Cloud Computing

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O CIO e a Nuvem … parte 1/2

publicado por Marcos A. Silva

No passado o administrador de uma transportadora era, na grande maioria dos casos, ex-caminhoneiro. Isso acontecia também com outros segmentos do mercado, como por exemplo:

“CEO de hospital era médico, CIO era ex-programador de sistemas, CFO era ex-contador, e assim por diante”.

Não quero aqui tirar o mérito daqueles que buscaram conhecimento para subir os degraus até chegar ao topo. Lembro que um pouco antes de iniciar um MBA em Marketing, tomei conhecimento que a indústria farmaceutica estava empenhada em colocar médicos e cientistas dos seus quadros para aprenderem nada mais nada menos que Marketing e Comunicação, pois até então, as “bulas” dos medicamentos continham informações puramente técnicas, e não fazia sentido encaminhar tais textos para os consumidores, porque eles não entenderiam nada. Vale a pena lembra que, quando precisamos decidir sobre algo importante, se não entendermos a receita, dificilmente vamos adotar-la. Em condições normais, isso é valido para todos os segmentos da vida.

Hoje em dia, ainda existem algumas áreas que mantém usos e costumes ultrapassados aos olhos do grande público. Com certeza a área jurídica é uma delas, seja por força da lei ou da origem das próprias instituições. Nossas regulamentações legais tem artigos ultrapassados e até de aplicação impossível. Sob o aspécto comunicação, pergunto:

O que entende um cidadão comum, quando assiste um debate do Supremo Tribunal Federal?

E quando este mesmo cidadão lê um simples despacho de um Juiz num processo trabalhista?

O assunto pode lhe interessar e até lhe envolver diretamente, mas precisará de ajuda para entender o que se passa.

Em tempos onde uma das palavras de ordem é “colaboração”, é difícil participar e contribuir quando aprendemos e utilizamos técnicas que foram desenvolvidas no passado em situações e ambientes que já não existem mais.

Provavelmente a explicação para a evolução de determinadas áreas do conhecimento esteja justamente na iniciativa de se abrir as portas para a colaboração, e ainda posso ir mais longe e citar a experimentação, afinal os grandes e recentes avanços em TI foram disponibilizados para o mundo inteiro em “modo beta”.

Este preâmbulo todo, é para chegar ao ponto central deste artigo que divido em duas partes, e onde quero discorrer um pouco sobre o que acredito estar acontecendo com as áreas de TI nas empresas brasileiras, em relação ao fenômeno cloud computing.

De um lado temos alguns CIOs, buscando proteger seus antigos domínios, e citando sempre a segurança da informação como principal obstáculo para adoção do novo conceito. Deste mesmo lado também encontramos profissionais de áreas correlatas buscando apoio na legislação com a mesma preocupação – segurança, mas estes pensam em direitos de propriedade dos dados, cessão parcial para armazenamento remoto em outros países, etc…

Do outro lado temos uma verdadeira multidão, aguardando decisões que podem mudar a forma de trabalho pra melhor, facilitar o dia a dia, contribuir para resultados mais rápidos e expressivos, testar novas teorias e novas idéias. Um contigente enorme de pessoas querendo contribuir para que o negócio da empresa dê certo.

Várias pesquisas citam a segurança como o vilão da utilização de cloud computing nas empresas. Ocorre que há também dados extraídos destas mesmas pesquisas, que confirmam a intenção de, no curto e médio prazo, estes mesmos CIOS trabalharem sob o conceito de nuvens computacionais.

Neste ponto já temos informação suficiente para refletir um pouco:
– Como eles conseguem definir um prazo para implantar algo que ainda não conhecem o suficiente e/ou desconfiam do modelo ?

– Será que pensam em utilizar a concorrência como laboratório para a questão da segurança ?

– Será que estão temerosos em relação a outras situações não citadas nas pesquisas?

Continua na parte 2/2

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Minimum Way

Autor

Na área de TI trabalhou nas Indústrias Müller e na Volkswagem do Brasil; foi consultor na BDO para vários projetos no Brasil e América Latina ; atuou na Diretoria de Marketing no Banco Excel Economico. Como empresário já esteve à frente de negócios ligados a Tecnologia da Informação, Comunicaçao e Marketing. Atualmente é sócio-diretor da Free Enterprise, uma consultoria voltada para inovação e tendências mercadológicas que envolvem novas tecnologias, e representa a MIPC Informática, empresa de tecnologia da informação, como diretor de desenvolvimento de novos negócios. Formado em administração de empresas e MBA em Marketing (INPG / NSU-Flórida), Marcos A. Silva sempre usou tecnologia de ponta para agregar valor ao negócio das empresas por onde passou. É especialista em acompanhar os movimentos do mercado, analisar cenários e tendencias para criar e transformar produtos e serviços agregando diferenciais tecnológicos. Na MIPC iniciou sua trajetória em 2005 desenhando serviços sob o conceito de cloud computing, e acabou assumindo a área de novos negócios. As suas responsabilidades também envolvem alianças com parceiros tecnológicos e projetos especiais.

Marcos A. Silva

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