Cloud Computing

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Do que são feitas as nuvens?

publicado por Luiz Fuzaro

Do que são feitas as nuvens?Tenho algumas experiências profissionais e pessoais, que me faz olhar para as nuvens e ver além das formas, algo um pouquinho diferente.

Posso dizer que foi em 2001, com a instalação da minha conexão ADSL de 256 Mbits se deu a minha efetiva participação na nuvem, digo, Internet, foi aí que passei a ter um lugar na Internet que podia chamar de meu, um IP fixo, 200.171.183….

Enquanto todos ficavam felizes por terem uma conexão estável e “rápida” para acessarem algum lugar na Internet eu ficava feliz por poder ter um lugar na Internet que pudesse ser acessado de qualquer ponto.

Quando tomei posse deste “sítio” na Internet, eu já tinha domínios registrados, sites em provedor, e-mail com domínio próprio, drive virtual na internet e quase tudo que era necessário para meu negócio de consultoria e treinamentos, mas, faltava ainda tudo isto estar no meu “sitio” para servir de exemplo quando fizesse apresentações do meu trabalho para clientes e prospects, na época trabalhava com consultorias sobre S.O. LINUX e implementação de serviços em tecnologias de padrão aberto.

Bem, apesar do local ser virtual na Internet (IP Fixo), era necessário materializar algumas coisas físicas no mundo real como:

  • Uma máquina com características de servidor que pudesse ficar ligada 24×7 e que permitisse alguma flexibilidade. Comecei com boa placa de servidor, com um 1xP3 Intel 933Mhz e 512 Mb RAM e 40 Gb HD e com o tempo, full fitted com 2xP3 933Mhz e 2Gb RAM e 4xHD com 500 GB,! e
  • Um lugar seguro para acomodar o computador, onde o acesso fosse restrito, mas, ao mesmo tempo fácil para quem tivesse os privilégios, e ainda que fosse arejado e que garantisse a estabilidade das conexões físicas de energia, rede e telefonia para ficar ligado 24×7, os 365 dias por ano. Enfim, escolhi um cantinho embaixo da mesa do meu Home Office.

Quanto as necessidades de Software inicialmente comecei com :

  • S.O. GNU/Linux,
  • Um script de proteção, firewall (iptables) e
  • servidor de conexão remota segura (SSH) para administração com par de chaves pública/privada.

Desta forma, tinha um ponto na Internet, com pleno acesso, seguro e que aos poucos, conforme as demandas eu poderia ir configurando da forma mais adequada e criando minhas aplicações e exemplos.

E as demandas começaram logo, com a necessidade de acesso as informações que eu armazenava no Home Office:

  • Apostilas e manuais,
  • scripts,
  • Imagens,
  • imagens de disquetes e
  • Arquivos de instalação.

Uma ótima oportunidade para um configurar, um espaço para armazenamento, pois, tinha necessidade de acessar estas informações de diversas maneiras, as vezes o cliente era console Linux outras vezes em browser no Windows, as vezes era eu mesmo que acessa e, outras eu enviava o link e alguém fazia o download ou enviava arquivos via upload, enfim os arquivos eram os mesmos, mas, tinham controle de acesso e várias formas de apresentação para atender aos variados acessos e usuários. Para tanto utilizei:

  • conexão para transferência segura (sftp),
  • o tradicional serviço ftp,
  • um file manager em PHP para acesso via browser, requerendo um servidor web (apache).

Na sequência, aproveitando da minha independência e mobilidade, as demandas de serviços começaram a ficar mais elaboradas e para atendê-las instalei um servidor de Banco de Dados, para armazenar as informações do parque de máquinas dos meus clientes, suas configurações e um sistema para acompanhamento das demandas. Na época, pesquisei e instalei um outro script em PHP chamado IRM (Information Resources Manager), aproveitando o Apache já instalado, da mesma forma, o serviço de banco de dados foi utilizado para suportar várias outras aplicações como:

  • WebMail,
  • Lista de discussão,
  • Fórum de dicas,
  • Galeria de fotos,
  • Um wiki,
  • Blogs e etc.

