Cloud Computing

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Crise: E aí, vai chorar ou vai pra nuvem?

publicado por Marcio Fernandes

Figura - Crise: E aí, vai chorar ou vai pra nuvem?Em um momento altamente sensível do país, onde de 10 notícias que lemos 11 são sobre a crise, é a hora da TI mostrar de vez o seu papel estratégico dentro das empresas.

Sabemos que nem sempre é fácil mostrar isso e quase nunca temos a oportunidade de estabelecer um diálogo sobre esse assunto, mas com o cenário atual, as empresas estão cada vez mais de olho nos custos e produtividade, ou seja, nunca se deu tanto valor ao “fazer mais por menos” como agora.

Certamente você já ouviu alguém falar: “Enquanto alguns choram, outros vendem lenços”. Mas como fazer isso em um cenário tão incerto? Como posso pensar em racionalizar os custos de TI da minha empresa, fazendo mais por menos?

Simples, não adianta chorar, vá para a nuvem!

Não faça grandes aquisições mas alugue como serviço

Deixe a aquisição de equipamentos, construção e manutenção de datacenters para os grandes fornecedores de cloud.

Se sua empresa consome TI e isso é importante estrategicamente, pode fazer sentido comprar servidores, storages, switches, etc, pagando milhares de reais nessas operações, alocando-os em datacenters próprios, mantendo-os na maioria dos casos ociosos por em média 50% do tempo, certo?

ERRADO, existem diversas empresas no mercado denominadas provedores de cloud ou provedores de Infraestrutura como Serviço (IaaS), que compram equipamentos em volumes impressionantes, e que por isso, tem poder de negociação infinitamente maiores do que o da sua empresa. Dessa forma, podem repassar custos menores, vendendo como serviço, em seus mega datacenters e com contratos de níveis de serviço realmente agressivos.

Além disso, são empresas focadas nessa atividade fim, com equipes qualificadas, ambiente redundante, links de conectividade dos mais diferentes backbones e com diversos recursos de segurança. Isso mesmo que você ouviu, Segurança!

Ah, e não se esqueça, se você comprou equipamentos para a sua empresa daqui a mais ou menos 3 anos terá que comprar novamente – jogando o que possui no lixo – já que existe uma vida útil limite. Esse é o custo de refresh tecnológico.

Não compre licenciamento, alugue como parte do serviço

Por quê você vai gastar milhares de dólares em licenciamento e re-licenciamento para seus servidores, se você pode contratar infra + licenciamento, como um serviço na nuvem? E o melhor, muito mais barato do que se tivesse que comprar diretamente dos fornecedores de software.

Por exemplo, você pode criar uma instância RDS Oracle na Amazon, nas mais diferentes versões, com crescimento sob medida, sem ter que se preocupar com itens de instalação e configuração, otimizações, backups e demais tarefas em que precisaria de algumas horas de DBA.

Sim, isso só leva alguns poucos minutos para fazer e não dias, semanas ou meses para alocar equipamentos em racks, instalação e configuração de sistema operacional e banco de dados, e demais tarefas improdutivas que se transformam em custos.

E a segurança na nuvem?

Você tem certeza de que seus dados estão muito mais seguros em seu datacenter próprio do que na nuvem? Eu não apostaria.

Se seu datacenter local possui qualquer tipo de abordagem com a Internet, basicamente os problemas são os mesmos de um ambiente em cloud computing público.

Além disso, é importante pensar a segurança física do datacenter, ou seja, nos grandes provedores de Cloud existe um aparato de segurança física para que apenas pessoas autorizadas tenham acesso aos centros de dados, enquanto na sua empresa, isso pode ser bastante complicado (ou no mínimo oneroso).

Sem falar na arquitetura desses datacenters dos provedores de nuvem quanto à garantia de disponibilidade, climatização, supressão de eventos como incêndios, etc.

