Cloud Computing

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Dilema: Quando migrar para a nuvem?

publicado por Anderson Rodrigues

Figura - Dilema: Quando migrar para a nuvem?Comecei a me interessar por aplicações na web, ainda no século passado. Falando desse jeito me sinto meio jurássico. Mas com a velocidade que a tecnologia evolui, se voltarmos apenas quinze anos no tempo, podemos ver os incríveis avanços que a tecnologia teve. E se pararmos para fazer uma previsão de como serão os nossos próximos dez anos, veremos que esse salto será muito maior.

Em no. Início do ano 2000, estava prestando uma consultoria quando fui indagado pelo dono da empresa sobre como economizar com tecnologia. Olhei nos seus olhos e sorri, respondendo que Tecnologia é commodity. Interessante que essa empresa se tornaria dez anos mais tarde a maior empresa no seu segmento de logística internacional no Brasil.

Bem, quando falamos de nuvem, muitos pensam nas nuvens. Não, não estamos falando daquela nuvem que estamos acostumados a ver no céu e imaginar formas. Estamos falando de Cloud. Cloud Computing, ou seja, computação em nuvem. Esse termo vem do inglês que se refere à utilização de memória, da capacidade de armazenamento e dos computadores e servidores compartilhados, espalhados e interligados por meio da internet. Esse é o princípio de grid computing, e lá vamos nós ao inglês de novo, que nada mais é que um modelo capaz de alcançar uma lata taxa de processamento, dividindo as tarefas entre os diversos equipamentos, podendo estar numa rede local ou em uma rede de longa distância.

E como funciona?

Todo o armazenamento dos dados é feito na forma de serviços que podem ser acessados de qualquer parte do mundo, a qualquer hora, não havendo necessidade da instalação de qualquer programa ou mesmo de armazenara dados. O acesso a programas, serviços e arquivos é remoto, ou seja, através da internet – daí a alusão à nuvem. Sendo assim, o uso desse modelo (ambiente) é mais viável do que o uso de unidades físicas (servidores, computadores).

Isto quer dizer que a partir de qualquer computador, de qualquer lugar, podemos ter acesso às informações, arquivos e programas num único sistema, independente de plataforma. Nossa única preocupação é ter acesso a um equipamento que esteja conectado à internet.

Uma de suas características é seu posicionamento dinâmico de recursos sobre demanda, com o mínimo de esforço;

Escalabilidade, pagamento correto (pagamos com base no que é realmente consumido) ao invés de uma taxa fixa, visão unificada do todo, distribuição geográfica dos recursos de forma transparente ao usuário.

Após conhecermos melhor como a nuvem funciona, chegou a hora de conhecermos sua tipologia:

IaaS – do inglês: Infrastructure as a Service ou Infraestrutura como Serviço (em português): quando se utiliza uma porcentagem de um servidor, geralmente com configuração que se adeque à sua necessidade. (p. Ex.: Softlayer)

PaaS – Em inglês: Plataform as a Service ou Plataforma como Serviço (em português): utilizando-se apenas uma plataforma como um banco de dados, um web-service, etc. (p.ex.: IBM Bluemix, Windows Azure e Jelastic).

DevaaS – Em inglês: Development as a Service ou Desenvolvimento como Serviço (em português): as ferramentas de desenvolvimento tomam forma na computação em nuvem como ferramentas compartilhadas, ferramentas de desenvolvimento web-based e serviços baseados em mashup.

SaaS – Em inglês: Software as a Service ou Software como Serviço (em português): uso de um software em regime de utilização web (p.ex.: Google Docs , Microsoft SharePoint Online).

CaaS – Em inglês: Communication as a Service ou Comunicação como Serviço (em português): uso de uma solução de Comunicação Unificada hospedada em Data Center do provedor ou fabricante (p.ex.: Microsoft Lync).

EaaS – Em inglês: Everything as a Service ou Tudo como Serviço (em português): quando se utiliza tudo, infraestrurura, plataformas, software, suporte, enfim, o que envolve T.I.C. (Tecnologia da Informação e Comunicação) como um Serviço.

DBaas – Em inglês: Data Base as a Service ou Banco de dados como Serviço (em português): quando utiliza a parte de servidores de banco de dados como serviço.

Os modelos de implantação vão depender muito das necessidades das aplicações que serão implementadas, do tipo de informação e do nível de visão desejado.

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Podemos ter nuvens Privadas, Públicas ou Híbridas.

