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IDCA – O infinity paradigm

publicado por Wilson Laia

FIgura IDCAComo mencionamos anteriormente, O INFINITY PARADIGM™ é uma marca registrada do IDCA – International Data Center Authority, e aborda uma nova metodologia que redefine a maneira como os Data Centers são definidos, vistos e modelados, sob ambos pontos de vista, conceitual e físico, provendo uma macro visão de todo o ecossistema de entrega da aplicação e uma micro visão de cada camada do ecossistema em particular, tratando o Data Center como um todo, com o propósito de entregar a Aplicação.

Seu principal objetivo é: simplificar, estruturar, educar/capacitar, reduzir custos e dar direção ao setor de Data Centers, reunindo as melhores práticas adotadas nos dias de hoje, com base nos diversos institutos e normas que regem cada área específica de um Data Center.

A principal missão do Infinity Paradigm é a padronização da abordagem, seleção, design, viabilidade, operação, estabelecer processos e metodologias aplicados aos Data Centers.

À luz das diversas metodologias, institutos e normas hoje utilizados e da identificação das lacunas e insuficiências do segmento de Data Centers, e ao mesmo tempo reunindo as melhores práticas e princípios atualmente existentes no setor, o Infinity Paradigm propicia aos stakeholders de Data Centers uma visão mais adequada do mesmo e em uma escala mais ampla, bem como uma maior profundidade de detalhes quanto ao propósito, disciplina e organização dos Data Centers.

Proporcionando-lhes infinitas possibilidades de Desenho, Plano, Operação e Manutenção em plena conformidade para adotar máxima Disponibilidade, Segurança, Eficiência, Flexibilidade, Capacidade e Resiliência dos Data Centers.

No conceito do Application Ecossystem (AE) ou Ecossistema de Aplicação do Infinity Paradigm, a Aplicação existe, vive, respira e interage somente num ecossistema que suporte este propósito, e o Data Center visa atender a este propósito.

Assim sendo, na definição do IDCA um Data Center é a infraestrutura que suporta Application Ecosystem (AE) ou ecossistema de aplicação.

O Infinity Paradigm expressa o Application Ecosystem (AE) ou Ecossistema da Aplicação através das suas camadas de abstração.

Essas camadas de abstração são apresentadas através do Core ou modelos de Pirâmides, que representam as camadas críticas do Ecossistema da Aplicação. O Infinity Pradigm aplica-se aos mais diversos setores, nações, necessidades, requisitos e complexidade.

Compreende o Data Center moderno como coleção de sites e instalações que trabalham em uníssono, e faz esta interação, através do seu Sistema de Classificação Grading Level – G(s).

As 7 Camadas do Infinity Paradigm – são:

  1. A = Application – Software e Aplicações, por exemplo: SAP, Billing, Co-Billing, CDRs, Conta Corrente, eCommerce
  2. P = Platform – Como a Aplicação é entregue, por exemplo: SaaS (Software as a Service), PaaS (Platform as a Service), IaaS (Infrastructure as a Service), BaaS (Business as a Service) ou NaaS (Nothing as a Service, ou seja, um Data Center próprio
  3. C = Compute – Camada lógica dos recursos de computação desenho
  4. ITI = IT Infrastructure – Rede, Roteadores, Switches, Segurança Lógica
  5. SFI = Site Facilities Infrastructure – Energia, Cabeamento, Refrigeração, Iluminação, Segurança Física, supressão e detecção de incêndio
  6. SITE – Localização, terreno, prédio, obra Civil & Arquitetura, controle de acesso, telecomunicações
  7. TOPOLOGY – Conjunto de conexões e interfaces entre vários Data Centers, é a forma como estes Data Centers estão conectados e interagem entre si

Estas 7 camadas estão divididas em dois grupos, que são:

  • Infraestrutura Lógica – Composta de: Aplicação, Plataforma e Computação
  • Infraestrutura Física – Composta de: ITI, SFI, Site e Topologia

As camadas Lógicas são dependentes de suas camadas físicas adjacentes e, portanto, não podem ser totalmente auditadas individualmente, e assim, uma avaliação das suas camadas físicas subjacentes é necessária para a conformidade de sua avaliação.

As camadas Físicas podem ser auditadas individualmente, e desta forma, cada camada pode ser levantada independentemente das outras camadas.

