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Que tal ajudar na cura do câncer ou da zika com seu computador?

publicado por Leandro França de Mello

Figura - Que tal ajudar na cura do câncer ou da zika com seu computador?Você já pensou em usar o seu computador para realizar uma mega pesquisa de codificação do Genoma?Ou para predição de fenômenos atmosféricos? Ou para ajudar na pesquisa do câncer infantil? Ou ajudar na pesquisa sobre a zika? Ou inclusive, na busca por vida extraterrestre? Já pensou em colaborar com grandes centros de pesquisas e universidades, mesmo não sendo um acadêmico e mais….mesmo não tendo um super computador. Pois bem,essa proeza é possível sim.

Um projeto social global capitaneado pela IBM, o World Community Grid foi criado em 2004 com a missão de ajudar no avanço de pesquisas que buscam tratamentos e a cura de doenças. Através da tecnologia de grade (grid computing), a capacidade ociosa dos computadores é utilizada para acelerar o desenvolvimento dessas pesquisas.

Estima-se que atualmente 650 milhões de computadores estejam ociosos em todo o mundo. Existe uma capacidade computacional gigantesca a ser explorada. Toda a rede do Community Grid é mais poderosa que vários supercomputadores juntos.

Qualquer pessoa que tenha um computador e até mesmo um smartphone com Android pode participar. Vale lembrar que é preciso cadastrar-se como brasileiro para que o número de participantes no Brasil continue crescendo.

O programa funciona sozinho. O único papel do participante é entrar no site, baixá-lo, registrar-se, escolher os projetos que deseja participar. Depois disso, ele roda automaticamente quando o computador estiver ocioso, como se fosse um descanso de tela. Há clientes para Windows, Linux, OSX e Android.

O computador ficará mais lento quando o WCG estiver trabalhando? Não, o software do Grid é leve e pode ser instalado em qualquer computador ou smartphones Android com acesso à Internet. O World Community Grid está configurado para ter a menor prioridade de acesso na capacidade computacional do laptop ou do PC dos participantes. No caso dos smartphones, o grid só rodará quando o aparelho estiver carregando e ligado à uma rede wifi. O software não interrompe nenhum outro trabalho que esteja sendo feito. Ele só começa a operar quando o computador estiver realmente ocioso e com capacidade disponível.

A IBM acredita que uma das melhores formas de aumentar o alcance desse projeto social é através de parcerias com instituições públicas e privadas.

São mais de 180 parceiros em todo o mundo, algumas deles no Brasil (Prefeitura de Petrópolis, Pulsar, GET e GZERO) e a missão da área de cidadania corporativa da IBM é aumentar cada vez mais este número.O principal projeto nacional no Grid hoje é o ligado à pesquisa da Zika. Uma parceria com a Universidade Federal de Goiás e a Fiocruz. O projeto OpenZika é dirigido pela pesquisadora, DrªCarolina Horta Andrade, especializada em química medicinal e computacional.

A prefeitura de Petrópolis em 2009 se tornou a primeira cidade do mundo a participar do projeto. A partir dessa parceria, os funcionários da prefeitura são incentivados a instalar o software em seus computadores.E atualmente a Secretaria Municipal de Educação de Duque de Caxias aderiu ao projeto e colocará todo seu parque tecnológico espalhado em 173 colégios a serviço do Grid. Uma iniciativa visionária do secretário de educação Marcos Villaça.

O foco agora são universidades. A ideia é apresentar o projeto para faculdades de todo o Brasil para que elas participem e incentivem seus alunos a contribuírem. Quanto maior for a rede, maior é grid de processamento.

O World Community Grid permite analisar em um dia o mesmo número de amostras que um computador tradicional levaria aproximadamente 130 anos para processar. O poder de processamento do grid hoje é de 492.597 TFLOPS. Numa de rede de 500.939 usuários e mais de 700 mil dispositivos conectados à rede do Grid. No Brasil há 11.944 membros e 44.851 dispositivos ligados à rede.

Portanto amigos internautas,vamos dar um uso mais digno e produtivo para nossas máquinas,que muitas das vezes são usadas à toa, com protetores de tela bonitinhos,que nos inspiram com palavras de auto-ajuda,mas que na prática não servem para nada.Vamos usar nossas máquinas verdadeiramente para o bem do próximo,nosso e de toda a humanidade.Vamos dar nossa contribuição à defesa do meio ambiente,da saúde e do progresso. Isso tudo sem fazer esforço algum e fazendo toda a diferença.

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Autor

Leandro é analista de sistemas,professor e empreendedor na internet desde a década de 90. Desde então,vem desenvolvendo projetos no setor público e privado. Seu foco de estudo são as tecnologias baseadas em Open Source, inovações do Linux, Google e tudo que tiver relação disruptiva com TI e os negócios. Leandro França de Mello é entusiastas das tecnologias de código aberto, pesquisador e CEO da EXP Codes, uma boutique de soluções em TI.

Leandro França de Mello

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