a validade econômica, política e financeira. Esse fato é preocupante, porque reduz as ações de segurança da informação com criptografia,  também essa tecnologia é dominada pelos Estados Unidos.   Essas agências, conforme noticiado amplamente, podem ter exigido alterações no desenho de softwares e equipamentos da indústria de forma a facilitar de-cifragem e ter acesso em tempo hábil a informações, sempre valiosas.   Essas ações acrescidas de outras a serem elaboradas contra espionagem,  devem ser objeto de controle mundial, com a definição de variados níveis de  dispositivos detectivos submetidos a  governança mundial exclusiva para esse fim.

Com esse cenário de espionagem explicitado na mídia, deve-se evitar uma guerra cibernética, onde a rede mundial poderá ser sitiada  com ações de ataques e defesas para obtenção e proteção de informações valiosas, com a finalidade de ganhar vantagens nos negócios ou na política. Não queremos que a universalidade do uso da rede esteja comprometida.  Em artigos anteriores ressaltei a importância de fazer a gestão da segurança de informações sensíveis, aquelas que são estratégicas para uma nação ou para negócios ou para o cidadão. Que para isso é necessário educação em segurança da informação, e com as recentes notícias de espionagem sobre o Papa, os países devem investir fortemente em pesquisas e institutos de pesquisas de criptografia e segurança da informação que garantam segurança sem perder interoperabilidade e o desempenho da rede. Devemos monitorar  confessionários digitais involuntários. A espionagem digital extrapola em muito a preocupação com o terrorismo, esta não é a mais importante. A convergência digital que identificamos quando usamos –  celulares, smartphones, notes, GPS, PC’s, câmaras fotográficas, filmadoras etc, facilita exponencialmente a espionagem digital, porque em última análise tudo se reduz a bits com zeros e uns. Portanto se não queremos deixar de usar a rede mundial, com sua base digital integrada e interoperável com desempenho satisfatório, não podemos deixar que vire um campo de batalha para guerras cibernéticas na busca de informações. Os governantes mundiais espionados de hoje devem mobilizar esforços urgentes para  uma governança mundial racional e  efetiva de segurança da informação. Deve a exemplo de nossa presidente Dilma Roussef, efetivar ações e investimentos para  restringir com eficácia a espionagem digital. A nível interno dos países é necessário ainda que se fomente educação e pesquisa nessa área para que continue sendo garantido cada vez mais  uma rede de uso universal e  segura contra a espionagem seja: pessoal,  industrial, política, religiosa, financeira ou comercial. É necessário um trabalho conjunto do direito internacional e nacional que assegure os direitos conquistados de uso da rede pela sociedade, que proporcione o acesso a novos conhecimentos, a entretenimento, a comunicações de conteúdos em geral, e também de negócios, comerciais, financeiros enfim tudo que o universal uso da rede mundial fornece para o desenvolvimento da humanidade em todos os aspectos do conhecimento.

[Crédito da Imagem: Espionagem – ShutterStock]

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Autor

Mestre em Engenharia de software: redes de computadores pelo IPT - USP, Bacharel em Ciências Econômicas e em Ciências de Computação, ambos na Universidade Estadual de Campinas. É Certificado pelo PMI em Gestão de Projetos – PMP e Conselheiro de Administração e Fiscal – IBGC/CCI. Experiência em empresas multinacionais, nacionais e públicas de grande porte: IBM, Ericsson, Unisys, Atos Origin e no SERPRO como diretor de gestão empresarial. Atuação executiva nas áreas de TIC, Finanças e venda de soluções. Conhecimento e habilidade nas áreas de: Planejamento, Gestão, Comercial, Projetos, Certificação Digital, Viabilidade Econômica/Financeira, Segurança e Sustentabilidade. Hoje exerce cargo de Assessor da Presidência do ITI – Instituto de Tecnologia da Informação – responsável pela ICP Brasil. Autarquia supervisionada pela Casa Civil do Governo Federal. Participa da câmara de segurança e é membro substituto ambos no CGI.BR.

Antônio Sérgio Borba Cangiano

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