A Amazon AWS por exemplo possui diversos datacenters espalhados pelo mundo, os quais não têm seus endereços divulgados por questões de segurança e os dados são replicados entre essas localidades diversas vezes ao dia.

Por quê eu devo ter um parceiro especialista em nuvem, para me ajudar nessa jornada?

Ter um parceiro certo certamente irá te mostrar os atalhos para a nuvem. Isso pode representar maior eficiência no processo e também economia de curto e médio prazos.

O primeiro passo de um Cloud Expert será entender seu cenário atual, mas não apenas o que você possui de equipamentos, mas sobretudo o foco dele será no consumo e de que forma isso é utilizado. A idéia aqui é entender o que de fato você utiliza e de que forma utiliza, para desenhar uma solução sob medida com o utilizado e não com o alocado.

Por exemplo, se a sua empresa possui 10 servidores com diversos serviços lá dentro, o ideal não é espelhar seu parque atual para a nuvem, mas sim, monitorar esse ambiente por pelo menos 7 dias para compreender sua média e picos de consumo, propondo algo sob medida para comportar essa utilização, sabendo-se que é possível a qualquer momento crescer ou reduzir a configuração, por conta da característica de elasticidade da tecnologia cloud computing.

É muito comum que se tenha de partida uma economia de em média 25% (no ato da migração), e no médio prazo essa economia pode ainda aumentar.

Conclusão

Ir para a nuvem não é mais uma questão de “SE” mas de “QUANDO”. Se a sua empresa já estava pensando e experimentando a nuvem, aproveite a crise e vá adiante, certamente a crise será um motivador para que você quebre alguns paradigmas na sua empresa e mostre que é possível fazer mais por menos.

E o melhor, mostre para o CEO ou CFO da sua empresa que enquanto seus concorrentes estão chorando por conta da crise, sua empresa está indo pra nuvem, vendendo eficiência, transformando isso em vantagem competitiva, permitindo maior agilidade e redução de custos.

Ou seja, no final das contas você terá um ambiente de TI que é tecnicamente melhor e ainda demonstrará por a + b que TI é estratégica para o negócio, e não custo!

[Crédito da Imagem: Vai pra nuvem – ShutterStock]

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Autor

É especialista nos mais diversos ecossistemas de nuvem e tem como missão ser evangelizador de Cloud Computing nas pequenas e médias empresas, motivando a adoção da nuvem como forma de aumento de eficiência, redução de custos e vantagem competitiva. Bacharel em Sistemas de Informação com MBA em Gestão Estratégica da Informação pela COPPE/UFRJ. Líderança em verticais de Hosting, Cloud Computing, Software Defined Datacenter (SDDC), E-mail Corporativo e Cloud Managed Services. Principais Certificações: - Linux Professional Institute Certification (LPIC-1) - LPI 101 e 102 - Linux Professional Institute Certification (LPIC-2) - LPI 201 - SUSE Enterprise Linux Certified System Administrator 11 - Novell Certified Linux Administrator - CLA 11 Certified - Novell Datacenter Tech Specialist - DCTS Certified - VMWare Technical Sales Professional 5 (VTSP 5) - Sophos UTM/Network Protection Certified Engineer - TO30a | EL30a - Cloud Open Exam (COE)

Marcio Fernandes

Comentários

2 Comments

  • Amigo, primeiramente parabéns pelo site.
    Percebi que você é certificado em Cloud Opem Exam.
    Você sabe onde consigo material de estudo?

    Obrigado.

    • Olá Willey, fico feliz que tenha gostado do post e também sobre o portal TI Especialistas.

      Sobre a certificação Cloud Open Exam, você pode acessar http://cloud-institute.org/cloud-open-exam.html e obter maiores informações. O conteúdo são noções gerais sobre cloud, ou seja, não há um treinamento específico sobre isso a não ser o seu próprio conhecimento geral sobre o assunto.

      Um abraço e espero ter ajudado!

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