Recompensa: o combustível da motivação?

por Alberto Parada
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Recompensa: o combustível da motivação?

Recompensa: o combustível da motivação?Sabemos que, em algumas culturas, a motivação em fazer o melhor possível a todo tempo é algo natural que faz parte do dia-a-dia e as recompensas estão atreladas à satisfação pessoal de fazer sempre bem feito, os japoneses por exemplo recolhem o próprio lixo nos estádios de futebol, os neozelandeses contestam um arbitro por um pênalti marcado erroneamente a seu favor e em nenhum dos casos eles necessitam de recompensas para fazer o que é certo.

Em outras culturas, principalmente nos países ocidentais, a motivação está sempre associada a uma recompensa, de preferência financeira; no esporte, é comum jogadores fazerem “corpo mole” quando o “bicho” em caso de vitória numa partida ou campeonato não está definido ou não foi pago. No mundo corporativo, a expectativa de ter ou não um bônus pelo resultado de determinado projeto, pode ser a diferença entre o sucesso ou fracasso.

Essa cultura, tão endêmica e enraizada, é capaz de mudar a postura e motivação de qualquer um na situação que seja.  Veja no mundo acadêmico, por exemplo, quando o professor propõe uma atividade em grupo com o objetivo de consolidar um assunto: se não houver uma recompensa associada, como um ou mais pontos na média, a postura dos alunos será uma; no entanto, se o sucesso da atividade estiver atrelado a alguma recompensa tenha a absoluta certeza que a postura do grupo de atingir os objetivos será totalmente diferente.

Uma reflexão mais ampla coloca as recompensas no limiar do certo e do errado, do ético e do antiético. Como separar a legalidade das recompensas para os jogadores que venceram uma partida, para os alunos que executaram a contento suas tarefas, e para os profissionais que entregaram corretamente seus projetos, das recompensas pagas para conseguir privilégios em contratos, seja nas empresas públicas, seja nas privadas?

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Alguns defendem que o simples fato de estar empregado e receber seu salário em dia já é motivo mais que suficiente para estar motivado a sempre fazer o melhor; outros acreditam que colocar um desafio financeiro atrelado a resultados é o que faz a diferença entre estar ou não motivado e ser competitivo e vitorioso em um mercado cada dia mais difícil.

Como em tudo na vida, a busca do equilíbrio e dos limites das fronteiras entre o certo e o errado, o bom e ruim é o grande desafio. É certo que jamais iremos chegar ao nível de países como o Japão ou Nova Zelândia, onde a educação, responsabilidade e respeito ainda é ensinada no berço, mas precisamos urgentemente nos afastar do nefasto mal provocado pela corrupção que muitas vezes se apresenta vestida de motivação para justificar premiações e privilégios indevidos.

Será que existe solução, qual a sua opinião?

[Crédito da Imagem: Recompensa – ShutterStock]

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1 comentário

Murilo Williams 28 de setembro de 2014 - 20:42

Matéria muito boa! Realmente no sistema que vivemos é muito difícil de não atrelar uma coisa a outra, principalmente por vivermos, respiramos, dormimos, acordamos em um capitalismo cada vez mais agressivo e vida levada a alto nível de consumismo.

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