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HTML5: O que vem por ai ?

publicado por Daniel Cheida de Oliveira

Muito tem se falado sobre a chegada do HTML5 e seu pacote de melhorias para a web, mas não deixo de pensar que se trata do bom o velho HTML, claro que muito revigorado e tão robusto quanto o logo que lhe foi dado.

O momento desta chegada não poderia ser mais oportuno, uma época em que vivenciamos transformações na forma como lidamos com a informação e especialmente com o tipo de dados que capturamos e compartilhamos.

A necessidade atual de expor dados que vão além de textos e imagens multiplica o potencial desta tecnologia. Fenômenos como o crescimento acelerado do uso de geoprocessamento, a disseminação do conceito de gamification (com indicadores e gráficos bem elaborados) e o compartilhamento de mídia na internet demandam uma tecnologia capaz de exibir todo este conteúdo de forma estruturada e interativa.

Até pouco tempo atrás este era um papel quase exclusivo das ferramentas RIA (Rich Internet Applications), verdadeiros executáveis rodando no cliente, mas no contexto do navegador e se fundindo com o HTML. Há quem diga inclusive que a evolução do HTML pode acabar com estas tecnologias, mas não aposto nisso, já que o conhecido Adobe Flash e o mais recente Microsoft Silverlight ainda desempenham um papel importante nas aplicações corporativas.

Sim, o HTML5 (combinado com o CSS3) é capaz de fazer as belas animações que conceituaram o Flash e ainda possui recursos de mídia para fazer frente ao Silverlight, mas com certeza fica atrás num quesito crucial para a escolha da tecnologia, a produtividade.

As tecnologias RIA trazem consigo poderosas ferramentas, frameworks e modelos de arquitetura que aumentam consideravelmente a produtividade das equipes de desenvolvimento.

Há muito tempo o Flash deixou de ser apenas uma ferramenta de animação e passou a agilizar consideravelmente a construção de aplicações para a web através da tecnologia Adobe Flex, que combina o Flash com o poderio do Java. O Silverlight também possui esta característica em seu DNA, tendo sido concebido com foco nas aplicações corporativas e na plataforma .NET, e surpreendendo muito quanto à produtividade e à portabilidade de aplicações desktop para a web.

Tendo em vista que o novo HTML é menos produtivo e perde ainda em termos de segurança para as tecnologias RIA, o que podemos esperar dele ?

A favor do HTML5 está o simples fato de que esta tecnologia é a base de toda a internet que conhecemos, o que o leva a ser compreendido por praticamente todos os navegadores do mercado, inclusive em dispositivos móveis que costumam rejeitar as tecnologias RIA.

Acredito que as tecnologias RIA continuem a ter seu espaço no seguimento corporativo, onde a produtividade e a segurança são primordiais, mas perderão mercado para o HTML5 sempre que a audiência da aplicação for púbica, por ser compatível com praticamente todas as plataformas disponíveis no mercado.

A Gartner coloca o HTML5 no pico das tecnologias com expectativas infladas, mas o que vemos na prática não condiz com esta previsão. Os navegadores comuns e de dispositivos móveis vêm se atualizando rapidamente, e empresas como a Microsoft tem investido pesado em campanhas de incentivo e capacitação da comunidade de desenvolvimento.

Para finalizar sugiro que não percam o timing desta tecnologia, a hora de se capacitar é agora, quando a demanda ainda é baixa, mas muito crescente.

Abraços!

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Autor

Daniel Cheida é especialista na Cosin Consulting e possui 9 anos de experiência em consultoria de TI, atuando em projetos de arquitetura de softwares e soluções de Business Intelligence. É especialista em tecnologias Microsoft, as quais ajuda a propagar como Microsoft Certified Trainer.

Daniel Cheida de Oliveira

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