As nuvens privadas são aquelas que possuem toda a infraestrutura voltada apenas para uma única empresa. Esse tipo de nuvem dá ao cliente total controle sobre como as aplicações são implementadas na nuvem. Por exemplo: você adquire um equipamento blade. Esse tipo de equipamento lhe dá uma versatilidade incrível em relação aos equipamentos convencionais. Numa outra oportunidade falarei a respeito desse fantástico equipamento. Agora, imagine que neste ambiente possuímos servidores (virtuais) rodando num mesmo hardware (equipamento), consumindo e ao mesmo tempo compartilhando recursos; como memória, processamento e disco. Essa é a sua nuvem privada.

As nuvens públicas são aquelas executadas por terceiros. As aplicações de diversos usuários ficam misturadas nos sistemas de armazenamento, o que pode parecer ineficiente a princípio. Porém, se a implementação de uma nuvem pública considera questões fundamentais, como desempenho e segurança, a existência de outras aplicações sendo executadas na mesma nuvem permanece transparente tanto para os prestadores de serviços como para os usuários.

E por fim, nas nuvens híbridas temos uma composição dos modelos de nuvens públicas e privadas. Elas permitem que uma nuvem privada possa ter seus recursos ampliados a partir de uma reserva de recursos em uma nuvem pública. Essa característica possui a vantagem de manter os níveis de serviço mesmo que haja flutuações rápidas na necessidade dos recursos. A conexão entre as nuvens pública e privada pode ser usada até mesmo em tarefas periódicas que são mais facilmente implementadas nas nuvens públicas.

Um ponto muito forte quando estamos falando em computação em nuvem, é a sua escalabilidade. E isso é uma característica fundamental na computação em nuvem. As aplicações desenvolvidas para uma nuvem precisam ser escaláveis, de forma que os recursos utilizados sejam ampliados ou reduzidos de acordo com a sua demanda.

Essa escalabilidade deve ser transparente, não sendo importante saber onde estão armazenados os dados fisicamente e de que forma eles serão acessados. É muito importante entendermos que essa escalabilidade pode ser dividida em horizontal e vertical, ou seja, uma nuvem escalável horizontalmente tem a capacidade de conectar e integrar múltiplas nuvens para o trabalho como uma nuvem lógica. Já uma nuvem escalável verticalmente pode melhorar a própria capacidade, incrementando individualmente seus nós existentes.

Quando estamos falando de computação em nuvem é preciso ficar claro que uma e senão sua maior vantagem é a possibilidade de utilizar softwares sem que estes estejam instalados no computador. Mas ainda há outras vantagens que eu gostaria de deatacar:

  • Na maioria das vezes o usuário não precisa se preocupar com o sistema operacional e hardware que está usando em seu computador pessoal, podendo acessar seus dados na “nuvem computacional” independentemente disso;
  • O trabalho corporativo e o compartilhamento de arquivos se tornam mais fáceis, uma vez que todas as informações se encontram no mesmo “lugar”, ou seja, na “nuvem computacional”;
  • A manutenção da infraestrutura física de redes locais cliente/servidor, bem como da instalação dos softwares nos computadores corporativos diminui consideravelmente, pois esta fica a cargo do provedor do software em nuvem, bastando que os computadores clientes tenham acesso à Internet;
  • Os softwares e os dados podem ser acessados em qualquer lugar, basta apenas que haja acesso à Internet, não são mais restritos ao ambiente local de computação, nem dependem da sincronização de mídias removíveis.
  • Infraestrutura necessária para uma solução de computação em nuvem é bem mais enxuta do que uma solução tradicional de hospedagem ou alojamento, consumindo menos energia, refrigeração e espaço físico e consequentemente contribuindo para a preservação e o uso racional dos recursos naturais.

Muitas empresas fazem um forte investimento a fim de manter a garantia de operação de seus serviços, porém quando existe uma incerteza sobre essa demanda faz-se necessário manter uma margem de segurança. E é essa margem que vai acabar acarretando uma subutilização de recursos computacionais. Assim aqui que é visto pelo pessoal de TI como custo operacional, é visto pelos departamentos financeiro e contábil como despesa. É como você adquirir um carro importado de uma marca conceituada, onde você, após cinco anos avalia o que foi pago de seguro para este veículo e que nunca foi usado. Mas você pagou para se proteger de uma “possível avareza”.

Nos gráficos abaixo demonstramos dois cenários:

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No primeiro gráfico (data center local) nos mostra a necessidade de um investimento em recursos afim de atender a demanda. Como os recursos são fixos, não existe a possibilidade de se desfazer da infraestrutura adquirida, isso sem contar os gastos com licenciamento e recursos humanos (pessoas e instituições que garantem o funcionamento das operações e sistemas de TI). É notável a quantidade dos recursos que são subutilizados ao longo do tempo.

