Carreira

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Ser tão capaz quanto um polvo

publicado por Thales Cunha

Pesquisadores colocaram um polvo diante de um considerável problema, pois fecharam seu alimento favorito, um caranguejo, dentro de um vidro com uma tampa de rosca. Era um daqueles vidros grandes que geralmente têm uma tampa plástica, de rosca, que muitas pessoas usam para guardar mantimentos. O vidro tinha uns trinta centímetros de altura.

Colocado próximo ao polvo, em dez segundos ele se abraçou ao vidro, tirou a rosca e pegou o caranguejo. Não havia aprendido antes. Tratava-se de um fato novo! Em outro momento mostraram que o polvo nada igual a qualquer peixe, soltando os tentáculos atrás e balançando-os como se fosse uma arraia. E que o polvo sabe se defender usando tinta preta para sua fuga e ainda sabe lutar, enroscando os tentáculos no adversário. É um ser cheio de recursos. Escala pedras, pode escalar um barco, consegue comer peixes e caranguejos, e diversos outros alimentos de casca dura.

Já um peixe, bem, este só tem um recurso, que é fugir. Não tem dois recursos, não luta, e se estiver com fome, no máximo ficará dando cabeçadas naquele vidro, a vida inteira, tentando pegar a comida. Não tem recursos físicos para abrir um vidro, pois sua evolução não foi tão inteligente a ponto de perceber a importância dos braços e das pernas – dos tentáculos. E nós? Temos sido como os polvos, repletos de recursos? Temos utilizado todos os nossos recursos naturais, de verdade? Provavelmente não. A inteligência de que somos dotados é muito superior às nossas possibilidades de utilizá-la na vida prática. Mas ocorre que no dia a dia, a rotina, uma imensa quantidade de movimentos praticamente iguais, nos deixam com a maior dificuldade de agir. Mas podemos retificar esta situação se estivermos sempre estudando, lendo e aumentando nossos conhecimentos. É importante exercitar o cérebro. Existem pessoas de mais de 90 anos que ainda jogam diariamente demoradas partidas de xadrez, um jogo que conhecem profundamente.

No nosso nível de inteligência temos realmente muito mais tentáculos do que o polvo, que não pode construir um carro para se deslocar, por exemplo. Porém, temos usado a capacidade de trabalhar com várias coisas, ser multidisciplinar mesmo, estudar muitas coisas diferentes, tanto relacionadas com o trabalho quanto com outros assuntos? Ocupamos nossa mente com novas possibilidades? Muitos problemas concretos certamente estão sendo deixados de lado devido à falta de tempo e ao cansaço. Mas nosso cérebro é muitos milhões de vezes mais capaz do que imaginamos. Temos que desenvolver vários novos tentáculos, o que é facílimo para qualquer pessoa que queira isto de verdade. Como um polvo com muitos tentáculos, seremos uma pessoa cheia de recursos. Peixe a gente encontra a toda hora, já o polvo temos que procurar. Por isso ele vale mais.  O Oceano Empresarial precisa de polvos, porque, peixes, ele já tem demais.

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Autor

Thales Cunha é empresário de TI com 35 anos de experiência na comercialização de computadores e servidores de todos os portes. Atuou em empresas como IBM, DELL, Ação Informática, entre outras. É proprietário da 4Servers Technologies (www.4servers.com.br) , empresa especializada no fornecimento de peças novas e/ou descontinuadas para upgrade de servidores e storages da HP, IBM e Dell. Edita o blog 4SERVERS TECHNOLOGIES (www.4servers.net.br) sobre Informática, Tecnologia, Vendas, Marketing, Notícias, Empresas, Eventos e Negócios.

Thales Cunha

Comentários

3 Comments

  • Excelente Artigo, meus parabéns.

    Nos faz refletir sobre o quanto podemos ir mais longe e o quanto somos capazes.

    Abraços

  • Alex, obrigado pelo seu comentário. Na vida, precisamos de reflexão a todo tempo, para poder corrigir nossos rumos.

    Abraço

    Thales

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