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Governança de TI

publicado por Vinicius Passos Silva

As razões e motivações da Governança de TI originam-se pelas demandas de controle , transparência e monitoração das grandes organizações.

Fiz algumas pesquisas antes de investir em uma certificação voltada a Governança, o COBIT, e concluí que as origens destas demandas datam do começo dos anos 90 com pouco amadurecimento como é de se esperar para um framework relativamente novo e que encontra barreiras culturais para sua implementação.

Em minha humilde percepção tudo começou porque os investidores acreditavam que quando a empresa tinha um lucro menor do que a previsão, o CEO foi incompetente na gestão e quando ocorria o inverso, ele, investidor, foi enganado, pois poderia ter investido muito mais na empresa. Esta atitude alavancou as necessidades de Governança Corporativa, maior assertividade nas previsões tornou-se essencial ao negócio.

Novos fatos deveriam ocorrer para que as organizações entendessem que o tema Governança, era questão prioritária na continuidade dos negócios e na minha opinião aconteceram dois fatos fortes o suficiente para que o assunto fosse classificado como muito importante ou crucial.  Os dois primeiros fatos vieram praticamente juntos, que foi a explosão da bolha da internet e na sequência o bug do milênio.

O bug do milênio, em particular, demandou largos investimentos de TI, baseado em um discurso de falência dos sistemas e até terrorismo, porém a prática mostrou que a maioria dos investimentos foram  inflados e descenessários, uma vez que empresas com orçamentos muito menores administraram os riscos e problemas sem interrupção dos serviços e é claro com baixíssimo investimento.

Entendo que o segredo destas empresas é que elas conheciam bem o seu parque de ativos de tecnologia e principalmente porque  nunca viram a área de TI como um peso no orçamento. Normalmente nessas empresas a área de TI estava ligada diretamente à Presidência e nunca ao Financeiro.

A desconfiança nos grandes investimentos realizados em TI por conta do bug do milênio provocou um maior rigor nas auditorias.

É aí que entra o COBIT, que por ter métricas claras acabou sendo a metodologia adotada pelos auditores e a Governança de TI ganhou corpo e impulso para mostar que os CIO`s não eram incompetentes na assertividade das informações, eles somente não utilizavam os frameworks adequados.

A auditoria além de auditar, via COBIT, buscava também melhorar o desempenho da área de TI, uma vez que todas as informações eram digitais, através de sistemas, e neste momento apareceu a oportunidade para os CIO`s de introduzirem a dupla ITIL e COBIT.

Mesmo com toda esta agitação de auditorias internas, introdução de métricas, o mercado ainda assim apresentou novas distorções de informações, como foi o caso da Parmalat, para citar um caso que veio agora na cabeça. Estes casos, mostraram que apesar da força das normas e regulamentações, este ainda não era o instrumental com força suficiente para combater a doença. Ele não podia trabalhar sozinho!

A lei Sarbanes Oxley foi aprovada, e passou a responsabilizar o CEO e CFO pelas informações das empresas. A Sox, como é conhecida atualmente, tem uma regulamentação tão poderosa que permite ao estado prender os responsáveis em caso de informações incorretas. Neste momento a Governança deixou a condição de desejável e foi elevada para o status de fundamental e crucial aos negócios da qualquer grande empresa, porém a SOX só é obrigatória para as empresas que desejam abrir suas ações na Bolsa de Nova York, apesar de diversas empresas adotarem suas normas e regulamentações e não abrirem capital na bolsa de valores.

As métricas de controles, monitoração e transparência estão agora disponíveis como ferramentas de gestão das organizações. Essas mudanças demandaram recursos de TI, e as informações estavam na sua maioria no formato digital como citei anteriormente, assim a área de TI passou a ter um papel vital na Governança. A auditoria, que trabalhava com as métricas do COBIT, passou a solicitar aos CIO`s que adotassem o ITIL e as suas melhores práticas para melhorar os processos de TI, aumentando a qualidade, transparência e reduzindo os custos.

Entendo que ao combinar ITIL, COBIT, ISO`s, e demais frameworks e normas, foram se criando as famosas “Melhores Práticas de TI, baseando-se sempre em metodologias consagradas no mercado.

As métricas claras e objetivas permitem medir a real contribuição da área de TI em relação a sua contribuição nos lucros, redução dos custos, melhoria dos serviços e principalmente transmitir aos investidores de que agora temos maior assertividade nos números.

A Crise de 2008/2009 mudou um pouco esse cenário, mas isso será objeto de outro artigo.

Abraços!

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Autor

Vinícius Passos Silva é Graduado em Sistemas de Informação com Pós Graduação em Gestão de Projetos e MBA de Gestão em Tecnologia da Informação. Possui 21 anos de atuação no mercado de Tecnologia da Informação tendo atuado em posições de liderança em empresas nacionais e multinacionais dos mais variados segmentos.

Vinicius Passos Silva

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