Já o segundo gráfico (data center em nuvens) mostra o uso de Cloud Computing como alternativa ao data center local. Podemos ver que através da elasticidade de seus serviços, havendo uma demanda, a mesma porá ser ampliada. O fato de não subutilizarmos recursos e nem deixarmos de atender as requisições, ao longo do tempo, representa sem dúvidas uma grande redução de gastos com TI.

Mas, nesse mundo de nuvens não existem desvantagens? Sim existem. E posso dizer que a maior desvantagem da computação em nuvem vem fora do propósito desta, que é o acesso à internet. Caso você perca o acesso, comprometerá todos os sistemas embarcados.

  • Velocidade de processamento: caso seja necessário uma grande taxa de transferência, se a internet não tiver uma boa banda, o sistema pode ser comprometido. Um exemplo típico é com mídias digitais ou jogos;
  • Opções mais limitadas: Esta é uma limitação técnica. Não é possível (pelo menos atualmente) desenvolver um software muito complexo que processe a informação fora do computador local.

E você pode estar se perguntando nessa altura do campeonato: E a segurança?

Uma das coisas que mais tira o sono entre profissionais de TI relativas à implantação e utilização do Cloud Computing refere-se ao quesito segurança. Resultados preliminares de entrevistas feitas pela empresa TheInfoPro com profissionais de segurança das mil maiores empresas americanas apontam que 53% deles estão “muito preocupados” com a adoção de soluções hospedadas em nuvem.

Toda está preocupação demonstrada está baseada, geralmente, a questões de privacidade das informações que estão na nuvem, a existência de planos de contingência caso a infraestrutura da nuvem entre em colapso e o possível início de uma “onda” de ataques direcionadas à própria nuvem que poderá se iniciar quando da utilização em larga escala do Cloud Computing.

Uma pergunta que eu sempre fiz quando estou buscando um possível fornecedor de Cloud Computing: Sabendo que falhas e erros são sempre possíveis, caso a nuvem deixe de funcionar, todos os dados estão comprometidos e podem, eventualmente, ser perdidos. Como fornecedor, o que acontece com as minhas informações em caso de um desastre?

Mesmo a empresa não sabendo onde seus dados estão, um fornecedor em Cloud deve saber o que acontece com essas informações em caso de desastre.

Outra coisa muito importante é a investigação de atividades ilegais. Em Cloud Computing, esses tipos de monitoramento são especialmente difíceis de investigar, uma vez que o acesso e os dados dos vários usuários podem estar localizados em vários lugares, espalhados em uma série de servidores que mudam o tempo todo.

Gostaria de compartilhar com vocês alguns casos de sucesso: Netflix, Etsy e HealthHiway.

A Netflix utiliza dos recursos da nuvem para atender à demanda para seu serviço de aquisição de filmes e programas de TV pela internet. Devido à alta demanda por filmes e shows, a empresa enfrentava gargalos de capacidade nos horários de pico. Como começou a superar as suas capacidades de data center, decidiu migrar seu site e serviçoS de streaming para um ambiente de cloud. Este movimento permitiu que a Netflix crescesse e expandisse sua base de clientes sem precisar aumentar o seu centro de dados.

A Etsy (www.etsy.com), uma empresa online de produtos artesanais que reúne vendedores e fornece recomendações para compradores; usar a estrutura de custo da nuvem no modelo “pague conforme o uso”, foi o que isentou a empresa da necessidade de investir em hardware, software, evitando assim o pagamento de taxas de licenças de software.

Utilizando recursos baseados em nuvem, a empresa hoje é capaz de analisar os dados de aproximadamente um bilhão de exibições mensais de seu site, utilizando a informação para criar recomendações de produtos aos usuários. A flexibilidade de custos proporcionada pela nuvem forneceu à Etsy acesso a ferramentas e poder de computação que normalmente só estaria acessível a grandes varejistas.

A indiana HealthHiway, rede de informações sobre o sistema de saúde do país hospedada na nuvem, que permitiu a troca de informações e transações entre os profissionais, empregadores, contribuintes, profissionais, administradores e pacientes.

Ao conectar mais de 1.100 hospitais e 10.000 médicos, a solução da empresa permite otimizar a colaboração e compartilhamento de informações, ajudando a oferecer serviços de saúde a custos mais baixos, ponto essencial em mercados em crescimento.

A quantidade de usuários de cloud computing deve alcançar em torno de 1 bilhão, ultrapassando os 800 milhões em 2015, de acordo com o IHS iSuppli Mobile and Wireless Communications Service.

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Como podemos observar no gráfico acima, o número deve saltar para mais de 1,2 bilhão no ano de 2017, representando um aumento sólido de 20%.

