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Contra rebeliões e fugas, tecnologia

publicado por Andrei Junqueira

Contra rebeliões e fugas, tecnologiaAumento do número de presos no Brasil exige um sistema prisional mais eficiente.

A população carcerária no Brasil já é superior a 500 mil presos. Segundo estudo1 conduzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Ministério da Justiça, o número de presos no país passou de 471,2 mil em 2011 para 515,4 mil em 2012, um aumento de 9,39%. Isso sem levar em conta as mais de 34 mil pessoas alojadas em delegacias de polícia2.

Além de lidar com um número crescente de presos, o Brasil possui um sistema penitenciário aquém do ideal, a exemplo do uso de telefones celulares dentro das celas. Mas é dever das autoridades penitenciárias garantir que os lugares de cumprimento de pena sejam seguros e estejam equipados com recursos materiais e humanos capazes de corresponder às expectativas da sociedade.

Existem tecnologias inovadoras já em uso em prisões brasileiras – algumas delas brotando em meio à mata atlântica e caatinga. O município de Pacatuba, no Ceará, possui uma penitenciária de última geração, com câmeras de segurança digitais (ou IP), software de reconhecimento facial, recursos de detecção de movimento, soluções de controle de acesso e canhões de infravermelho nas muralhas. As câmeras IP proporcionam alta qualidade de imagem e maior conforto à equipe de segurança, já que os recursos de alarme eliminam a necessidade de atenção às telas o tempo todo.

A exemplo da Penitenciária de Pacatuba, outras unidades prisionais têm recorrido a soluções de videomonitoramento avançadas para alcançar uma gestão mais inteligente de seus espaços, que geralmente seguem um padrão com poucas variações.

Nas prisões, o perímetro é a barreira entre a unidade e a vida em liberdade do lado de fora. Por isso, deve dispor de meios de dissuasão e de segurança para evitar qualquer tentativa de fuga e inspecionar a circulação de elementos materiais do exterior ao interior e vice-versa.

Nessas áreas, vale a pena instalar câmeras térmicas com módulo de análise anti-intrusão. São equipamentos capazes de cobrir visualmente grandes distâncias e, como possuem a tecnologia térmica que detecta a diferença de temperatura, não têm as limitações das câmeras comuns em condições de escuridão total.

De forma complementar, o uso de câmeras IP, com proteção anti-vandalismo (que suportam golpes de até 1 tonelada) e com Amplo Alcance Dinâmico (WDR) para alta sensibilidade à luz, é fundamental para capturar vídeos de qualidade contra a luz ou durante a noite.

Nos corredores da prisão e ao longo do perímetro, é possível fazer uso do chamado Formato Corredor, que inverte as imagens de aspecto 16:9, típicos do formato de vídeo HD, em imagens 9:16, excluindo a área do vídeo que não traz informações relevantes (como paredes de um corredor).

A qualidade da imagem, aliás, é outro aspecto fundamental num sistema de segurança para uma prisão. O uso de câmeras com resolução Full HD e megapixel pode ajudar a cobrir todo um pátio com um único equipamento e evitar pontos cegos.

Inovações através do IP

As prisões também se caracterizam pela presença de múltiplos centros de controle – em geral, um centro em cada bloco e uma sala de controle que supervisiona todos os blocos. Essa necessidade de acesso múltiplo costumava ser um pesadelo para os antigos sistemas de videovigilância analógicos, mas a migração rumo ao vídeo digital permitiu visualizar múltiplos perfis de qualidade de vídeo configuráveis individualmente, mesmo utilizando um único formato de compressão, o que é muito útil porque permite definir diferentes níveis de streams em função da demanda: para visualização, gravação local ou gravação remota.

Da mesma forma, a possibilidade de armazenamento de borda (edge storage) é interessante porque permite gravar imagens nos cartões de memória SD inseridos nas próprias câmeras e criar sistemas de vídeo redundantes, resistentes a falhas e de alta disponibilidade.

Afinal, não é aceitável que, numa prisão, ocorram incidentes que não sejam registrados pelo sistema de vídeo. Até mesmo se o detento quiser desativar uma câmera, seja desconectando o cabo de rede ou aplicando spray à lente, a equipe de segurança pode receber um alerta automático.

E se os presos começarem a gritar e bater objetos nas grades, como pode ocorrer antes de um conflito? Para isso já existem câmeras que captam o áudio do ambiente e podem ser ajustadas para acionar um alerta caso o ruído ultrapasse determinado número de decibéis ao longo de determinado período.

Esses e outros desenvolvimentos recentes oferecem às prisões um conjunto de inteligências extremamente úteis para uma gestão orientada pela prevenção. As câmeras de segurança inteligentes, que já estão beneficiando algumas unidades prisionais no Brasil, podem ser um caminho para, em conjunto com outras medidas, aperfeiçoar a gestão do nosso sistema penitenciário.

[Crédito da Imagem: Câmera de Segurança –  ShutterStock]

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Autor

Andrei Junqueira é Gerente de Desenvolvimento de Novos Negócios da Axis Communications para a América do Sul

Andrei Junqueira

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