Gerência de Projetos

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De gestor de projetos a líder de times ágeis

publicado por Guayçara Gusmon Gonçalves

Figura - De gestor de projetos a líder de times ágeisA gestão de projetos tradicionalmente cascata tem sido cada vez mais questionada dentro de organizações competitivas, principalmente quando falamos de empresas em que o cerne do negócio envolve produtos com inovações tecnológicas.

A rapidez com que elas precisam reagir às mudanças, sejam elas de negócio, de tecnologia ou econômica, para responder a certa demanda de mercado, é essencial para mantê-la ativa e conquistar determinado público alvo.

Diante deste cenário, muitas corporações têm percebido que o gerenciamento conservador de projetos não tem atendido com a velocidade adequada, e que muitas vezes, esta gestão pode ser eficiente em seus métodos, mas não eficaz no seu objetivo, resultando na entrega tardia de um produto a seus clientes.

À vista disso, estas instituições decidem pela adoção de métodos ágeis para sua gestão de projetos, que trazem consigo a promessa de ajustar-se rapidamente às mudanças, entregando valor, e não apenas produtos, em um curto espaço de tempo quando comparado à forma tradicional.

Mas e as pessoas?

Como transformar exímios gestores de projetos waterfall em líderes de times ágeis?

A maior mudança não está na maneira de se entregar resultados e sim na alteração do mindset de todos aqueles que atuam dentro desse processo, de forma que também passem a acreditar na necessidade dessa evolução.

Essa transformação cultural é árdua e evolutiva. Partindo-se da premissa que times ágeis são auto-organizáveis e autogerenciáveis, o grande desafio deixa de ser processos e passa a ser pessoas.

Logo, o gestor de projetos que embora saiba de todas as áreas de conhecimento do PMBOK,  e domina com excelência as referentes a tempo, escopo e custo, devido à famosa tríplice restrição do modelo cascata; passa a compartilhar esta responsabilidade com o time e necessita dedicar-se mais no campo de recursos humanos.

A chave para o sucesso de qualquer time ágil são pessoas.

Elas precisam estar motivadas e engajadas para fazer com que este novo modelo de entregas funcione. Você pode ter todas as ferramentas necessárias a seu dispor, e mesmo assim não terá êxito se a equipe não acreditar que realmente esta mudança é para melhor; da mesma forma, que alguns times ágeis enfrentem dificuldades com normas e recursos, mas fluem de maneira espetacular por estarem extremamente comprometidos entre si e com seu agile team lead.

Entendida esta linha de raciocínio, deixemos de chamá-los de gestores de projetos e passemos a considerá-los como líderes ágeis, que dependendo da metodologia ou framework adotado, receberá um nome distinto.

Segundo o dicionário da língua portuguesa Aurélio, líder é a pessoa que exerce influência sobre o comportamento, pensamento ou opinião dos outros, enquanto a palavra gestor significa um gerente ou administrador; logo podemos notar que nosso novo líder ágil e antigo gestor de projetos é o principal agente de mudança em todo este processo de transformação cultural, sendo ele substancialmente responsável por disseminar através dos seus comportamentos, hábitos, crenças e costumes, o seu conhecimento sobre a transformação ágil pela qual a empresa está passando.

Isto posto, deparamo-nos com outro desafio: transformar gerentes em líderes. Então a capacidade técnica de controlar o projeto precisa ser complementada pela qualidade da influência positiva. A coordenação de planilhas, validação de dados e geração de gráficos precisam unir-se à habilidade de orientar pessoas, trazê-las a enxergar os benefícios do novo modo de trabalho, motivá-las quando necessário, sempre incentivando-as a serem proativas e donas do projeto; ou seja, de certa forma, o agile team lead passa a compartilhar a gestão com o time, sem perder o controle situacional.

A partir do momento em que o gestor de projetos fizer com que o time trabalhe com ele e não mais para ele, ambos acreditando e valorizando o trabalho que estão realizando, tendo clareza de seus papéis desempenhados, então ele terá cumprido sua atribuição de agente transformador. Terá se tornado um verdadeiro líder, estando apto a conduzir um time ágil em sua essência e certamente pôde contribuir ativamente na mudança cultural pela qual a organização precisou passar, acorrendo para que ela atinja o patamar de progresso desejado, interna e externamente.

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Autor

Leader Coach | CAC | PMP | ITIL | CSM | CSPO | SAFe. Agilista apaixonada pela interação de pessoas com as práticas ágeis. Atualmente trabalha como Agile Coach no maior banco da América Latina (Itaú-Unibanco), e faz parte da sua transformação ágil. Formada em Processamento de Dados (FATEC-SP) e especialista em Projetos de Sistemas (FATEC-SP)

Guayçara Gusmon Gonçalves

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