Cloud Computing

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Usando a Estratégia para repensar o ambiente de TI com Cloud Computing

publicado por Joao Bosco Seixas

Recentemente ao ler o artigo do Cezar Taurion sobre Analise de tendências na área de TI, surgiu a ideia de falar um pouco sobre Cloud Computing e a forma como ela vem sendo tratada nas organizações. Tudo que o Cezar fala em seu artigo faz perfeito sentido, mas muitas pessoas ainda não conseguem ver a importância e os trade-offs envolvidos em seguir tendências. Seguir tendências nem sempre se trata do aspecto tático e operacional na empresa, as vezes é uma questão estratégica e envolve mudanças profundas em todo o negócio.

Importância estratégica

Os provedores de Cloud hoje em dia, vendem esse grupo de tecnologias e plataformas como uma pílula mágica para quase todo tipo de problema.  Então nesse ritmo, alguns estão guiando as implantações de infraestrutura de Cloud apenas como uma questão tática e operacional, o que pode ser muito perigoso.

Tratar esse novo ciclo da tecnologia apenas como uma compra de nova solução tecnológica é a abordagem errada. É preciso construir uma abordagem estratégica global, pensar em como essa tendência deve participar e afetar o negócio da sua empresa, para só depois, traçar um plano operacional que suporte essa estratégia.

É preciso considerar alguns fatores para melhor tomada de decisão, como por exemplo, a forma que a empresa utiliza e oferece serviços de TI, o desempenho organizacional e a integração do negócio com usuário e cliente final. Não podemos esquecer que a capacidade de inovação também é de grande importância para essa analise. Todos esses aspectos citados e muitos outros que não foram mencionados são estratégicos a empresa e por isso devem ser decisões tomadas pelo CIO e não pelo nível tático ou operacional.

Uma analogia que se enquadra perfeitamente no cenário atual do mercado é a do mecânico que compra o motor de um carro. Quando você decide por uma plataforma de Cloud, você tem que ter em mente que está comprando um motor e não o carro inteiro. Você vai precisar do conhecimento para construir todo seu carro com aquele motor. É nesse momento que a compra tática pode falhar completamente, pois é preciso ter um direcionamento estratégico correto para construir um bom carro com esse novo motor. Caso aconteça o contrario, o novo motor nunca vai entregar todo o seu potencial.

Ti Ágil

Ter um ambiente de TI Ágil quando se fala em Cloud Computing vai muito além de provisionamento rápido de recursos e troca de CAPEX por OPEX. A entrega de TI está mudando gradativamente, a computação em nuvem, na sua organização, não é uma oportunidade de fazer as mesmas coisas de forma mais rápida, é uma oportunidade para entregar valor e melhorar os serviços de TI de forma adaptativa para o seu negócio.

Como você vai entregar TI de forma mais rápida e adaptável se você ainda usa os mesmos processos antigos? A mudança de processos na TI Ágil é estratégica e por isso deve ser tratada com toda atenção, pois irá afetar diferentes níveis da organização.  Como fazer tudo isso se você não reorganizar sua forma de lidar com os clientes internos e fluxos de aprovação?

Nessa nova forma de entregar TI você deveria ser capaz de testar e implementar em menos tempo e por menos dinheiro do que custaria no passado. Uma mudança na forma como se revisa e aprova novas ideias também é importante. Devemos buscar um ponto onde, escrever, detalhar e enviar um projeto para revisão de um nível executivo será mais custoso do que fazer uma prova de conceito em questão de dias ou horas e realmente demonstrar o valor quase que imediatamente com pouco ou nenhum custo. A TI Ágil proporcionará uma aproximação maior de metodologias como Customer Development aplicada a usuários internos da corporação e também a clientes finais.

A doença do “possuir e controlar”

Essa doença afeta diretamente a estratégia e tem a ver com ter a propriedade e possuir a sensação de controle. O medo de não ser “dono” de algo, ainda contamina muitas pessoas e para elas é difícil deixar a sensação de controle sobre o que possui, principalmente quando isso pode custar seu emprego. Pena que na maioria dos casos, esse medo de ”não possuir”, não venha acompanhado de uma extensiva analise de ”riscos x benefícios”. A verdade é que temos medo do novo, mas isso deveria ser um estimulo para fazer um estudo de oportunidade e risco detalhado.

Essa doença tem sintomas visíveis, e o mais perceptível é o atraso na adoção de soluções que podem realmente agregar valor ao seu negócio e promover mudanças. Não estou defendendo a adoção de novas tecnologias indiscriminadamente, já que um dos maiores pecados que se pode cometer nessa área é adotar a tecnologia simplesmente por tecnologia. Eu me refiro a chances de melhoria em gerenciamento, execução do core business e até da melhoria de custos. Se você perde o “timing” de adoção de uma nova tecnologia, você deixa de gerar diferencial e passa a correr atrás do prejuízo. Esse é o grande perigo dessa doença.

Formar uma TI Ágil, é um processo de criação de cultura junto ao time, isso não se faz da noite para o dia, tão pouco se dá facilmente em uma estrutura “comando-controle” com a “imposição” dessa nova cultura.

No final, todos precisam repensar sua maneira de trabalhar e seu real significado na corporação, só assim é possível reconstruir o ambiente de TI para que ele consiga atuar de forma estratégica para a empresa e não apenas como um centro de custos subordinado ao setor financeiro ou administrativo. O único aspecto que pode trazer o verdadeiro diferencial competitivo em longo prazo é a inovação, e se você não for o inovador no seu mercado, provavelmente fará parte daqueles que correrão atrás do prejuízo depois.

Conclusão

Não devemos encarar essa questão pela ótica do “Por que Cloud?” e sim através de um olhar estratégico que defina como um ambiente ágil de TI irá permitir entregar mais valor ao negócio e resolver os problemas dos clientes.

Identifique um bom provedor de solução de nuvem, que tenha capacidade de dar suporte aos seus questionamentos e ajudar a traçar uma linha estratégica para o uso de Cloud Computing na sua empresa. Quando não for possível ter esse suporte, não abra mão de contratar uma consultoria ou profissionais com experiência nesse tipo de transição que possam adicionar valor para sua empresa. Em resumo, não tenha medo de pedir ajuda para iniciar nesse novo ciclo tecnológico.

Cloud Computing não é apenas um novo conjunto de hardware, é uma mudança de paradigma sobre como a TI ajuda e suporta o negócio.  Ao tomar a decisão sobre a nuvem, pense de forma estratégica e isso poderá mudar todo o negócio e a forma como a empresa pensa sobre TI também.

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Autor

João Bosco Seixas tem formação na area de TI e MBA pela FGV. Trabalha desde 2006 com tecnologia na area de desenvolvimento de software, desempenhando diversos papeis nessa vertical de atuação. Desenvolvedor de soluções de software por paixão e empreendedor por opção, fundou um site de e-commerce e a empresa de tecnologia Inteligência Digital. Participante atuante da comunidade de desenvolvimento de software na Bahia, fundou o grupo .NET Salvador, co-fundador do grupo Dev in Bahia e co-organizador dos encontros Startup Dojo na Bahia. Possui experiência com consultorias para empresas nos ramos de Cloud Computing, Desenvolvimento e Arquitetura de Software.

Joao Bosco Seixas

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