Tecnologia

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Modernização de aplicações: O custo de não fazer nada

publicado por Francisco J S Fernandes

A Tecnologia evolui cada vez mais rápidamente e consegue tornar equipamentos ultramodernos em obsoletos em pouco tempo. Não só equipamentos, mas softwares, processos, metodologias, frameworks. Tudo o que cerca a área de TI. Há 40 anos, as mudanças eram poucas, e a evolução trazia junto um pacote de incertezas e insegurança, o que fazia com que as empresas sempre pensassem com muito carinho e atenção nos investimentos com modernização. O que quero discutir aqui são dois pontos: a modernização apenas para acompanhar a tecnologia e a falta completa de modernização.

Como podem ver, são os dois extremos do assunto. Podemos comparar as duas situações com perfis de pessoas relacionadas à tecnologia: aqueles que aderem às novidades na época do lançamento (os early adopters) e aqueles que simplesmente não se preocupam em se atualizar tecnologicamente. No mundo corporativo acontece algo similar, mas, obviamente, por outros motivos. Algumas empresas acompanham as mudanças tecnológicas muito de perto, investindo bastante para se considerarem empresas inovadoras em tecnologia. Nem sempre esta inovação traz resultados concretos para o negócio, mas para a imagem da empresa com certeza conta. Já outras empresas estão no extremo oposto: não só não acompanham a tecnologia como também passam do ponto quanto às necessidades de manter sua estrutura de TI saudável do ponto de vista tecnológico.

Não tem como falar de modernização de aplicações sem falar sobre aplicações legadas. Esse é o principal motivo para planejar esforços de modernização. Aplicações legadas são aqueles que tornaram-se complexas, rígidas, mal documentadas, muitas de missão crítica, com mão-de-obra escassa, o que torna sua manutenção cada vez complicada, sem contar que ocupam cada vez mais uma parcela maior no orçamento de TI. Orçamento este que fica comprometido com manutenção, abrindo pouco ou nenhum espaço para inovação.

Não fazer nada com as aplicações legadas tem seu custo, quando falamos em modernização de aplicações. O que pode parecer uma economia se torna uma enorme dor de cabeça em longo prazo. Como a tecnologia tem evoluído numa velocidade cada vez maior, hardware e software têm se tornado obsoletos e ultrapassados muito rapidamente. A mão de obra torna-se escassa e consequentemente mais cara. Começa a ficar difícil integrar aplicações e plataformas, já que os padrões mudam, e muitas vezes aplicações antigas não são mais suportadas por outras mais modernas. Aquele pacote novo de billing que sua empresa tanto precisa não poderá ser comprado porque não é possível integrá-lo com a arquitetura atual de TI. Obviamente os fornecedores têm uma grande parcela de culpa, já que reduzem o ciclo de vida de seus produtos, e descontinuam versões num intervalo cada vez menor, justamente com o objetivo de fazer receita constantemente.

Como líder de TI, não caia nesta armadilha. Sentar e esperar não são as melhores estratégias. Não tire do seu radar o assunto modernização. Nem deixe suas aplicações legadas relegadas à segundo plano. Para manter o negócio da sua empresa competitivo, é necessário que TI esteja preparado para acompanhar as mudanças e evoluções da sua indústria. Obviamente cada indústria tem seu comportamento. Algumas são muito dinâmicas e outras nem tanto. Seja qual for sua indústria e o grau de exigência para que TI atenda novos requisitos, alternativas de modernização precisam sempre estar em pauta. Por mais que não exista orçamento. E falando em orçamento, que tal diminuir os gastos com manutenção e aumentar com inovação?

Muitas empresas destinam orçamento para modernização apenas quando situações críticas são identificadas, ou são mandatórias (quando por exemplo um fornecedor descontinua o suporte). Não precisa ser assim. Casos de negócio podem ser criados a partir da análise criteriosa da arquitetura de TI da empresa, das aplicações legadas mais críticas, do mercado onde a empresa atual, dos seus fornecedores atuais e nos planos de TI para o futuro. Aqui podemos incluir o possível impacto caso a tecnologia A não tenha mais suporte ou mão de obra disponível. Neste caso poderíamos chegar à uma situação muito perigosa, onde a empresa acaba refém de uma tecnologia porque não consegue sair dela, e, consequentemente, não consegue integrar outras soluções porque sua arquitetura de TI está ultrapassada. Neste caso, o custo de não ter feito nada, pode ser catastrófico para os negócios.

Para finalizar, não ache que o impacto da falta de modernização atinja apenas TI. Todas as empresas acabam gerindo aplicações legadas. Quando TI deixa de atender requisitos de negócio, a empresa não acompanha sua indústria, deixa de fazer receita, perde mercado, perde clientes e consequentemente dinheiro. Esta perda de receita é o custo por não ter feito nada.

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Autor

Profissional de IT e apaixonado por tecnologia, Francisco é Arquiteto de Soluções com mais de 25 anos de experiencia no mercado de TI em diversas empresas como BID, HP, EDS, Fininvest, Unibanco, Banco Nacional e Sul America Seguros. Escrever é um dos seus hobbies e, além de tecnologia, é aficionado por música, viagens, fotografia e futebol. Meus contatos são: LinkedIn: http://br.linkedin.com/in/franciscojsfernandes E-mail: kikofernandes@gmail.com Twitter: @kikofernandes71

Francisco J S Fernandes

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