Cloud Computing

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Cloud Computing: A volta dos Mainframes?

publicado por David Stephen

Computação em nuvem

Após ler este artigo vocês irão pensar que eu tenho mais de 100 anos.  Mas, eu juro, tudo isso aconteceu em menos de 25.  Estou me referindo à saudosa época em que utilizávamos os famigerados terminais 3270 da IBM, a porta de entrada para os gigantes Main Frames.

Eu trabalhava na Empresa Municipal de Processamento de Dados da Prefeitura do Recife, a Emprel, quando aqueles pequenos e discretos microcomputadores começaram a invadir as repartições públicas, mal saídos das residências dos garotos viciados em games.

Eu ficava alucinado com a possibilidade de todos aqueles dados, que levávamos meses e anos para modelar, serem fragmentados nas inúmeras planilhas e documentos textos produzidos por usuários de microinformática, como eram conhecidos na época.  Era a morte anunciada do velho guerreiro Main Frame.

Mas, espere!  Isto de todo não foi tão ruim assim.  Apesar das redundâncias de informações e inúmeras inconsistências de dados que eram gerados pelo uso indiscriminado da informação, enfim ela, a Informação, conseguia chegar nas grandes mesas redondas para municiar as decisões dos poderosos diretores e presidentes das empresas.

Frustrante?  Sim.  Na época do Main Frame, para se ter uma informação gerencial de qualidade, investia-se uma fábula no desenvolvimento de sistemas parrudos e enormemente complexos.  Isto sem falar no tempo de desenvolvimento, que era no mínimo igual a uma gestação humana (que é de 9 meses, para quem não sabe).

A década de 80 foi, de fato, o grande marco divisor entre a geração Frame e a geração Micro.  As redes locais, baseadas no protocolo TCP/IP, até tentavam impor um pouco de ordem naquela bagunça, mas não havia justificativa que fizesse o usuário deixar de usar sua boa e velha planilha para voltar a perder tempo com os famosos terminais 3270 – a batalha foi perdida: ali jazia o velho Main Frame.

Por ironia do destino, 20 anos depois de grandes revoluções tecnológicas, cá estamos falando de Cloud Computing.  Será isto uma nova roupagem para a volta dos Main Frames?  Onde estão nossas informações?  Que supermáquinas não essas que conseguem processar o mundo?

Eis que surgem novamente os Main Frames, desta vez mais eficazes e inteligentes.  Escondidos de tudo e de todos.  Resolvendo o problema da concentração de dados sem abrir mão da descentração da informação.  Prometendo segurança sem dizer onde está.  Pulverizando nossas informações como poeira ao vento.

Algumas questões permeiam toda essa história de construção, destruição e reconstrução:

  1. Quem detém o verdadeiro poder da informação nos tempos da Cloud Computing?
  2. Quem garante o sigilo e a privacidade das informações numa nuvem multinacional?
  3. Qual o limite para a pulverização das informações na nuvem?

É este o cenário em que vivemos.  Profissionais de TI, bem vindo ao verdadeiro século 21.

Ah, eu só tenho 46 anos 🙂

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Minimum Way

Autor

Engenheiro de formação. Empresário dos segmentos de educação e tecnologia. Empreendeu diversos negócios nas áreas de TI e Educação Profissional. Fundador do Ibratec (Instituto Brasileiro de Tecnologia), primeira escola técnica de informática particular do nordeste (1994). Fundador da Unibratec (primeira faculdade de educação tecnológica do nordeste e uma das 10 primeiras do Brasil (2002). A Unibratec foi eleita a melhor faculdade de informática do Brasil pela revista Veja de janeiro de 2007. Em 2006 implantou o projeto piloto Unibratec28horas, que transmitiu o primeiro curso técnico via satélite do Brasil, em parceria com o Governo do Estado de Pernambuco (SECTMA/PE), atendendo a mais de 1.000 estudantes da rede pública estadual no interior de Pernambuco e 400 alunos da própria instituição, o que se configurou como a primeira PPP, mesmo antes da lei das parcerias público-privadas. Em 2008 vendeu suas ações da Unibratec para se dedicar exclusiva e especificamente a projetos na área de EAD (Educação a Distância). Criou 2 empresas de educação profissional a distância: a Teleport (empresa de transmissão de conteúdos via satélite) e a Etebrax (Escola Técnica do Brasil), que foi a primeira instituição de ensino a transmitir cursos técnicos de segurança do trabalho, administração e agente comunitário de saúde, via satélite, pelo método telepresencial conectado. A rede Teleport/Etebrax atingiu mais de 30 polos de apoio presencial em 13 estados da Federação. Ainda pela Teleport, transmitiu o primeiro curso via satélite do Sebrae em todo o território nacional, através do Programa Sebrae-Conecta (parceria Sebrae/Teleport). Em 2011 vendeu suas ações nas duas empresas para montar seu mais novo empreendimento educacional: A Acadetec (Academia Tecnológica do Brasil). Um portal de cursos online que utiliza uma plataforma de EAD, também desenvolvida pela sua equipe, com recursos inovadores e sofisticados: o Havonna, que já está em sua versão 2.02. Ainda pela Acadetec, desenvolveu projeto de credenciamento de 10 cursos técnicos online que se encontra em fase final de autorização pelo Conselho Estadual de Pernambuco. Contato: Email: david.stephen.barros@gmail.com Blog: http://davidstephenbarros.blogspot.com.br Linked-In: http://www.linkedin.com/profile/view?id=89343330 Mobile: +55(81)9727-1707 Conheça meus mais novos empreendimentos educacionais e tecnológicos: Academia Tecnológica do Brasil www.acadetec.com.br Havonna: Plataforma de EAD para Empresas e Instituições www.havonna.com.br

David Stephen

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