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Meios de pagamentos digitais

publicado por Carlos Roberto Miranda

Meios de pagamentos digitaisOlá! Neste artigo vou abordar um dos pontos mais críticos da Internet que são as formas de pagamentos e os recebimentos que podem ser disponibilizados em um site na web. E é um ponto crítico porquê mexe diretamente com o nossas finanças.

Apesar de normalmente ser visto nas páginas de lojas virtuais, no e-commerce, os sistemas de pagamentos e de recebimentos digitais podem estar em todo e qualquer site de negócios pela Internet, até mesmo em sites de pessoas físicas que realizam e-business (negócios eletrônicos) de maneira geral.

Quase toda forma de negociação visa lucro, mas para que o lucro apareça é preciso que haja o máximo cuidado nos controles dos cálculos da apuração sobre o faturamento das transações, porquê de nada ou muito pouco adiantará manter controles e mais controles sobre as negociações, seja on-line ou off-line, se não houver lucro, a não ser que se trate de um negócio beneficente.

Portanto, visto que sistemas de pagamentos e recebimentos são adotados nas transações digitais, tanto por pessoas físicas quanto jurídicas, resta-nos fazer valer a segurança dos dados que serão monetizados pela plataforma a ser implantada e que irão cruzar com a privacidade das informações dos clientes, que assim deverão ser garantidas em sigilo, isto para garantir a confiabilidade do sistema adotado como um todo, que é justamente o que todos nós buscamos na Internet.

No Brasil, se considerarmos apenas o e-commerce das lojas virtuais, dentro da modalidade B2C (Business to Consumers), as formas mais aceitas de pagamentos são os cartões de crédito (73%), seguidas do boleto bancário (18%) e outros (8%), o cartão de débito aparece com apenas 1% da preferência de uso entre os pesquisados (fonte e-bit-2012) e por este motivo o cartão de crédito é o item de maior relevância como forma de pagamento atualmente na Internet.

No universo da Internet sabemos que quanto mais opções de pagamentos forem disponibilizados aos visitantes de um negócio eletrônico, melhores serão as chances de se conquistar e de se garantir a fidelidade dos clientes, porém, quanto maior o número de meios de pagamentos forem disponibilizados em um site de negócios, teoricamente, o negociador virtual se verá às voltas com muito mais cadastros e tarefas de controles a operar.

Digo teoricamente porquê, se o seu negócio comporta despendir tempo e pessoal técnico suficientemente especializado para lidar com os processos necessários à implantação de um negócio virtual próprio e completo, você se verá as voltas com, pelo menos, a necessidade de se informar sobre a implementação de três novas estruturas tecnológicas que passarão a fazer parte do seu negócio digital, que são: o SSL, controles de fraudes e ERPs.

SSL (Secure Socket Layer) que é a segurança da camada de transporte, um padrão de protocolo de rede que deverá ser adotado para garantir um fluxo seguro das informações entre o computador do cliente e o servidor onde está hospedado o seu site de negócios, e que é identificado na Internet pelas páginas iniciadas com https (Hyper Text Transfer Protocol Secure) e um cadeado fechado na barra de tarefas do browser (navegador).

O protocolo SSL utiliza a porta de transferência 443 dos serviços da Internet, que exige uma conexão criptografada (segura) e verifica, a partir do browser solicitante, a autenticidade do servidor através da certificação digital do site, evitando que os dados ali digitados possam ser lidos por terceiros durante a transferência dos dados, do computador do cliente até o servidor onde está hospedado o seu site na web.

Observem que a segurança descrita no parágrafo anterior se refere apenas durante a transferência dos dados em questão, por este motivo é importante também observar se o servidor onde o site está hospedado possui algum sistema de segurança de hospedagem das páginas web. Existem diversos níveis para a segurança de sistemas de certificações SSL e estes níveis são definidos conforme os serviços interessados.
Diferentemente do protocolo http (sem o “s” no final), que se utiliza da porta 80 para os serviços de comunicação, permitindo que a transferência dos dados seja realizada sem observar qualquer nível de segurança durante as transmissões, oferecendo muitas oportunidades aos possíveis invasores (crackers ) de plantão na Internet.

Uma outra implementação de negócio que você precisará será uma solução de gerenciamento de risco, que visa a checagem dos dados de um cliente ante da possibilidade de uma ação fraudulenta (fraude) que possa levar a constatação de um chargeback (cancelamento da venda pelo cliente, pelo não reconhecimento de uma compra por ter seu cartão clonado ou outro motivo) e, a sua empresa terá que estar preparada para tratar também destas análises de risco caso opte por implementação própria.

Existem duas formas de ações que podem ser praticadas, antes da entrega de um produto, que pode fazer reduzir o risco de uma fraude no negócio em questão: a atividade de telemarketing é uma delas, deve-se checar as informações do pretenso cliente, e a outra é o uso de selos de segurança de empresas especializadas que operam contra ações fraudulentas na Internet.

Uma terceira implementação nos negócios é o ERP (Enterprise Resource Planning) ou traduzindo para linguagem da gestão empresarial é um sistema que integra o seu negócio virtual aos demais setores existentes e a outras tecnologias que você já possui, permitindo um sistema completo onde, por exemplo, o sistema de estoque pode “conversar” com o sistema comercial obtendo informações sobre um determinado produto diretamente no seu negócio virtual (e-commerce ou outro) na Internet, podendo se antecipar às compras ou adiá-las em função das vendas (altas ou baixas) obtidas em um determinado período.

