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Chega! Cansei da Carreira em Tecnologia!

publicado por Roberto Pepi

career-interest-testQuantas vezes não nos deparamos com amigos, conhecidos e casos de sucesso (ou não) que resolveram mudar drasticamente suas carreiras? Se você conseguiu chegar a um número claro, agora faça a seguinte análise: Deste total de pessoas, quantas eram de tecnologia e hoje são arquitetos, dentistas, artistas, músicos, empresários, autônomos, etc?

Não é raro encontrar pessoas que desistiram da área de tecnologia, pelos mais diversos motivos, desde pessoais, como sonhos a serem realizados em outras áreas, até motivos comuns, como a falta de interesse pela sequencia da carreira ou stress. O problema são os motivadores que a própria área gera.

Em comparação com outras áreas, a tecnologia tem problemas que não são exclusivos, mas aparecem com demasiada clareza. Por exemplo, a excelência em TI é um ponto discutível em diversas vertentes. Se analisarmos a vertente do conhecimento, não é raro encontrar pessoas que vendam um peixe maior do que possuem. Conhecimento em linguagens de programação, processos e metodologias tendem a ser testados diariamente nas atividades de um analista, porém, é facilmente vendido como conhecimento pleno e adquirido, seja em cursos de especialização, extensão, graduação entre outros. Vale sempre ressaltar que no livro é sempre mais fácil.

Outro ponto que entra como fator determinante para várias pessoas desistirem da carreira na tecnologia é a burocracia. Muitas vezes, para se conseguir algo simples, são necessários diversos processos, alçadas diferentes de aprovações e justificativas. Tanto a alteração de um prazo no projeto, o próprio agendamento de férias ou uma solicitação para instalação de software, podem passar por processos burocráticos, que tendem a atrasar o resultado final, isto se forem executados com a devida excelência.

Outro ponto que realmente motiva uma pessoa a mudar de área é a ausência de entendimento de algumas palavras, como: impacto, urgente, prioridade, risco, entre outras. Para ilustrar a falta de entendimento da palavra impacto, por exemplo, vamos fazer uma comparação um tanto desleal, da tecnologia com a medicina. Se o instrumentador de uma cirurgia que deve ocorrer às 9 da manhã se atrasa, por qualquer motivo, existe um impacto na cirurgia. Esta conclusão é a mais fácil e óbvia, porém, qual é este impacto na cirurgia? Dependendo da cirurgia, pode ser uma simples realocação de pacientes no calendário operatório, mas também pode significar risco de morte para o paciente, devendo ser tomada uma ação imediata para este problema. Na tecnologia, atrasar um projeto significa o que? Que alguém não terá algo na data que esperava; mas qual é o verdadeiro impacto deste atraso? Uma perda milionária para a área de negócios, um acordo que não será fechado, um produto que não será comprado, etc. O ponto é: muitas pessoas não enxergam o universo ao seu redor e, amparando-se em processos engessados e burocráticos, “permitem” que diversos impactos aconteçam. Isso sem contar as pessoas que simplesmente não executam suas atividades de acordo com o esperado. Muitas vezes, a frustação devido a um impacto pode desmotivar um profissional, que fez o possível para que não houvessem impactos.

Recentemente foi feita uma reportagem pelo jornal LA Times, indicando que as mulheres estão abandonando a carreira de tecnologia, principalmente devido ao preconceito na execução de suas atividades, ou seja: o ano é 2015 e ainda existem pessoas e empresas que não acreditam no potencial das mulheres nas corporações.

Este conjunto de fatores pode ser determinante para uma pessoa abandonar qualquer área, porém, claramente, na área de tecnologia, existe uma incidência muito maior de desistências. Burocracia, processos engessados, problemas de relacionamento, pressão, preconceito, falta de conhecimento, stress, má qualidade de vida e outros fatores negativos, aliados à Teoria da Desmotivação, são decisivos para uma mudança de carreira, porém, podem ser encontrados em qualquer carreira. Cabe a cada um lidar da melhor maneira possível e, acima de tudo, tentar mudar o cenário negativo. Afinal, se existe um problema, é para ser resolvido, não para ser deixado de lado.

Créditos na imagem: Blog Ready to Manage.com

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Autor

Especialista em Gerenciamento de Projetos utilizando as melhores práticas do PMBOK. ESpecialista em desenho de processos de gestão e governança de TI. Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/roberto-pepi-pmp/25/b/420

Roberto Pepi

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