Gerência de Projetos

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A guerra dos perfis dos Gerentes de Projetos

publicado por Roberto Pepi

A guerra dos perfis dos Gerentes de ProjetosA cultura do gerenciamento de projetos está cada vez mais difundida nas empresas de tecnologia, porém, ainda existem alguns pontos questionáveis sobre as atividades de gestão: Se uma empresa não é projetizada, ela deve criar um pool de gerentes de projetos ou entregar este papel para os analistas mais experientes de suas equipes? Esta questão pode se tornar um problema quando analisamos friamente o papel dos gerentes de projetos. Vamos tomar, por exemplo, um projeto de desenvolvimento de software em alta plataforma, utilizando a linguagem de programação COBOL.

Este projeto será desenvolvido por uma equipe altamente técnica e qualificada para tais atividades, porém, como todo e qualquer projeto, este necessita de um responsável por seu gerenciamento, uma vez que a estrutura da empresa é matricial e o gerente funcional tem outras atividades para executar. Neste caso hipotético, um analista sênior da equipe é designado para exercer o papel de gerente de projeto. O analista do exemplo acima possui vasto conhecimento técnico, porém, conhecimento superficial sobre gerenciamento de projetos. Neste caso, provavelmente ele gastará mais tempo na execução das atividades de gestão, devido ao déficit de conhecimento, gerando um conflito com as atividades técnicas do projeto, executadas com a devida agilidade e qualidade de um analista sênior.

Dado este cenário, pode-se concluir que ambas as atividades serão executadas com risco para o projeto, uma vez que o analista não poderá desempenhar com todo seu potencial as atividades técnicas, para desenvolver em paralelo as habilidades de um gestor de projetos? Este cenário é muito comum em empresas de tecnologia que não trabalham de forma projetizada, como as consultorias e empresas especializadas em fornecer profissionais na área de gerenciamento de projetos. O grande problema é que, o conflito das duas habilidades pode ser um problema para o projeto: enquanto nem todos os processos e controles serão executados, por concorrência ou por falta de capacidade, as atividades técnicas também serão penalizadas por falta de tempo ou atenção.

O cenário inverso também é visto nas empresas. Ele ocorre quando um profissional é alocado para executar atividades de gestão de projetos, porém, devido a condições adversas do projeto, o mesmo profissional precisa executar atividades técnicas, fora de sua gama de habilidades. A probabilidade de alguma atividade ser executada fora da especificação ou melhores práticas é alta, pois são executadas, muitas vezes, fora do planejamento do projeto, com prazos reduzidos, a fim de cobrir atrasos no cronograma. A grande questão neste ponto é: muitas empresas entendem que, o papel de gerente de projetos, deve ser executado pelo analista mais experiente da equipe, mesmo ele sendo um profissional altamente técnico.

Esta decisão não é um fato que irá determinar o sucesso ou não de um projeto, mas, com certeza é um ponto de atenção, que deve ser observado cuidadosamente pela alta hierarquia, a fim de se mitigar possíveis riscos. A elaboração de treinamentos em metodologias de gerenciamento de projetos pode ajudar na execução das atividades, porém, não garante o sucesso do projeto.

[Crédito da Imagem: Gerentes de Projetos – ShutterStock]

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Autor

Especialista em Gerenciamento de Projetos utilizando as melhores práticas do PMBOK. ESpecialista em desenho de processos de gestão e governança de TI. Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/roberto-pepi-pmp/25/b/420

Roberto Pepi

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