Na implementação própria é necessário tratar diretamente com cada banco, com cada administradora e com cada operadora de cartão (de crédito, de financiamento, etc.) negociando os encargos que lhes serão cobrados por cada uma dessas empresas na utilização das marcas e dos serviços oferecidos em contratos com cada uma delas, se a sua estrutura de negócio comportar tal investimento. Uma boa assessoria pode lhe garantir um bom levantamento das necessidades e as implementações necessárias.

Talvez a principal vantagem em se trabalhar com seus próprios recursos de estrutura e diretamente com os bancos e as operadoras de cartões é de que você pode conseguir taxas mais baixas de pagamentos, que estão em torno de 3,5% nas transações diretas com as instituições financeiras, porém não se esqueça de que todos os serviços técnicos e operacionais estarão a seu cargo e sob suas responsabilidades a partir da sua própria plataforma web, e aí será a sua estrutura de recursos que demandará todos os esforços para o sucesso do seu negócio digital.

Caso a sua estrutura empresarial não comporte suficientes demandas de recursos operacionais administrativos e financeiros para arcar sozinho com as integrações e processos tecnológicos envolvidos nessas transações, com cada bandeira de banco e administradoras de cartões que necessitará, inclusive arcando com seus próprios riscos às possíveis questões de segurança e fraudes que possam haver e outros entreveros, então, escolha por trabalhar com empresas denominadas integradores, intermediadores ou gateway de pagamentos, que existem justamente para intermediar e facilitar todos esses processos, permitindo que o seu negócio na Internet, a partir de um convênio único a ser firmado, possa fornecer toda as necessidades de tecnologias e a infra-estrutura necessária para o seu desenvolvimento na rede. Estes também são denominados de um Ecossistema de Serviços da rede.

Tais empresas do ecossistema fornecem as tecnologias API (Application Programming Interface ou Interface de Programação de Aplicativos) necessárias para integrar o seu site com a gama de recursos de pagamentos, recebimentos, tratamento a chargebacks, dentre outras necessidades que o visitante do seu site procure para se sentir seguro e possa confiar na sua plataforma de negócios web e transacionar na Internet com a sua empresa, despreocupando-se de quaisquer infortúnios de risco na Internet e despreocupando você da parte técnica e tecnológica, enquanto permite o seu maior envolvimento com os seus negócios reais.

API é um conjunto de padrões de programação para que um desenvolvedor ou toda pessoa tecnologicamente leiga, consiga facilmente se conectar e fazer com que um site possa operar para aceitar os meios de pagamentos on-line escolhido sem maiores dificuldades de configurações, fazer transações bancárias e financeiras por cartões ou pelo menos poder especificar aqueles serviços necessários ao seus negócios para pagamentos e recebimentos, sem a necessidade de se preocupar com implementações técnicas de softwares (programa) complicados, mas apenas usar a plataforma da empresa integradora ou de gateway contratada onde, a empresa usuária do sistema assumirá um compromisso único de pagar uma porcentagem pelas transações realizadas no site ou por um montante contabilizado por um determinado período de tempo, além de se eximir das temíveis possibilidades de fraudes, pois as gateways também assumem o risco do negócio realizado.

Na verdade, o processo de configuração de uma API no seu site é bem simples, basta efetuar um cadastramento no gateway escolhido e, na sequência, optar por uma das formas de codificação existentes para incluir na página web que será capitalizada pelo código gerado.
A grande vantagem para estruturas de negócios de pequeno porte e desconhecido do mercado virtual é o fato de poder se beneficiar da confiabilidade que o gateway já possui no universo digital contra o total ou parcial desconhecimento do nome do seu negócio na Internet, outra vantagem é que você se exime do conhecimento técnico necessário para a implantação de um determinado software. A desvantagem, por sua vez, é que as taxas cobradas pelos gateways estão em torno de 6% da transação contabilizada no período, apesar de que esse percentual pode variar em função dos negócios realizados no site ou outro fator, assim como nos bancos que cobram taxas menores por maiores utilizações dos seus serviços.

Não se trata simplesmente de uma questão de escolher o melhor ou o pior banco para se trabalhar, a melhor ou a pior operadora de cartão de crédito, oferecer pagamentos fixos ou parcelas com descontos ou juros que poderão ser disponibilizados a seus clientes nas suas páginas digitais, mas se trata sim, de conhecer as reais necessidades que o seu negócio on-line precisa para decidir sobre qual ou quais das opções disponíveis no mercado tecnológico, aquela que melhor pode oferecer aos seus clientes, atendendo as necessidade dos seus negócios em vista da segurança que ira fornecer aos seus visitantes no seu website, que precisa transmitir confiabilidade.

[Crédito da Imagem: Pagamento Eletrônico – ShutterStock]

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Autor

Consultor de TI e atualmente divulgando as lógicas de estrutura e dinâmicas da EH (Essência Humana), de autoria própria. http://www.crmtreinamento.blogspot.com.br crm@crmtreinamento@yahoo.com.br

Carlos Roberto Miranda

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