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Qualidade em TI – O processo de pré-produção

publicado por Paul Robert Bergami

Qualidade em TI – O processo de pré-produçãoJá falamos sobre o processo de Prevenção de Falhas que permite a organização aprender com suas próprias falhas.

Porém, será que é preciso esperar a Falha ocorrer para só então aprender com isso?

Por que não podemos ter um processo mais preventivo e, realmente, antever estas Falhas e tomar uma ação efetiva para evitá-las?

Nas vésperas do ano 2000 foram desenvolvidas uma série de ações em busca de possíveis Falhas em produção. Os projetos que ficaram famosos como “Bug Y2K” fizeram verdadeiras varreduras em softwares e aplicativos em produção para prevenir uma Falha que poderia ser fatal para muitos negócios.

No caso do “Bug Y2K” sabíamos o que estávamos procurando e qual o risco daquela Falha. Mas e se não sabemos o que procurar e muito menos os riscos que corremos?

Referências à qualidade de sistemas, em sua maioria, dizem respeito aos processos de verificação e validação que são conduzidos durante as fases de desenvolvimento, teste e homologação de novos aplicativos, ou novas funcionalidades a serem implantadas em produção. Poucas, ou quase nenhuma são as referências aos sistemas que estão em operação.

Vejam na tabela publicada por Ivan L. Magalhães e Walfrido B. Pinheiro (2007) os custos médios da indisponibilidade de alguns tipos de serviços por conta de interrupções em processamentos:

Indústria

Serviço

Custo médio por hora de interrupção do serviço (US$)

 Financeira Operações de corretagem

7.840.000

 Financeira Vendas por cartão de crédito

3.160.000

 Mídia Venda por pay-per-view

183.000

 Varejo Vendas pela TV

137.000

 Varejo Vendas por catálogo

109.000

 Transportes Reservas aéreas

108.000

 Entretenimento Venda de ingressos por telefone

83.000

 Entregas rápidas Entrega de encomendas

34.000

 Financeira Pagamento de taxas via ATM

18.000

Como então prevenir tais ocorrências?

Como melhorar a qualidade desse processamento?

Quais as ações de qualidade aplicar à produção?

A minha proposta é definir ações de proteção à estabilidade do processamento, ou proteção à produção.

Implantar um processo que permita pré processar a produção.

A simulação da produção, em ambiente controlado, para antecipadamente provocar as ocorrências e permitira as correções necessárias em tempo hábil para aplicá-las em produção e, assim, evitar o impacto / custo mostrado na tabela.

Resumidamente, implica em processar aquilo que será a produção do próximo ciclo produtivo: é a “diária de amanhã”; é o processamento das “transações de amanhã”, que processadas hoje simulam o que irá acontecer.

Este processamento deve ocorrer par e passo com a produção, em ambiente apartado e controlado, de forma a validar, contornar e, principalmente, corrigir as Falhas, que certamente iriam impactar a produção.

A simulação antecipada da produção exige investimento não só em processos de qualidade, mas em infraestrutura de processamento. Estes investimentos podem ser reduzidos em muito com a adoção de infraestruturas já existentes, como por exemplo, ambientes de contingência, que têm a mesma configuração da produção e estão disponíveis apenas para a eventualidade de queda da produção.

Estas ações, se devidamente implementadas, com a gestão de mudanças, incidentes e problemas devidamente operantes neste ambiente, com métricas, simulações e monitorações das ocorrências, permitem a redução dos seus impactos em produção.

Mesmo que as economias decorrentes das Falhas evitadas paguem o investimento, o custo e o tempo para o desenvolvimento do processo de Pré-Produção é considerável.

O que proponho nesse sentido é que a decisão pelo desenvolvimento e implantação deste processo seja orientado para os aplicativos que sustentam os negócios mais críticos da organização. E não há a necessidade de se desenvolver e implantar todos os processos em uma só vez. Inicia-se pelo desenvolvimento de uma aplicação crítica e as demais aplicações na sequência de sua criticidade.

O ganho inicial e o aprendizado da organização com a evolução das ações de qualidade agregando valor ao negócio.

É um processo que já desenvolvi e implantei para uma grande organização. Projeto que se pagou na primeira ocorrência detectada. Os investimentos são pagos com a redução dos custos com retrabalho e reprocessamentos. Como Philip B. Crosby já argumentava em seu livro: “Quality is Free”.

Em nosso próximo texto vamos focar a Qualidade em TI – Teste mínimo, econômico, eficaz, ou…

[Crédito da Imagem: Qualidade – ShutterStock]

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Autor

Professor de Qualidade de Software, Auditoria de Sistemas e MBA/TI, Economista pela FEA-USP com pós em Qualidade e Produtividade pela POLI-USP, especialista em qualidade de software para usuários e fornecedores de TI. Mais de 30 anos como Gestor em TI para Bancos, Consultorias, Marketing, Serviços e Governo. Focado em soluções pragmáticas de TI que aliam resultado e satisfação de clientes e acionistas, experiência internacional em London/UK no desenvolvimento de aplicativos bancários mundiais e Nova York/USA em consultoria para conformidade à Sarbanes & Oxley. br.linkedin.com/in/bergamipaul/

Paul Robert Bergami

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