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Em resumo, desde o período do 2º semestre de 2012 e com destaque para todo o ano de 2013, podemos afirmar, de acordo com a figura acima, que o número de provedores e empresas usuárias de Cloud Computing aumentou significativamente e se tornou uma realidade no ambiente de TI no Brasil. Ou seja, “estamos no melhor momento para os atores desse mercado atingirem seus objetivos: Vendas, receitas e consolidação de posicionamento para os provedores e ofertas e aquisições mais adequadas para as empresas consumidoras de produtos e soluções de TI. ”, afirma Anderson Baldin Figueiredo para o site (http://corporate.canaltech.com.br). Há uma grande expectativa para que esse número aumente progressivamente nos próximos anos.

Concluímos que o Cloud Computing é uma nova tendência e que crescerá nos próximos anos, conforme vimos, esse novo paradigma oferece diversos benefícios. Proporcionando as empresas economia de recursos, com a possibilidade de expansão elástica da capacidade, foco em seus negócios e uma comodidade aos usuários comuns de poderem acessar de qualquer lugar e a diminuição dos gastos com a utilização de softwares no dia-a-dia, não mais pagando sobre a licença completa e sim um aluguel pela sua utilização, de forma semelhante ao que acontece nos dias de hoje com a contratação da eletricidade. As atividades como instalação de servidores, manutenção da operação, armazenamento de dados, e oferta/atualização dos aplicativos em si seriam realizadas fora do alcance das empresas usuárias dos serviços. E para essas empresas usuárias, bastaria a contratação do serviço desejado, que seria prestado via Internet.

Por fim, como ocorre para quase todas as novas tendências tecnológicas, assim como telefones celulares, rede sem fio e novos tipos de criptografia, a computação em nuvens apresenta ainda pontos não amadurecidos, e que deverão ser alvo de aprimoramentos num futuro não muito distante.

Deixo agora minha opinião sobre o uso de Cloud Computing:

Eu sou usuário da AMAZON há três meses. E posso afirmar que tem sido uma experiência muito agradável. Vale quanto paga, essa seria minha denominação para este tipo de recurso. A ideia de eu só pagar pelo que eu consumir é fantástica. Imagine você poder em questões de minutos pular de um servidor com 2 processadores, 4GB RAM e 100 GB de SSD; para um servidor com 16 processadores, 128 GB RAM e os mesmos 100GB de SSD. Rodar as tarefas pertinentes a massa de dados e depois voltar com a mesma facilidade; pagando exatamente o que foi consumido e nada mais por isso.

Sendo assim, quando migrar para a nuvem?

Devemos ter em mente que a nuvem não é a solução dos seus problemas.

Que precisamos estar atentos ao nosso ambiente e definir a melhor maneira de quebrar esse paradigma dentro da nossa empresa.

Deixar de ter que se preocupar com a garantia, com a compatibilidade, com a aquisição de novos hardwares, licenças de softwares e até mesmo com toda uma estrutura de backup.

É por essas e outras que as empresas no Brasil estão descobrindo a nuvem e cada vez mais empresas estão migrando para este tipo de solução.

[Crédito da Imagem: Nuvem – ShutterStock]

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Minimum Way

Autor

Formado Processamento de Dados pela FATEC RL (Rubens Lara) Pós-graduado em administração da qualidade pela UNIMES MBA em Administração com ênfase em negócios internacionais pela FGV. Certificado pela IBM em DBA para o banco de dados DB2. Participei na Santa Casa de Santos (Hospital) do desenvolvimento de um sistema de gestão de internação, na Antilhas - Gráfica e Embalagens Participei do desenvolvimento de um sistema de gestão de estoque em real-time, na Data Access Brasil - Atuei como Coordenador de Treinamento, na criação de apostilas, workshops e treinamentos, Para a Indústria e Comércio Oliveira (famosa pelas balas de banana), participei ativamente no desenvolvimento da gestão de controle de produção, Na Shape, salão de beleza, desenvolvendo um sistema de gestão da beleza, Na concessionária Afonso Veículos, participei ativamente no desenvolvimento de um sistema de gestão manutenção e venda de veículos novos e usados, Na Soldier Segurança, empresa de segurança patrimonial e escolta armada para cargas, como consultor em TI, na Ásia Shipping Transportes Internacionais, fui consultor, desenvolvedor e gerente de TI, responsável pelo desenvolvimento de novas soluções tecnológicas voltadas ao segmento, bem como aplicações que facilitam a fidelização do cliente, na corretora Spinelli como consultor no desenvolvimento de novos aplicativos voltados ao mercado financeiro. Recentemente em março/2015 participei de um congresso em Seattle sobre novas tecnologias na web voltadas para o mundo corporativo.

Anderson Rodrigues

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