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Técnicas de controle de produtividade

publicado por José Diego Mariano de Oliveira Passos

Técnicas de controle de produtividadeVários fatores e aspectos relacionados à produtividade podem ser analisados com o objetivo de se obter uma vantagem competitiva baseada em uma dimensão de tempo, para isso é imprescindível a análise de alguns objetivos de produção, tais como velocidade, pontualidade e flexibilidade.

Conforme afirma Shingo (1996) o modelo Toyota de produção foi o primeiro método de produção baseado numa filosofia de gerenciamento de produção com estoque zero, onde se procura a otimização da organização com o foco em atender as necessidades do cliente no menor prazo possível, na mais alta qualidade e ao mais baixo custo, e de forma simultânea se almeja o aumento da segurança e confiança de seus colaboradores, envolvendo e integrando não só manufatura, mas todas as áreas da organização.

Em sua essência, o Sistema Toyota de produção tem como objetivos a total eliminação do desperdício e a perseguição e eliminação de toda e qualquer perda. É o que na Toyota se conhece como princípio da subtração-custo. Este princípio baseia-se na convicção de que: Custo + Lucro = Preço. E deve ser substituída por: Preço – Custo = Lucro.

Conforme afirmam Martins e Laugeni (2005), vários fatores podem determinar a produtividade de uma empresa, merecendo destaque para os seguintes pontos:

  • A relação capital e trabalho, que indica o nível de investimento em máquinas, equipamentos e instalações em relação a mão de obra empregada;
  • A escassez de alguns recursos, como a energia elétrica que podem afetar diretamente a produtividade se não forem analisados previamente;
  • As mudanças na mão de obra, onde os custos de mão de obra aumentam conforme sua qualificação, em contrapartida aumentam as chances de se obter uma qualidade superior no produto final;
  • A inovação e tecnologia, onde um aumento da produtividade a médio e longo prazo indicam investimentos em pesquisas e desenvolvimento;
  • As restrições legais, onde podemos citar as restrições ambientais. Assim como a escassez de recursos, essas restrições devem ser analisadas previamente, buscando assim minimizar os impactos no cronograma e decorrer da operação;
  • Os fatores gerenciais, relacionados com a capacidade dos administradores de se empenharem em programas de melhoria de produtividade em suas empresas;
  • Por último e não menos importante, qualidade de vida, levado muito seriamente em consideração atualmente pelas empresas, onde as mesmas procuram melhorar a qualidade de vida de seus funcionários visando assim o aumento da produtividade.

Martins e Laugeni (2005) afirmam que o controle da produtividade diz respeito ao processo formal de gestão, que envolvendo tanto os níveis gerenciais como os colaboradores, com o objetivo de reduzir os custos. Para medir a produtividade deve-se utilizar métodos adequados utilizando dados já existentes ou coletando novos.

Atualmente existem várias técnicas de controle de produtividade como já foram citadas anteriormente e que podem ser utilizadas para obter tais objetivos, se destacando as ferramentas estatísticas. Pode-se ainda destacar aspectos existentes que contribuem para uma maior e melhor produtividade:

  • Objetos claros e adequados fixados do que se deseja alcançar através do esforço empregado;
  • Processos racionalizados visando melhores formas e mais otimizadas para realização das atividades;
  • Eficiência e eficácia na comunicação, tornando assim a compreensão do projeto mais fácil e também fornecendo uma visão do projeto de forma mais partilhada entre todos os envolvidos no mesmo;
  • Responsabilidade por parte dos executores de entender quais as atividades que devem ser executadas por eles e os objetivos que os mesmos devem procurar alcançar;
  • Planejamento participativo, procurando assim obter diferentes formas de resolução de um problema e também uma maior quantidade de informações com relação ao projeto, tornando assim o planejamento mais rico e ao mesmo tempo contribuindo para um enriquecimento de informações;
  • Motivação por parte dos envolvidos no projeto;
  • Utilização de tecnologias adequadas, que propiciam maior confiabilidade às ferramentas de controle utilizadas, permitindo assim um planejamento e controle condizente com as necessidades identificadas;
  • Competências técnicas e habilidades interpessoais condizentes com a atividade a ser executada visando assim atingir o mais próximo possível dos objetivos pré-estabelecidos através de seus conhecimentos.

Com isso podemos observar, em linhas gerais, a ocorrências na análise e retirada de dados de produtividade e eficiência entre as organizações, visando cada dia mais aprimorar seus processos.

Visando melhores resultados as empresas utilizam diversas técnicas para análise de dados, podendo assim obter informações sobre a produtividade e eficiência da empresa, seus processos e projetos.

Simultaneamente e juntamente com a busca de resultados mais expressivos e positivos, as empresas almejam a melhorias continua na qualidade dos produtos oferecidos, pois quanto menor o retrabalho, melhores serão os resultados finais obtidos na produtividade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

SHINGO, Shingeo. O Sistema Toyota de Produção: o ponto de vista da engenharia de produção. Porto Alegre: Bookman. 1996.

MARTINS, Petrônio G; LAUGENI, Fernando Piero. Administração da Produção. 2 ed. São Paulo: Saraiva, 2005.

Estudo sobre controles de produtividade e eficiência:

http://www.ucs.br/etc/conferencias/index.php/mostraucsppga/mostrappga2013/paper/viewFile/3617/1122

MONDEN, Y. Sistema Toyota de Produção. Editora do IMAM, São Paulo, 1984.

FURLAN, Erika Queiros, Material de estudo da disciplina: Gerenciamento de Projetos e Organização, AVM.

[Crédito da Imagem: Produtividade – ShutterStock]

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Autor

Profissional de TI, formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pela Universidade Católica de Brasília e cursando pós-graduação em Gerenciamento de projetos. Possui experiência com liderança de equipes, gestão ágil de projetos, análise e levantamento de requisitos de software, elaboração de documentações, desenvolvimento de sistemas e testes de software. Também possui formação em Auditoria Interna da Qualidade (NBR ISO 9001-2008). Desde 2009 trabalha em projetos de sistemas em diversas áreas, tais como gestão de contratos, gestão de planos de saúde, financeiro, auditoria de planos de saúde, gerenciamento logístico, monitoramento terrestre via satélite e celular, entre outros. Atua como articulador no site TI Especialistas (http://www.tiespecialistas.com.br/author/jose-passos/), onde publica artigos periodicamente relacionados à tecnologia, gerenciamento de projetos e liderança.

José Diego Mariano de Oliveira Passos

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