A migração 2.0 – o caso das editoras de livros

por Carlos Nepomuceno
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Tecnologia na educação

Não se vê muita vantagem, com razão, de ler em um tablet/celular/computador do que no papel. É o mesmo processo digitalizado, mas o que temos pela frente como grande vantagem não é isso! Estamos fazendo mais do mesmo. Ou seja, digitalizando a topologia atual, ao invés de migrar para uma nova topologia.

Saiu no Valor  um artigo sobre a chegada do novo livro digital, que vai nos ajudar a pensar sobre a migração para o mundo 2.0 de maneira geral e, em particular, o caso das editoras.

Roberto Feith, diretor-geral da Objetiva e presidente do conselho da DLD (Distribuidora de Livros Digitais, empresa que representa as editoras Record, Objetiva, Sextante, Rocco, Planeta, LPM, Novo Conceito e da canadense Harlequin) aponta as mudanças no seguinte artigo “Livro digital estimula novos gêneros e outro perfil de leitor“.

Ele acredita que vamos ter agora:

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  • – passagem de obras do papel para digitais;
  • – redução do tamanho dos textos: a ideia é publicar obras de até 15 mil palavras.

Note que a relação do modelo texto-leitor continuará igual.  Muitos dirão que gostam do papel, não gostam de ler em telas, que o preço do digital ainda não compensa, etc.

Não se vê muita vantagem, com razão, de ler em um tablet/celular/computador do que no papel. É o mesmo processo digitalizado, mas o que temos pela frente como grande vantagem não é isso! Estamos fazendo mais do mesmo. Ou seja, digitalizando a topologia atual, ao invés de migrar para uma nova topologia.

A Cultura 2.0, que nos traz o grande diferencial, é justamente a criação de uma plataforma que permite uma nova maneira de estabelecer a troca entre o produtor-consumidor, em qualquer área. Não há possibilidade de se beneficiar disso de forma mais relevante, a não ser criando a nova plataforma, como vemos no modelo abaixo:

 

Nesse modelo o autor e o leitor e o leitor e o leitor estão na mesma plataforma, que permite:

O autor:

  • escrever direto na plataforma;
  • atualizar os textos na plataforma, quando achar que deve, espalhando para todos que o recebem;
  • receber comentários, sugestões, críticas;

O leitor:

  • Receber as atualizações feitas pelo autor;
  • Poder compartilhar a leitura com seus amigos, alunos, conhecidos, etc, tanto o livro todo, quanto uma página, um parágrafo, uma frase;
  • Poder traduzir qualquer texto de qualquer língua para qualquer língua;
  • Poder tirar uma dúvida sobre qualquer palavra;
  • e conhecer o histórico de leitura sobre cada texto, obtendo as marcas feitas por quem já leu, a critério do leitor.

Note que tais vantagens nos levam para um novo mundo de leitura de livros, que será uma grande vantagem principalmente nos livros técnicos, didáticos, de conhecimento.

É um salto quântico do que temos hoje e quando tivermos algo assim ninguém mais poderá dizer que prefere o livro de papel, a não ser para casos muito particulares.

Concordas?

Que dizes?

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2 comentários

dimas l. castro 25 de junho de 2013 - 10:19

Carlos -com apreço.
Bem, sou escritor com obras publicadas na saúde e tenho enveredado também pela literatura de romance e autoajuda, mas meu foco predileto é a dor e sua ação nefasta (20 anos de pesquisa). Se você se interessarem estou a disposição.
Sucesso.

Amor Espirita 24 de março de 2017 - 13:12

A migração 2.0 – o caso das editoras de livros – TI Especialistas Galera, acessei o site Namoro Espirita e finalmente achei um site para espíritas e simpatizantes a fim de relacionamento sério! Muito Bom! http://www.namoroespirita.com.br Aprovei:)!

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