Os Grading Levels ou Níveis de Classificação do Infinity Paradigm, são chamados de os 5 Níveis G, e visam prover o esquema de classificação para a agregação de parâmetros de Disponibilidade, Segurança, Resiliência, Eficiência, Capacidade e Operação minimamente, onde e quando aplicáveis a cada uma das 7 Camadas.

Cada uma das 7 camadas é classificada de acordo com sua aderência ao Infinity Paradigm e padrões do IDCA, objetivando o infinito, que é o estado no qual todas as camadas do AE recebem a classificação G0.

O sistema de Classificação G (Grade Level) vai de G4 a G0, onde – G4 é o MÍNIMO ACEITAVEL, atendendo aos mínimos requisitos aceitáveis ao paradigma, e G0 é o MÁXIMO POSSÍVEL, atendendo as mais rigorosas disciplinas possíveis.

Essa classificação é calculada com base em fórmulas complexas, aliadas as combinações G, aos pesos dos componentes e outros parâmetros de avaliação definidos pelo Infinity Paradigm.

Os componentes utilizados para obter a classificação G são os abaixo descritos e visam prover a medida da eficácia individual e global das camadas do AE de uma organização.

Os Componentes de Eficácia por Camada, medem a eficácia de cada um destes componentes em cada camada específica do Ecossistema da Aplicação de uma organização, são eles:

  • A – Availability Efficacy
  • O – Operational efficacy
  • E – Efficiency Efficacy
  • C – Capacity Efficacy
  • S – Security & Safety Efficacy
  • R – Resilience Efficacy

Através destes componentes chegamos as Taxas de Eficácia Globais, que medem a eficácia global de cada um destes componentes no Ecossistema da Aplicação de uma organização, que são:

  • AER – Availability Efficacy Rate
  • OER – Operational Efficacy Rate
  • EER – Efficiency Efficacy Rate
  • CER – Capacity Efficacy Rate
  • SER – Security & Safety Efficacy Rate
  • RER – Resilience Efficacy Rate

O objetivo destes componentes e do Grading Levels é chegar ao ESR – Efficacy Score Rating da organização.

Alguns dos predecessores do IDCA e do Infinity Paradigm são:

Uptime Institute, ANSI/TIA-942, ANSI/BICSI-002, ASHRAE, Syska Hennessy Group, ISAE 3402, ISO/IEC 27001, ISO/IEC 20000, ISO 9001, ITIL v3 & 2011 dentre outros.

Ao buscar atingir o ESR– Efficacy Score Rating da organização, extraindo o melhor de cada um de seus predecessores, tratando o Data Center como um Ecossistema de Aplicaçoes e que devem trabalhar em uníssono, o Infinity Paradigm entrega a excelência, proporcionando uma visão holística e mais abrangente deste ecossistema, tornando essa nova grade de classificações de Data Centers um importante diferencial.

Desta forma, o IDCA está para os Data Centers atuais assim como o PMI está para Project Management, e pode ser considerado o alicerce dos Data Centers de hoje e o arcabouço dos Data Centers do futuro.

Fonte:
www.techxact.com.br
www.idc-a.org
www.digiage.com.br

[Crédito da Imagem: IDCA – ShutterStock]

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Autor

Executivo sênior da Área de TI com uma carreira de 37 anos na área, tendo atuado em grandes multinacionais, tais como: IBM Brasil, Software AG Brasil, Hildebrando Brasil, braço de TI do Grupo TELMEX, Case Brasil, Emerson e Beloit Industrial. MBA em TI pela FGV, Pós-graduado Babson College-USA. Especialista em Data Centers com certificação do IDCA - International Data Center Authority. Fluente em Inglês e Espanhol. Possuí uma combinação única de Vendas, Tecnologia, Infraestrutura de TI (Mainframe, Unix, Linux, Windows), Consultoria (Serviços Profissionais ou Professional Services), suporte técnico, Redes no Brasil, América Latina, América do Norte e no mercado Europeu. A larga experiência na área de TI, lhe confere uma rara oportunidade de conhecer quase todos os segmentos desta área, inclusive em startups de empresas, garantindo uma navegabilidade em todas as plataformas e tecnologias vista em poucos profissionais, o que aliado ao conhecimento estratégico que envolve a área, o credencia a discorrer sobre vários assuntos pertinentes em TI.

Wilson Laia

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