Carreira

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Estou fazendo MBA há 6 meses e ainda não apareceu o emprego para diretor. O que está acontecendo?

publicado por Alberto Parada

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Onde surgiu a ideia que fazer um MBA é sinônimo de conseguir um up grade na carreira ninguém sabe dizer, porém todos os alunos que iniciam um curso desses, tanto nas faculdades de ponta como nas ‘uniesquinas’ tem a certeza absoluta que assim que eles atualizarem o seu Linkedin com a informação que estão cursando um MBA não demorará mais que um mês para os head hunters e gerentes de RH estarem entupindo sua caixa de e-mail com ofertas maravilhosas de emprego.

Uma possibilidade é que esta ideia de ‘up grade automático’ tenha surgido em alguma reunião de estratégica de marketing em alguma faculdade que vinha perdendo cliente.

Nos últimos anos, a popularização do ensino superior tem ocorrido de maneira tão devastadora que, em um futuro não muito distante, será mais fácil encontrar faculdades nas esquinas vendendo cursos com nomes bonitos a preços populares totalmente sem qualidade, mais do que botecos vendendo cachaça.

Outra possibilidade é que esta ilusão fora concebida dentro do departamento de RH, com o objetivo de selecionar os melhores e aumentar a já acirrada concorrência para o primeiro emprego, buscando diferenciar ainda mais os candidatos, reduzindo a possibilidade de entrada de aventureiros. Assim, as empresas, após solicitarem o caminhão de certificações, cursos extra curriculares e experiências, que muitas vezes até os profissionais com anos de mercado tem dificuldade em possuir, começaram a pregar que um MBA é mandatório.

Outra alternativa que não podemos negligenciar é que esta onda possa ser uma estratégica da politica educacional do governo, afinal as inverdades pregadas nos últimos anos com o objetivo de deixar o país melhor e maior do que realmente ele é, vem tentando propagar externamente e entorpecer as pessoas internamente que somos um país de primeiro mundo mesmo com todos os problemas estruturais que em qualquer país de primeiro mundo já foi resolvido há décadas.

Com esse raciocínio, pode-se concluir que ter um grande contingente de pessoas com formação Lato Sensu (mesmo que com qualidade sofrível), pode fazer a diferença na cabeça dos comandantes da nação, afinal o que importa é colocar o país, de qualquer maneira, em posição de destaque frente a outros países em desenvolvimento.

É muito triste encontrar jovens revoltados, totalmente indignados, desiludidos dizendo que ingressaram no MBA acreditando que conseguiriam uma recolocação, no máximo, em seis meses e até agora não receberam nenhum telefonema ou e-mail com a oportunidade tão sonhada.

Não adianta vender para um garoto que mal entrou no mercado de trabalho ou que quer se recolocar, que um MBA por si só irá mudar sua carreira da noite para o dia.

Vamos esclarecer que este cenário é valido para a grande esmagadora maioria dos tupiniquins que estudam em faculdades em terras brasilis. Não estamos incluindo nesta reflexão os habitantes do topo da pirâmide (que sabemos, não chegam a 1% da população) e que tem acesso às melhores instituições de ensino internacionais. É obvio que um curso de extensão universitária nestas instituições faz diferença, não só por aqui, mas em qualquer lugar do mundo.

Sabemos que o mercado de trabalho é seletivo e exigente. Simplesmente colocar no currículo um curso com nome bonito de uma faculdade até bem conceituada, porém sem nenhum sentido com a carreira que o profissional vem trilhando, na prática não muda absolutamente nada na carreira. Serve apenas para gastar tempo (e muito dinheiro) com pouco ou nenhum retorno profissional.

Por vezes parecemos repetitivos, mas é importante esclarecer aos jovens profissionais que uma carreira sólida não se faz da noite para o dia. Requer planejamento, disciplina e muita persistência. Dar passos maiores que as pernas, como diriam nossas avós, nunca é bom e, na vida corporativa não é diferente. O tombo sempre custa muito caro, portanto antes de escolher um curso ajuste suas expectativas e saiba exatamente quais são as possibilidades de aumento de empregabilidade que ele irá agregar.

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Autor

Fundador do : descomplicandocarreiras.com.br

Alberto Parada

Comentários

4 Comments

  • Fico orgulhosa em ver como escreve bem.Continue e colecione que logo estará lançando seu livro. Saudade.Bjs

  • Olá Alberto,

    Ótimo tema e abordagem.
    Eu costumo falar muito sobre isso, como as instituições de ensino “vendem” cursos e a qualidade precária que o conhecimento é repassado. Hoje em dia não são apenas as “uniesquinas” que estão pecando, acredito que praticamente todas instituições perderam qualidade em troca de quantidade e valores atraentes.

    Recentemente tive uma séria decepção com a FIAP, onde acreditava muito ser uma das instituições que se salvavam.

    Atualmente experiência profissional e diversas certificações especializadas para mim valem muito mais do que um curso de extensão.

    Abraços!

  • Como disse o rapaz do facebook, isso é culpa dos próprios RH’s.

    Exigem nível demais elevados para cargos onde não são exigidos, aí temos funcionários desmotivados, gente que não tem condições $$$ e tem muita capacidade e inteligência perdendo vagas para mauricinhos que não querem nada da vida.

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