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Das boticas para o marketplace: a Internet cada vez mais importante para as farmácias

publicado por José Ricardo Ferreira

Das boticas para o marketplace: a Internet cada vez mais importante para as farmáciasPequenas farmácias têm a chance de criar sua loja virtual com os marketplaces e podem explorar um mercado que não para de crescer: os itens de cosméticos, saúde pessoal e beleza ocuparam a segunda posição do faturamento do comércio eletrônico brasileiro em 2013.

Considerada por muito tempo como a farmácia mais antiga do Brasil, a Pharmacia Popular, que funcionava desde 1830 na cidade de Bananal, em São Paulo, sucumbiu às pressões do mundo moderno. Sem clientes, encerrou as atividades em 2011, logo após o falecimento de Plínio da Graça, último proprietário e que comandou o lugar por 55 anos. Com arquitetura característica do século 19, o estabelecimento tornou-se patrimônio histórico, mas deixou de fazer sua função primordial de vender medicamentos para os cidadãos.

Como esta, muitas farmácias no Brasil passam por uma necessária mudança de perfil. Existentes desde o período colonial, quando ainda eram boticas, os estabelecimentos e profissionais dedicados à área se espalharam após a legalização do comércio, em 1640, e ganharam corpo no século 19 e início do século 20, com a regulamentação da carreira e o ensino em faculdades.

O hábito do consumidor era moldado na confiança da farmácia mais tradicional da cidade ou do bairro e, consequentemente, do farmacêutico, geralmente proveniente de uma família tradicional na área. Isso explica porque muitos farmacêuticos se lançaram à vida política ao longo do século 20.

Com o surgimento das primeiras redes de farmácias, após a década de 60, e as facilidades, principalmente no pagamento, fizeram com que os clientes migrassem para grandes lojas, colocando em risco a sobrevivência dos pequenos empresários. Grandes marcas começaram a concentrar as grandes compras, como aponta o estudo do IMS Health, em que as cinco maiores empresas do setor foram responsáveis por 29% do faturamento em 2013.

Para evitar um destino semelhante ao da Pharmacia Popular, resta aos pequenos farmacêuticos se adequarem e utilizarem a tecnologia a seu favor para garantir uma sobrevivência e estabilidade por muitos anos. O desenvolvimento do e-commerce resultou na criação de marketplaces, considerados shoppings centers virtuais por reunirem diversas lojas dentro da mesma plataforma.

Os marketplaces são uma boa alternativa para que as farmácias que não são redes ou que são pequenas possam criar sua loja virtual, ficando expostas a um público maior. Desta maneira, conseguem ampliar seu nicho de mercado, sem aumentar custos. De acordo com o relatório Webshoppers, do E-bit, a categoria “Cosméticos e Perfumaria/Cuidados Pessoais/Saúde” está na segunda posição do e-commerce nacional, com 18% de participação no faturamento total e arrecadando mais de R$ 5 bilhões em 2013.

No ambiente online o pequeno comerciante encontra outras facilidades: ele pode adquirir remédios para revender e até mesmo ter um maior controle sobre  orçamento e investimentos da companhia. Com a tecnologia, é possível que as farmácias pequenas façam um movimento mais abrangente virtualmente para continuar atraindo clientes e tornem-se competitivas e modernas, sem perder a tradição.

[Crédito da Imagem: Farmácias – ShutterStock]

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Autor

José Ricardo Ferreira é Diretor Comercial da Entire Technology Partners, Formado em Administração de Empresas, atua na área de Tecnologia há 33 anos, trabalhou na Nestlé, Villares, Consist, foi Gerente para a América do Sul na DTS e atua na área de eCommerce, onde se especializou, a mais de 10 anos.

José Ricardo Ferreira

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