Desenvolvimento

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Gestão de defeito: Descreva! – Parte I

publicado por Rafaella Trindade

Gestão de defeito: Descreva! - Parte ISumário
Introdução
Problema
Justificativa
Metodologia
Referencial teórico
Demonstração do Mantis

Introdução

Não saber descrever um comportamento executado e onde está o defeito funcionalmente encontrado, é um cenário comumente encontrado em outras palavras, também é necessário executar teste com ação investigativa e questionadora mesmo quando existem casos ou scripts de teste pronto.

Não analisar e nem acompanhar o defeito após encontrá-lo é prejudicial para seu conhecimento sobre causa de um defeito e quando fizer não faça de maneira incorreta, testar pode ser simples mais será que utiliza da gestão de um defeito e este contribui com a definição de qualidade do produto?

Problema

Dessa forma o problema pode ser resumido como gerenciar os resultados obtidos no processo de teste de software através de uma ferramenta usando de práticas da gestão de defeitos para efetivar a qualidade aos processos e produtos a serem desenvolvidos.

Justificativa

Molinari (2003) demonstra que um defeito descoberto no início do projeto custa cerca de dez centavos de dólar. Quando o defeito é descoberto no final do projeto, pode chegar aos cem dólares ou mais.

A realização deste trabalho é difundir o pouco conhecimento acadêmico existente sobre o assunto contribuindo com a popularização do conhecimento de práticas de gestão de defeitos e o uso de ferramentas fomentando qualidade aos processos das empresas desenvolvedoras de produtos de software.

Metodologia

Figura 1- Custo do defeito<br />Fonte: adaptado de Moreira e Rios

Figura 1- Custo do defeito
Fonte: adaptado de Moreira e Rios

A pesquisa realizada neste procura demonstrar a importância da atividade de teste de software nas organizações. A estruturação do processo de teste visa à integração da atividade de teste com a equipe de desenvolvimento e fornece uma estrutura para que todas as práticas possam ser realizadas de forma padronizadas e com metodologia própria contribuindo para avaliação do produto e dos resultados obtidos.  Pretende-se neste trabalho apresentar uma ferramenta de gestão de defeitos para demonstrar as facilidades que podem ser obtidas com o registro e acompanhamento de defeitos durante o processo de teste de software.

Encontrando o maior número de defeito na fase inicial de desenvolvimento permite atribuir qualidade ao software e garantindo a continuidade das próximas etapas. Nas etapas do processo onde os testes são realizados os defeitos encontrados têm um custo para a correção, conforme mostra na figura 1. Moreira Filho; Rios (2003) descrevem uns dos estudos realizados por Glenford Myers em seu livro “The Art of software Testing”, sobre a Regra 10 de Myers,  que estabelece que o custo de correção de defeitos tende a aumentar quanto mais tarde o defeito é detectado. Defeitos encontrados durante a produção tendem a custar muito mais que defeitos encontrados em modelos de dados e em outros documentos do projeto do software (Moreira Filho e Rios, 2003, p. 29).

O processo de teste de software é promovido por representar uma estruturação de etapas, atividades, artefatos, papéis e responsabilidades que buscam a padronização dos trabalhos e execução de todo o ciclo de teste. Um processo é um conjunto de passos ordenado executado por atividades que são orientadas por métodos e prática usados para atingir uma meta. Esta meta geralmente está associada a um ou mais resultados concretos finais, que são os produtos da execução do processo (PAULA FILHO, 2001, p. 17).

No conceito “V”, figura 2, o objetivo é a equipe de desenvolvimento (DS) e a equipe de teste iniciar suas atividades juntas permitindo o acesso às informações e documentos contribuindo para a integração entre as equipes, evitando discrepância entre o tempo de inicialização e conhecimento do produto a ser desenvolvido. No conceito “V” os procedimentos de FAZER e CONFERIR estão juntos do início até o fim do projeto” (Bastos, 2007, p. 41).

Figura 2- Conceito "V"<br />Fonte: Moreira e Rios

Figura 2- Conceito “V”
Fonte: Moreira e Rios

A qualidade do processo para o desenvolvimento de um produto pode ser notada quando a detecção de defeitos e a eliminação de defeitos encontrados na fase inicial de desenvolvimento são realizadas de forma a atender o prazo e custo estimado.

Figura 3 - Prazo x qualidade do processo<br />Fonte: Paula Filho

Figura 3 – Prazo x qualidade do processo
Fonte: Paula Filho

A preocupação na detecção de defeitos e efetiva correção vão além de prejuízos e reajustes de cronograma mais são os riscos que o software pode causar as pessoas com seu funcionamento inadequado. A figura 3 demonstra o tempo de desenvolvimento e a qualidade do processo nas remoções de defeitos. Nota-se que o tempo de desenvolvimento é reduzido com o aumento da qualidade do processo (PAULA FILHO, 2001, p. 12).

Ciclo de vida de um defeito

Descreva genericamente um ciclo de vida de um defeito aderente ao processo de gestão de defeitos. O processo da figura abaixo e um processo sugerido e reconhecido pelos autores e quando em funcionamento cria conhecimento com  informações de relato, reconhecimento, correção e encerramento de defeito.

Figura 4 - Ciclo de vida de um defeito<br />Fonte: adaptado de Cristiano Caetano (2007)

Figura 4 – Ciclo de vida de um defeito
Fonte: adaptado de Cristiano Caetano (2007)

Os elementos chave de um processo de gestão de defeitos são:

  • Prevenção de defeitos: Com base nos levantamento dos riscos críticos do projeto, devem ser promovidas ações de prevenção e planejamento de contingências para minimizar o impacto caso os riscos tornem-se problemas;
  • Linha base entregue: Estabelecimento formal de linhas base (baselines) por meio da Gerência de Configuração de Software. Cada baselines deve determinar quais requisitos/artefatos serão liberados e submetidos ao teste;
  • Identificação do defeito: Definição das técnicas necessárias para encontrar, reportar e classificar os defeitos, assim como, os critérios para reconhecê-los;
  • Solução do defeito: Definição das atividades para a correção e posterior notificação da resolução do defeito. Muitas destas atividades são definidas pela Gerência de Configuração de Software para garantir o histórico e rastreamento das modificações por meio do controle de versões;
  • Melhoria do processo: Análise das métricas e relatórios de gestão para entender a causa raiz dos problemas e promover a melhoria contínua do processo;
  • Relatório de gestão: Geração de relatórios com dados relevantes para acompanhar o progresso dos testes e a qualidade do sistema, assim como, a geração de métricas para alimentar a atividade de melhoria do processo.

Na prática…
Recomendação de vários profissionais para o relato de defeitos

 

Confira a segunda parte do artigo.

[Crédito da Imagem: Gestão de Defeito – ShutterStock]

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Autor

MBA Gestão da Informação Certificada ISTQB Certificada CBTS

Rafaella Trindade

Comentários

3 Comments

  • Acho muito importante essa sua preocupação com o processo de teste de softwares. É absurdo ver, ainda nos dias de hoje, que muitas organizações não se preocupam com o teste. tem aquele lema “bom programador não libera versão com bug”, sendo que às vezes o próprio processo da empresa não funciona bem: não há documentação, não há uma descrição correta do funcionamento do software, etc. Acho que ainda há um caminho longo a se percorrer para que um processo de gestão de erros seja considerado imprescindível em grande parte das empresas… mas é com o incentivo de artigos como este que quem sabe um dia chegamos lá.

    abs!

    • Obrigada Ludmila pela leitura!Quando puder visita novamente a parte 2 do post.

  • Bacana! Manda a segunda parte aê..

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