Para que estes sites e aplicativos web pudessem funcionar adequadamente era necessário configurar alguns serviços. Foi necessário instalar vários serviços de infraestrutura, começando por um servidor de DNS, o servidor DNS Slave em um site de um amigo. E finalmente com esta infraestrutura disponível, consegui migrar meus domínios para meu Hosting Home, para suportar tudo isto contei com a seguinte plataforma de serviços:

  • de nomes, DNS,
  • Web, HTTP e HTTPS,
  • E-mail, SMTP e SMTPS,
  • Transferência da arquivos, FTP,
  • Rede Virtual segura, VPN,
  • Recuperação de E-mails POP3 e POP3S e
  • Acesso a E-mails IMAP e IMAPS.

Havia tal quantidade de serviços integrados e aplicações no servidor que quando eu fazia apresentações, os clientes queriam saber quanto era para hospedar lá, seus sites, e-mails, aplicações …..lá no meu Home DataCenter.

Diante da demanda pelos serviços de infraestrutura por parte de alguns clientes, acabei atendendo alguns de forma bem pontual.

Coloquei mais um HD e aumentei meu storage, isolei as partições com LVM, criei algumas rotinas de backup, gerenciamento de acesso, recompilei o kernel e implementei o UML (User Mode Linux) algo parecido com virtualização, em 2003 com algumas máquinas virtuais atendendo pequenas demandas.

Dez anos se passaram e houveram significativas mudanças na oferta, qualidade e quantidades envolvidas, bandas de Megabit para Gigabit, armazenamento de Megabyte para TeraByte, processamento de multi-processor para multicore, múltiplos tipos de acesso para múltiplos dispositivos de acesso, mobilidade e muito mais.

Mas, da mesma forma que as nuvens são formadas de água, H20, não importando seu formato, altura e cor, a unidade básica que dá vida a toda esta tecnologia é o bit, assumindo somente dois estados, 0 ou 1.

Isto, me leva a pensar, e até filosofar, sobre quais são realmente as novas estruturas foram e estão sendo criadas, que, fundamentalmente, em pequenos serviços e funções se encaixam, como peças de Lego® para formar um elementos maiores.

Não tenho dúvida que Cloud Computing é bem mais do que isto, e é uma novo paradigma, mas, também é muito bom saber que da mesma forma que as nuvens são feitas de h20 as Cloud Computing também é feita á partir de bits e bytes que agrupados em pequenas peças vão sendo utilizadas para montar todo esta inovação na Tecnologia Informação que é a Cloud Computing.

Bem, para finalizar a história, não tenho uma empresa de Cloud e desde 2009 todos os meus domínios, aplicações e dados estão ou no GoogleApps ou em EC2 da AWS, e em 2011, desativei meu servidor de Internet embaixo da mesa e virou Home MídiaServer, afinal com mais de duas dezenas de dispositivos de rede em casa, a Internet das Coisas, está começando a tomar espaço lá.

Nuvem

Fig 1 :Em analogia, o termo núvem foi utilizado como metáfora para o padrão de desenhos parecidos com nuvens utilizados em diagramas de rede e telefonia. US Patent 5,790,548, column 5 line 56–57, filed April 18, 1996

 

[Crédito de Imagem: Cloud Computing – ShutterStock]

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Autor

Profissional com sólidos conhecimentos técnicos em sistemas operacionais, infraestrutura, redes, segurança e serviços de base. Arquiteto de Soluções com conhecimento em vários tipos de ambiente e aplicações. Gestor de equipes experiente com capacidade de orquestrar recursos em diversas áreas de TI para obtenção de objetivos de projetos. Foco no desempenho e confiabilidade de soluções integradas para suporte aos processos de negócio. Especialista em Linux, Padrões Abertos, Software Livre e interoperabilidade em ambientes heterogéneos.

Luiz Fuzaro

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