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IPV6: agora é para valer

publicado por Leonardo Itao

O primeiro grande passo oficial para a mudança foi em 8 de Junho de 2011, onde os grandes websites da Internet se juntaram para uma grande mudança tecnologica voltada ao endereçamento, que foi a troca não tão transparente do protocolo IPV4 para IPV6, que deu-se start no evento World Ipv6 Day.

Visto que esse assunto já está em discussão nos principais sites relacionados a TI e inclusive o Google lançou uma explicação bem prática referente ao tema e a mudança (devido a wave II), coloco abaixo as minhas considerações pessoais (voltada à mudanças) do protocolo IPV4 para o ‘novo’ IPV6:

Ah ! Antes de tudo acho válido apenas explicar o que de fato é um protocolo, pois, aos não técnicos ou conhecedores de redes lógicas, protocolo é um padrão que controla e possibilita a conexão entre 2 ou mais equipamentos de rede (seja computador, roteado etc). Os protocolos podem ser instituídos no software ou no hardware.

Agora sim ! segue abaixo minhas considerações sobre o novo protocolo de rede:

Espaço de Endereçamento: Ao invés dos 32 bits do IVP4, o IPV6 vem com 128 bits, ou seja, amplia o espaço de endereços IP para um número astronômico, razoáveis 300 trilhões de endereços contra o pouco mais de 4 bilhões de endereços do IVP4 . Isso resolve o problema que ocorrera em 2011, onde oficialmente terminou-se a quantidade de IP’s públicos disponíveis.

Endereçamento hierarquico: Lembra de suas aulas no CCNA, técnico ou faculdade de cálculo de IP ? No IPV6 de certa forma, não existe classe de endereçamento, o prefixo e sufixo podem estar em qualquer posição do endereço.

UNICAST, MULTICAST e ANYCAST: a forma de entrega do pacote, ou informação chega de forma mais inteligente ao destino, podendo gerar também a numeração de IP com base ao hardware do dispositivo (ex. endereço MAC)

DHCP: O IPV6 tem suporte de atribuição automática de endereços, ou seja, não haveria necessidade de implementação de um servidor DHCP na rede.

Novo formato de datagrama: Em poucas palavras, o cabeçalho foi totalmente alterado comparado ao IPV4, é bem menor e o checksum (que verifica a integridade dos dados) não existe mais, já considerando a garantia do controle de erros na transmissão do pacote

QoS: Sim, o recurso já está anexado no IPV6, permitindo assim uma transmissão e recepção mais adequada de dados, principalmente em streaming.

Mais seguro: Já suporta diversas opções de segurança, tal como a criptografia de extensão, cabeçalhos de autenticação etc.

Ao meu ver as mudanças significativas do antigo protocolo (IPV4) para o ‘inovador’ e com significativa qualidade (IPV6) são essas. Claro que tentei minimizar ao máximo a teoria para não ficar massante, porém, aconselho fortemente a acessar a documentação interativa que o Google fez para o ‘lançamento’ do IPV6′ (link na página inicial do Google) e também os diversos artigos (indicado abaixo em ‘Posts Relacionados’) de autores do site TI Especialistas que também escreveram sobre o assunto.

Que venha o IPV6 e até a próxima !

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Autor

________________________________________ 26 anos, experiência de 8 anos na área de Tecnologia, Auditor de TI com foco em Infraestrutura e Especialista em Segurança da Informação, bacharel em Ciência da Computação, cursando MBA na Universidade de São Paulo, com diversas certificações e formações técnicas. ________________________________________ skype: leonardo.itao e-mail | gtalk: leonardo.itao@gmail.com ________________________________________ “If the facts don’t fit the theory, change the facts.” - Albert Einstein

Leonardo Itao

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