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A Educação Digital – O que será de nossas Universidades

publicado por Helio Soares

Figura - A Educação Digital – O que será de nossas UniversidadesÉ claro que a tecnologia digital chegaria nas salas de aula.

Estamos prestes a presenciar e, por que não, participar de uma mudança histórica no processo de ensino e aprendizagem, em todas as esferas educacionais.

Especificamente nas Instituições de Ensino Superior (IES), como Universidades, Centros Universitários, Faculdades e outras, o modelo “cuspe e giz”, usado desde a época que nós, nossos pais, avós e quase toda a árvore genealógica (se não toda) conhecemos nunca esteve tão ameaçado.

O uso do modelo tradicional para um público ansioso, inquieto, digital e conectado é, de fato, uma contradição.

Por outro lado, as regras estabelecidas pelo MEC (Ministério de Educação), as estruturas físicas das IES, a cultura da maioria de seus gestores e os investimentos necessários para adaptar esse modelo a um mais contemporâneo são grandes barreiras a serem enfrentadas.

Dentre as transformações discutidas, estão o uso da tecnologia como meio de interação dos alunos e IES, ou seja, estudar deixa de ser um “local” para ser uma “atividade”. Deixa-se de ir à escola para estudar, seja no tablet, no celular, no campus da universidade, no LMS (learning management system), ou em uma composição destes meios.

O ponto é que, permanecer por horas sentado em uma sala de aula “observando” um conteúdo ministrado por um professor não é mais atrativo, pelo contrário.

Então, como se adaptar? A primeira fase desta transformação tem sido o modelo de Aula Invertida. Embora haja várias formas de se implementar este método, geralmente começa-se pela transição do conteúdo teórico, da sala de aula para ferramentas online de aprendizado (LMS, Redes Sociais, Canais de Vídeo etc.).

A parte prática passa a ser trabalhada através da criação de cenários que representam a vida real, com problemas a serem resolvidos pelos alunos, aplicando-se o conteúdo teórico estudado.

Desta forma, foca-se cada vez mais na prática, na execução de tarefas que testam o conhecimento e que permitam consolidar a teoria. À princípio, vivenciar uma situação próxima do real é mais cognitivo, mas eficaz na absorção do conhecimento.

O sistema de avaliação ainda necessita de adaptações. A conhecida prova, muitas vezes escrita, necessita de ser remodelada. A substituição da prova tradicional por vídeos gravados por alunos na aplicação prática do conhecimento teórico de uma disciplina e entregues em alguma plataforma online ainda não é realidade na maioria das IES, mas apresenta-se como uma alternativa. Jogos que permitam validar o conhecimento de forma lúdica e competitiva também não é uma realidade, mas pode ser uma opção.

Precisamos ainda que as normas adaptem-se rapidamente para permitir ministrar um maior volume de carga horária online, professores precisam ser treinados neste novo modelo, IES precisam investir em tecnologia, desde softwares que permitam a criação de salas de aulas virtuais, até questões mais básicas, como conectividade dos campi, conteúdo online e acessível por dispositivos móveis.

Um caminho longo, mas que que será exigido por um mercado cada vez mais tecnológico, crítico e apressado.

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Autor

Mestre em Ciência da Computação pela UNICAMP, Especialista em Gestão Empresarial pela FGV e Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU. Atuação direta na gestão estratégica de TI com fortes conhecimentos em gerenciamento de projetos de Inovação Tecnológica e participação efetiva nas definições Tecnológicas e Operacionais nas empresas. Envolvimento com equipes de produtos, apoiando as áreas de negócio através de tecnologia para implementação de projetos de inovação. 25 anos de experiência com Tecnologia da Informação com sólidos conhecimentos em gestão estratégica de TI, governança, gerenciamento de projetos e equipes, gestão de contas, gestão de serviços críticos, incluindo os seguimentos de Educação, Cartão de Crédito, Instituições Financeiras, Callcenter, atacadistas e varejistas. Experiência na gestão de grandes projetos como ERP, BI, migração de tecnologia, roll-outs, mapeamento e otimização de processos e forte atuação no relacionamento com áreas de negócio. Responsável pela gestão e planejamento de fábricas de software, outsourcing e prestação de serviços baseados em COBIT, ITIL, PMI, PMO.

Helio Soares

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