Governança

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Gestão de TI alinhada a Governança Corporativa

publicado por Wantuyr Ribeiro

No contexto da Governança Corporativa, que visa uma máxima eficácia no alinhamento da estratégia corporativa com as operações da empresa, quando na Governança de TI representa a busca do alinhamento da estratégia do negócio com a área de TI, que descrevo nesse artigo. Essa questão, apresentada através dos conflitos das áreas da Governança Corporativa, é um de seus principais elementos, uma vez que o foco dos acionistas e gestores devem complementar-se em busca da correta definição e manutenção da estratégia da empresa, sendo necessário que esses focos estejam corretamente alinhados, e assim, a Governança de TI andando em completa harmonia com a Estratégia da Empresa.

Entre as diversas definições de Governança de TI, a afirmação mais importante, pelo meu entendimento, diz respeito à ligação da TI com os objetivos atuais e futuros de uma organização. Isso remete a uma questão nem sempre clara das diferenças entre Governança de TI e Gerênciaem TI. A Gerênciaem TI tem por foco no fornecimento interno de produtos e serviços de TI e no gerenciamento atual dos processos relacionados à área. Já a Governança de TI por sua vez é muita mais abrangente e se concentra na utilização e transformação da TI para atender as demandas atuais e futuras do negócio e dos clientes; literaturas mais recentes constam várias colocações a respeito. De maneira alguma menospreza a importância e a complexidade da Gerência em TI, mas ao passo que os elementos da Gerência em TI, e o fornecimento de produtos e serviços de TI, podem ser atribuídos a provedores externos, a Governança de TI tem a direção e o controle dos elementos específicos da TI, que não podem ser delegados a terceiros, ou não deveriam.

As diretrizes de Governança de TI, entre elas o COBIT, são ações orientadas e genéricas que oferecem uma direção à gerência para manter a informação corporativa e os processos associados a ela sob controle, além de monitorar o alcance das metas organizacionais dentro de cada processo de TI para o propósito de responder os seguintes tipos de questões: Aonde podemos chegar? O benefício justificará o custo? Quais são os indicadores do bom desempenho? Quais são os fatores críticos de sucesso? O que os outros fazem (Benchmark) Como podemos medir e comparar nossos desempenhos? Elas consistem de modelos de maturidade, fatores de sucesso crítico, indicadores de metas e indicadores de desempenho. Sua estrutura possibilita uma crescente estrutura aumentando a capacidade de medir e avaliar cada um dos processos  aplicados ao ambiente da organização. Além disso, permite que a gerência da empresa trate mais efetivamente as necessidades e exigências da Governança de TI.

As diretrizes da Governança de TI devem possuir recursos que monitoram os processos de TI em qualquer momento e propõe a constante evolução dos processos já implementados através dos modelos de maturidade, o que o torna sua utilização bastante interessante para sintonizar a área de TI com a estratégia da empresa, uma das principais questões em que a Governança Corporativa e de TI tem como foco. Em nenhuma das metodologias que chegue a consultar para este artigo, identifiquei mecanismos de monitoramento dos processos e atividades da área de TI. É importante mencionar que o monitoramento dos processos internos é necessário para a adequação das empresas às novas legislações, que surgem no dia-a-dia, como por exemplo foi a lei americana Sarbanes-Oxley, que surgiu como um relâmpago em 2002, onde passou a exigir das empresas uma maior transparência em suas operações e prestações de conta.

O fato das métricas de TI, controle de objetivos, adequação e alinhamento estratégico serem itens importantes para a Governança de TI, existem metodologias apropriada dentre as publicações que analisei, principalmente quando apresenta soluções para todos os requisitos da Governança de TI.

Em razão da complexidade encontrada em determinar qual é definição mais adequada sobre a Governança de TI, neste artigo levei em consideração os pontos em comum de várias publicações que consultei: a especificação de estruturas e processos através dos quais os objetivos da TI são definidos, a mensuração do desempenho e a definição sobre quem toma as decisões e de qual maneira.

A partir dessas definições, a diferenciação entre a Governança de TI e a Gerência de TI fica mais evidente, haja vista que a gerência de TI está mais atenta ao fornecimento interno de produtos e serviços e o controle dos processos relacionados à área. Já a Governança de TI está direcionada a atender as demandas atuais e futuras do negócio, relevando-se mais abrangente em seu propósito e área de atuação.

Concluo este artigo, colocando uma posição bastante pessoal, que o estudo sobre os Fatores Críticos de Sucesso volta-se para as necessidades de evolução dos Sistemas de Informação, com o objetivo de atender as demandas da Empresa e voltada exclusivamente ao negócio. Entendo que uma metodologia para Gestão de TI, pode ser bastante eficiente para utilização em sistemas integrados. Levando em consideração o contexto atual da sociedade, o qual demanda cada vez mais por sistemas que possibilitam a integração entre diferentes áreas, tornando viável o alinhamento da Gestão de TI e Governança Corporativa.

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Autor

Consultor sênior na SAP Brasil - SP, certificado em Business Process Expert, desenvolvendo as atividades de consultoria PS/IM/PM - ERP e WM/DM - IS-U CCS, apoio a equipe de pré-vendas no desenvolvimento de proposições de soluções. Apoio a área comercial e arquitetos de solução em visitas comerciais a clientes com o objetivo de entender junto aos mesmos os requisitos de negócios e propor/discutir as soluções adequadas. Como arquiteto de soluções, revisões de projetos e suporte às soluções implementadas em ERP e CCS. Especialista em software de Gestão Empresarial na implementação do MCPSE, seguimento de Distribuição de Energia Elétrica. Implementou o ERP da SAP em várias Empresas do mercado brasileiro. Aproximadamente 20 anos de experiência em gerenciamento e supervisão de equipes, sendo que nos últimos 15 anos, com equipes de implementação de Sistemas CCS e ERP da SAP nos módulos WM, DM e PM. Ótimos resultados conquistados, quando em projetos do ERP no grupo EDP, cisão da CPFL / Bandeirante e Gestão de Clientes – CCS da Bandeirante Energia S. A. Pós-Graduado em Gestão do Conhecimento com ênfase em BI e CRM. MBA em Gestão de Serviços de TI. Bacharel em Administração de Empresas e Processamento de Dados.

Wantuyr Ribeiro

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